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Um ar mais limpo devido redução da combustão de carvão poderia ajudar a destruir a Amazônia neste século, segundo uma pesquisa, que destaca os complexos desafios da mudança climática global.

O estudo na revista Nature identificou uma relação entre a redução das emissões de dióxido de enxofre por combustão de carvão e do aumento das temperaturas da superfície tropical do Atlântico Norte, que estimula o risco de desertificação da floresta Amazônica.

Normalmente, a poluição é algo ruim. Mas neste caso, a melhora do ar pode ter levado, ironicamente, a uma seca da Amazônia. Isso só mostra que é preciso lidar com os gases estufa.

A Amazônia tem papel crucial no sistema climático global porque contém cerca de 10% do carbono armazenado em ecossistemas terrestres.

Os pesquisadores estimaram que por volta de 2025 uma seca nas mesmas proporções poderia ocorrer a cada dois anos. Em 2060, a crise poderia ocorrer em 9 anos a cada 10 – 0 suficiente para tornar a Amazônia uma savana.

As descobertas mostram a necessidade de lutar não só com os gases estufa, mas também com a destruição direta das florestas tropicais, segundo os pesquisadores.

“Na época de chuva, chove o dia todo e, na época de seca, chove todos os dias”, diz a piada corrente sobre o clima da Amazônia. As mudanças vistas na floresta, porém, podem acabar fazendo com que esse trocadilho perca o significado.

Do ponto de vista climático, a região do arco de desflorestamento já apresenta uma característica de clima de savana, isto é, com períodos de seca e chuva bem marcados e com o período de seca com muitos dias sem chuva.

Ainda há controvérsia sobre a savanização da Amazônia. O meteorologista Peter Cox já previu que o colapso da floresta poderia ocorrer em 2050. Mas outro trabalho afirma que ela pode ser menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia. O estudo diz que, mesmo com redução nas chuvas, haveria umidade para sustentar uma floresta.

Começaram a ser colocadas em prática as primeiras ações da Operação Arco Verde, coordenada pela Casa Civil, com a participação de 13 ministérios, entre eles, o Ministério do Meio Ambiente

As primeiras ações estarão focadas nos 36 municípios da Amazônia, relacionados entre os maiores desmatadores, responsáveis por 50% de toda a destruição da floresta amazônica. O objetivo da Operação Arco Verde nestes municípios é oferecer alternativas sustentáveis aos gestores municipais para que consigam fazer a transição das atividades predatórias para a legalidade e sustentabilidade e deixar de fazer parte da lista.

Entre as emergenciais destacam-se as ações conjuntas entre o Ministério do Trabalho (MT) e o Ibama. Representantes do MT acompanham as ações de fiscalização realizadas pelo Ibama para assegurar que os direitos trabalhistas dos empregados afetados pelo eventual fechamento de uma atividade ilegal sejam respeitados e que eles possam, por exemplo, utilizar o seguro-desemprego, até que se estabeleçam em outra atividade. São ações de rápida execução para que se possa reverter as reações negativas para a população local,

O outro grupo de ações está sendo chamado de estruturante. Entre elas, a oferta de tecnologias sustentáveis, com a participação direta da Embrapa e do Ministério da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); a oferta de assistência técnica para incentivar e embasar a transição do modelo predatório para a utilização de tecnologias sustentáveis, com a participação do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); regularização fundiária; regularização do passivo ambiental e a capacitação de força de trabalho para sua inserção em atividades sustentáveis. (Ambientebrasil)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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