O golpe do boleto bancário da multa de trânsito

As aventuras de um consumidor no Brasil

 

O golpe do boleto bancário da multa de trânsito

 

A história de hoje narra a aventura de Consuminho ao exigir do banco onde pagou a multa de trânsito a restituição do valor pago, após descobrir pela imprensa que o boleto bancário utilizado era um golpe aplicado por falsário na praça.

 

Consuminho recebeu em sua casa uma multa de trânsito. No boleto fazia constar um desconto de 30% caso realizasse o pagamento até determinada data. Assim, não teve dúvida, dirigiu-se até a agência bancária do banco identificado no boleto e realizou o pagamento. Passados alguns dias, descobriu pela imprensa que o boleto bancário o qual fez o pagamento era na verdade um golpe aplicado por falsários na sua cidade.

 

Diante da descoberta do golpe Consuminho foi até a agência bancária onde realizou o pagamento solicitar a restituição do valor ao gerente, mas ouviu deste que procurasse a justiça, pois o banco não tinha nada a ver com o golpe, apenas recebeu o valor cobrado e o repassou para a empresa cobradora.

 

Indignado com aquela situação, Consuminho consultou o Código de Defesa do Consumidor e descobriu que o fornecedor é obrigado a corrigir imediatamente os dados do consumidor, quando sabe que os mesmos não são verdadeiros, típico caso do boleto bancário utilizado para pagamento da multa. Descobriu ainda que se o gerente não fizer imediatamente a correção, comete crime contra as relações de consumo.

 

Consuminho fez um requerimento ao banco, por escrito, solicitando a anulação da autenticação do pagamento e a restituição do valor pago, sob pena de crime. O gerente inicialmente recusou-se a fazer constar o recebido na via de Consuminho, mas quando este argumentou que a recusa é crime, o gerente recebeu o requerimento e fez constar o recebido na via de Consuminho.

 

Diante da falta de correção dos dados, Consuminho registrou uma reclamação no Procon e uma ocorrência na Delegacia de Defesa do Consumidor. Também reclamou na justiça contra o banco. Agora aguarda a tramitação dos procedimentos os quais provocou.

 

Faça você também como Consuminho e exija o seu direito. Agindo assim estará contribuindo para a melhoria da qualidade das relações de consumo. 

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