O Brasil e o aquecimento global

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Paulistanos e cariocas estão entre os moradores de grandes cidades do mundo que menos emitem gases-estufa, segundo um estudo que comparou 12 metrópoles em três continentes.

Considerando o total de C02 emitido por habitante, as cidades brasileiras ficaram atrás até mesmo de cidades européias, consideradas “limpas”, e muito atrás de metrópoles norte-americanas e asiáticas.

0 dado não é motivo para comemorar, já que a avaliação não diz respeito à poluição do ar nas cidades – nesse quesito, São Paulo continua entre as piores do mundo, especialmente no setor de transporte.

0 estudo lembra que, no Brasil, as maiores emissões são provenientes de desmatamento e da criação de gado.

Os nova-iorquinos respondem por menos de um terço da média de emissão dos EUA. Os londrinos, por pouco mais da metade das emissões da média do Reino Unido. Em São Paulo e no Rio, as emissões per capita não chegam a um terço da média brasileira.

A meta é de que a média mundial de emissão de C02 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius. “Ela já subiu 0,8ºC nos últimos 100 anos. Falta 1,2ºC. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.

Na avaliação do diretor executivo da Confederação Naciona1 da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de C02 no país.

O Brasil é 38º país do mundo em qua1idade de vida, segundo um ranking com quase 200 países publicado pela revista americana International Living.

A liderança do ranking, que leva em consideração nove itens – custo de vida, cultura e lazer, economia, ambiente, liberdade, saúde, infra-estrutura, segurança e risco e clima – ficou com a França, pelo quinto ano consecutivo.

O Brasil subiu da 43ª posição no ranking de 2009 para a 38ª neste ano. Em 2008, o país havia ficado na 39ª posição.

A
s melhores avaliações do Brasil ficaram nos quesitos liberdade (83 pontos de 100 possíveis), risco e segurança (83) e clima (82). Os itens mais mal avaliados foram lazer e cultura (58 pontos de 100 possíveis) e infra-estrutura (59). Apesar disso, entre o ranking do ano passado e o deste ano, as notas para infra-estrutura passaram de 47 para 59, enquanto a avaliação para a economia foi de 45 para 65.

0 Uruguai, na 19ª posição do ranking, foi o país latino-americano mais bem avaliado, apesar de ter caído seis posições em relação ao ranking de 2009.

A Argentina, que caiu cinco posições e aparece em 260 lugar no ranking deste ano, é o segundo melhor país da região em termos de qualidade de vida, segundo a International Living.

À frente do Brasil no ranking, entre os latino-americanos, aparecem ainda Chile (31ªlugar), Costa Rica (33ª) e Panamá (34ª). 0 Equador aparece apenas uma posição atrás do Brasil (39ª), enquanto 0 México é o 46ª colocado no ranking.

Entre os países mais bem avaliados, a Austrália pulou da quinta para a segunda posição no ranking entre o ano passado e este, enquanto a Alemanha subiu do oitavo para o quarto lugar. Os Estados Unidos, por outro lado, caíram da terceira para a sétima posição.

0 último lugar do ranking é ocupado pela Somália. Entre os 15 últimos do ranking, apenas um – Afeganistão – não é um país africano. (Ambientebrasil)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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