O DIA DE HOJE

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Ontem, da invenção à comercialização levava até cem anos. Do rádio à televisão, quanto tempo levou? Da TV em preto e branco à televisão a cores o tempo já foi menor, e hoje? Um programa de computador pode ficar obsoleto em menos de um ano. Ou seja, ontem bastava não parar para estar em dia com o saber. Hoje, mesmo correndo, o risco de estar ultrapassado é uma realidade.

 

Estas mudanças, na velocidade em que estão ocorrendo, não é uma exclusividade da tecnologia. Nos nossos costumes também é grande a diferença entre o ontem e o hoje, ou seja, mais rapidamente aumentamos o nosso bem estar material com o avanço tecnológico, mas em compensação, quase tudo se perde em humanismo e bem querer.

 

Ontem, durante toda uma vida, os membros de uma família eram os mesmos. Você conhecia, namorava, noivava, casava e tinha seus filhos, constituindo uma família, cujos entes conviviam sob um mesmo teto, enquanto vida houvesse e hoje? Bem… Hoje, de acordo com que a mídia, principalmente a televisão, impõe, relação sexual é conseqüência natural de um encontro entre dois seres humanos, podendo até serem do mesmo sexo.

 

Crianças nascem e convivem durante sua infância com várias pessoas em sua casa. Às vezes só conhecem a mãe. Outras vezes, convivem com uma constante troca de “seus pais e mães”. A isto devemos chamar de família?

 

Vícios, ontem também existiam, mas não em tamanha proporção. Ontem, não era comum encontrar um jovem viciado. Hoje, a probabilidade de você encontrar um jovem não viciado é muito pequena.

 

A natureza, ou melhor, as forças superiores criaram o homem e a mulher. Hoje, nós, os humanos, criamos um terceiro sexo e errado você estará se tentar defender o ontem.

 

São tantas as mudanças de conceitos, costumes e hábitos e em tão pouco tempo, que você, que viveu o ontem e está vivendo o hoje, se pergunta: O certo era ontem? O certo é hoje? Os conceitos, os costumes e os hábitos de hoje, permanecerão? Mudarão? Retornarão?

 

De onde viemos, sabemos. Onde estamos, conhecemos, mas para onde iremos é a grande interrogação.

 

Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000
edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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