O conhecimento nos educa

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Seria tão bom e, certamente, evitaríamos muitos desperdícios, se houvesse por parte das pessoas uma conscientização sobre as coisas essenciais que, obrigatoriamente, usamos para nos manter vivos e em sociedade. Aliás, sei que estou falando asneira, ou, no mínimo, obviedades. É claro que a conscientização é o ideal para tudo. Seria muito bom que todos nós soubéssemos desde cedo, de onde vêm, (origem), e como chegam até nós, (processo), essas essencialidades que são colocadas à nossa disposição, dentro de nossas casas. Algumas nos trazem os benefícios e o conforto: a água, a energia elétrica, o gás, o alimento, a roupa, o remédio, etc. Outras levam do nosso meio os nossos descartes: o coletor de lixo, a descarga e o esgoto. 

Pense, somente por um minuto: você já se ateve refletindo sobre isso? Não? Você já imaginou a utilidade de um vaso sanitário? Não? Só por um exercício de imaginação, pense como seriam as cidades sem esta peça tão importante dentro de nossas moradas: casas e apartamentos? Um prédio com oitenta unidades, cada apartamento habitando, em média, quatro pessoas.  Sentiu o drama? Você, sequer por um momento, valorizou os tubos de esgoto que levam para distante de nós aquilo que não queremos e nem podemos mais utilizar? Eles, os caninhos, por nossa falta de inteligência e empenho dos que gerem os nossos impostos, levam aquela sujeira e descartam no primeiro riacho ou rio, logo ali, abaixo das nossas janelas, os quais, putrefatos, deságuam em nossos lagos e no mar e, como sabemos, tudo o que levamos para dentro, eles jogam para fora, logo, onde vai parar toda aquela sujeira? Nas nossas praias, onde nós, nossos filhos e netos tomamos banho.

Deveríamos, pelo menos, procurar conhecer um pouco melhor aquilo que nos é tão essencial e valorizar, mais ainda, as suas utilidades. Certamente que, se tivéssemos mais conhecimento destas tão prejudiciais coisas seriamos, sem dúvidas, mais sensíveis na hora de usá-los. Pois, cá pra nós, somos dissipadores, tal qual os ventos e tempestades: quantos minutos você demora tomando um banho, escovando os dentes, lavando um prato? Quantos litros de água você ferve para fazer duas xícaras de café? Quantas lâmpadas acesas desnecessariamente você mantém em sua casa ou local de trabalho? Quantas televisões permanecem ligadas, às vezes só chiando, pois o canal já saiu do ar, enquanto você dorme?

Lamentavelmente, só percebemos as suas importâncias quando faltam. Enquanto o blecaute não vem, a água não falta, o vaso não entope, não cortam o gás somos desperdiçadores. Consumimos quase sempre mais do que o que necessitamos. Por não conhecermos, não respeitamos, não economizamos.

PENSE NISSO

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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