O comércio continua fechado

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O setor de comércio no Brasil completa, a partir de hoje, três semanas de paralisação total, determinada pelos respectivos governadores dos Estados. E vai seguir assim pelo menos até o final do mês de abril, na esperança que a pandemia do coronavírus recrudesça e dê margem para a volta ao trabalho de um incontável contingente de trabalhadores. Além destes, estão proibidos de executar seu ramo de trabalho, os pequenos negociantes de toda espécie de negócios, como os revendedores de verduras, água mineral , e muitas outras coisas mais. É o caso de se perguntar: o Brasil aguenta toda essa rigidez no comércio? Tem neguinho aí sem saber como pagar as dívidas do seu pequeno negócio, já que tem mais de quinze dias que não faturam sequer para cobrir o gasto trivial. Tudo bem que o combate à prorrogação do coronavírus era necessário, mas, na minha modéstia opinião, o remédio foi exagerado. Estados como Rio, São Paulo, até a Capital federal, Brasília, já estão pedindo socorro. Muitos comerciantes são claros em afirmar que não suportarão mais quinze dias sem poderem negociar seus produtos. Até os pagamentos de impostos como ICMS e ISS são ameaçados pela absoluta falta de capital – se ninguém vende nada também não se fatura o indispensável capital para pagar os impostos e duplicatas. É uma situação vexatória que pode redundar numa crise econômica sem tamanho. 0s principais governadores atingidos pela crise já começam a gritar pedindo ajuda do governo federal. O GF terá grana suficiente para ir em socorro de todo mundo? É bom não esperar n muita coisa de quem não tem grana sobrando e sabe que os impostos vão começar a variar por força de que o comércio está parado, fechado mesmo. A situação só está boa para os defensores do quanto pior, melhor…

NO FUNDÃO NÃO SE MEXE

Presidente da Câmara dos Deputados, o Sr. Rodrigo Maia apresentou uma série de sugestões para contornar a crise econômica provocado pelo coronavírus. Mas quando o assuntou enveredou pelo dinheiro do Fundo Partidário, ele desconversou.”No fundo partidário ninguém toca” bradou ele. Entretanto ele foi o primeiro a apresentar a sugestão de reduzir os “altos salários” da República. Dos deputados também não se bole.

O USO DE MÁSCARAS

O uso da máscara sobre o rosto, para evitar a propagação do corona-vírus, já é admitida para todos, não só para os profissionais da saúde. O uso da máscara já é admitida como necessária para o combate da transmissão da doença. Há mais de um século, durante a pandemia da gripe espanhola, o uso da máscara foi considerada necessária para evitar a propagação da gripe espanhola. Ainda hoje, como se vê, a máscara exerce papel importante na contenção das doenças. Agora, existem vários tipos de máscara. Existe até a feita de pano comum, que é a mais barata e a mais usada em países subdesenvolvidos.

REMÉDIOS SEM REAJUSTE

O Governo Federal suspendeu reajuste de medicamento pelos próximos sessenta dias.

CEM MIL VAGAS

O SENAI vai oferecer cem mil vagas gratuitas em cursos à distância, durante a pandemia do coronavírus.

IMPACTOS NOS NEGÓCIOS

A crise do coronavírus começa a trazer impactos sobre os pequenos negócios sergipanos. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae entre os dias 20 e 23 de março mostra que oitenta e um por cento das micro e pequenas empresas locais, registraram queda em seu faturamento. Um outro dado que indica o momento difícil vivido pelos empreendedores é que 54% precisarão fechar o negócio nos próximos três meses caso a situação se prolongue. O levantamento ainda aponta que 67,5% dos entrevistados relataram diminuição nas vendas durante o período. A queda na demanda por produtos e serviços levou 66% dos empresários a reportarem uma redução de mais de cinquenta por cento no faturamento.

OS NÚMEROS NO BRASIL

O Brasil já dispõe de um milhão de casos suspeitos de corona-vírus. O número de mortes alcança a cifra de 210 mil casos. Os números parecem grandes mas na verdade são diminutos se comparados com outros casos de pandemia, como o da gripe espanhola, no passado.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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