Novo medicamento para a AIDS chega em Sergipe

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O medicamento vai melhorar a adesão ao tratamento da AIDS

O Ministério da Saúde enviou na semana passada, para Sergipe, o medicamento 3 em 1 para o tratamento de pacientes com HIV e AIDS. O medicamento contém  a dose tripla combinada dos antirretrovirais  tenofovir (300 mg), lamivudina (300 mg) e efavirenz (600 mg).
A utilização da dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e AIDS. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido.
O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e AIDS do Ministério da Saúde como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Os medicamentos já vinham sendo distribuídos  separadamente pelo SAE – Serviço Ambulatorial Especializado, no Cemar Siqueira Campos, unidade mantida pela Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju.

O nosso estado recebeu  33.000 comprimidos que irão beneficiar 1.100 pacientes cadastrados. A Secretaria de Estado da Saúde  já repassou os novos medicamentos para a Secretaria Municipal de Aracaju. Foram notificados, no Estado de Sergipe, 3.831 casos de AIDS. Mais de 2.000 estão em tratamento com os medicamentos antirretrovirais.
É importante lembrar que o medicamento 3 em 1 será disponibilizado apenas para os novos pacientes, isto é, para aqueles que estão iniciando o tratamento.

Atualmente cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e AIDS no país. A combinação de medicamentos deverá beneficiar, no Brasil,  100 mil novos pacientes com HIV e AIDS, por um período de  doze meses. Os Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, já vinham recebendo o novo medicamento desde novembro. Estudos recentes mostraram  que o tratamento para AIDS no Brasil é mais eficiente que a média global.

DIA MUNDIAL DE COMBATE À HANSENÍASE

No último domingo do mês de janeiro, dia 25, acontece o “Dia Mundial de Combate à Hanseníase”, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar a população e reafirmar o compromisso de luta contra a doença nos países endêmicos.
Além de trazer à tona esse tema, muitas vezes negligenciado pela mídia, poder público e população, o fato de se escolher um dia para lembrar a hanseníase é uma forma de mobilizar o compromisso político e social para aumentar a atenção na área de prevenção, educação e controle da doença.
O Brasil, que ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de prevalência da doença, tem batalhado pelo progresso rumo às metas globais de eliminar a doença como problema de Saúde Pública. Entretanto, a situação ainda é insatisfatória. As inúmeras ações de busca ativa de casos novos que têm sido realizadas e o tratamento oportuno dos casos diagnosticados contribuem para o alcance dessas metas.

A hanseníase é doença infectocontagiosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae. Apresenta múltiplas formas, as quais se manifestam por diferentes tipos de lesões na pele. A característica mais importante dessas lesões é a diminuição da sensibilidade nas mesmas, devido ao acometimento de terminações nervosas livres e/ou troncos nervosos. O diagnóstico da doença é clínico e pode ser complementado pela pesquisa do bacilo na pele. É fundamental que a doença seja reconhecida precocemente e que se institua o tratamento adequado que leva à cura da doença. Caso o tratamento seja tardio, podem ocorrer sequelas e incapacidades físicas. Os medicamentos e a assistência médica são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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