O consumidor coisa

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Há alguns anos, mais precisamente, em 2005, li o livro Curso de direito do consumidor, de Newton De Lucca, editora Quartier Latin, ano 2003, pp.114/115 e, fiquei estupefato com a análise sobre a noção de consumidor no item sentido psicológico. Para o autor: "a lógica inerente ao sistema capitalista de produção pressupõe uma coisificação do ser humano". Hoje, 11 anos depois, vejo que a lição do autor continua atual e, pela maneira como o mercado se comporta, nunca ficará desatualizada. Agora, diante das dificuldades enfrentadas pelo Brasil na área econômica, muitas empresas amargam queda nas vendas e atribuem o fato à crise.

Esquecem que sempre trataram o consumidor como uma coisa. Agora, o consumidor com o orçamento cada vez mais encolhido e com prioridades que lhe levam à escolha, não só pela necessidade, mas, também, pelo valer a pena, passou a escolher melhor os seus fornecedores e, nesse diapasão, a excluir do seu rol de opções, dentro das suas possibilidades, aqueles que sempre lhe trataram, apenas, como uma coisa. Nos momentos de crise, para se consumir, além de ser necessário, tem que valer a pena.

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