Notícias do Brasil

0

Eis as boas notícias:

 

O Brasil é o quinto país mais atrativo no mundo para se investir após conseguir captar US$ 35 bilhões em 2007, diz o Relatório sobre Investimento Mundial da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O País foi o que mais recebeu investimento estrangeiro (IED) na América Latina no ano passado.

 

Segundo o relatório da Unctad, os países latino-americanos mais atraentes para os investidores continuarão sendo Brasil, México e Chile.

 

A grande maioria dos domicílios urbanos brasileiros tem rendimento per capita de até dois salários mínimos. Em 2002, a fatia de domicílios com rendimento de até meio salário mínimo era de 27,9% e caiu para 19,4% em 2007. Do mesmo modo, o IBGE observou um aumento nos domicílios que têm rendimento entre meio e dois salários mínimos, que concentram o maior percentual em 2007, passando de 48,8%, há dez anos para 53,3%.

 

No entanto, a diferença de rendimento por regiões é considerável. NO Nordeste, 38% das residências urbanas recebem até meio salário mínimo por pessoa, enquanto no Sul a mesma faixa abrange 10,9% das casas.

 

De acordo com a análise sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 73,6% dos domicílios urbanos no Brasil eram próprios em 2007, os lares alugados representavam 19,1% e os cedidos 6,8% de um total de 47,8 milhões de domicílios urbanos.

 

A proporção entre próprios e alugados se manteve neste patamar para quase todas as regiões, com pequenas diferenças. No Norte, a percentagem de casas próprias bateu em 79%, enquanto no Centro-Oeste apresentou 68%.

 

Destes 47 milhões de domicílios, 86,9% eram casas e 12,7 apartamentos. As regiões metropolitanas seguiram com um percentual maior de domicílios do tipo apartamento. A região metropolitana do Rio de Janeiro tinha 25,1% dos lares em prédios e a região metropolitana de São Paulo, 20,3%. Essa fatia chegou a 26,8% no Distrito Federal.

 

E a seguir, as más notícias:

 

O rendimento médio mensal per capita das famílias mais ricas do País em 2007 era 42,55 vezes maior que o rendimento médio das 10% mais pobres. Em média, a fatia mais rica recebeu cerca de R$ 2.830 por pessoa, enquanto as mais pobres ganharam R$ 66.

 

No último ano, o rendimento médio familiar per capita da população brasileira ficou em torno de R$ 624, mas o estudo apontou grandes diferenças entre as regiões. Por exemplo, no Nordeste os 10% mais pobres em média com R$ 36,47 por mês, enquanto no Sul a mesma faixa conseguia R$ 107,16. Do mesmo modo, a diferença entre a duas faixas opostas aumenta no Nordeste e recua no Sul, de 48,99 mais para 28,37 vezes. O Centro –Oeste apresentou a segunda maior discrepância, com os 10% mais pobres recebendo em média R$ 93,27 per capita e os 10% mais ricos R$ 3.624,35 – valor até maior que a média do Sudeste, de R$ 3.216,91.

 

Ainda, segundo o IBGE 40% das famílias com menores rendimentos viviam com R$ 164,39 por pessoa em média, o que é 17,22 vezes menos que a fatia mais rica da população. Por sua vez, os dados também apontam grande diferença entre as regiões: no Norte o valor ficava em torno de R$ 122, enquanto no Sudeste era de R$ 225.

 

A Síntese de Indicadores Sociais 2008 do IBGE mostra que a representatividade dos negros e pardos nas instituições de ensino superior não apenas permanece baixa, com também cresce em menor proporção do que a dos brancos. Em 2007, quando muitos que ingressaram na política de cotas já estavam formados, o número de brancos era de 13,4%, enquanto o de negros e pardos alcançava apenas 4%. Estes dados mostram que, mesmo depois de uma década na qual houve movimentos em direção a minimizar os obstáculos para a ascensão dos grupos raciais menos favorecidas, as populações de negros e pardos continuam em uma situação de maior dificuldade.

 

O ensino fundamental está praticamente universalizado no Brasil entre as crianças de 7 a 14 anos (97,6% freqüentam a escola), mas a quantidade de matrículas não se traduz em qualidade da educação. É o que revelam dados da Síntese de Indicadores Sociais 2008. A pesquisa, baseada em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, mostra que no ano passado 1,3 milhão de crianças de 8 a 14 anos de idade não sabiam ler e escrever. Desse total, 1,1 milhão freqüentavam estabelecimento de ensino. O estudo também mostra que 58,1 mil que não sabem ler e escrever têm 14 anos, idade em que já estariam perto de concluir o ensino fundamental.

 

No Brasil, as oportunidades em educação oferecidas às crianças são menores do que nos outros países da América Latina e Caribe, com exceção de Nicarágua, El Salvador e Honduras. É o que mostra o novo Índice de Oportunidade Humana, divulgado pelo Banco Mundial. A educação é uma das variáveis utilizadas para calcular as oportunidades necessárias para assegurar o acesso universal de crianças e jovens a serviços essenciais para uma vida produtiva. A instituição considera esse acesso como fator determinante para a ocorrência de desigualdades sociais e econômicas em uma população.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais