O incômodo barulho do barzinho da esquina

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As aventuras de um consumidor no Brasil

 

O incômodo barulho do barzinho da esquina

 

O episódio de hoje conta a aventura de Consuminho ao exigir do barzinho que fica nas proximidades de sua residência, uma adequação do ambiente como condição para oferecer aos consumidores o serviço de bar com a atração de música ao vivo.

 

Consuminho sempre gostou de ler e depois que entrou para a faculdade a leitura passou a ser obrigatória, seja para acompanhar as matérias ou simplesmente manter-se atualizado e assim, o sono que já era muito valorizado, passou a ser de uma importância maior ainda. Ocorre que após a inauguração de um barzinho próximo à sua residência, o sossego, algo que Consuminho também aprecia muito, passou a ser momento de raridade, isto, devido ao alto barulho do som que vinha do tal barzinho.

 

O barzinho era um ambiente extremamente democrático e por isso mesmo colocava som alto pela manhã, tarde, noite, madrugada, não importava o horário, o importante era atender bem a sua clientela e quando o som estava desligado, não se importava se alguém lá chegasse e colocasse o som do carro em alto volume. Quando era dia de música ao vivo, era pior ainda, porque além do som alto, tinha o barulho do movimento das pessoas no bar.

 

Como tudo tem limite, a paciência e a tolerância de Consuminho também chegaram ao fim, foi quando resolveu ir até o bar conversar com o proprietário e ponderar para que o mesmo evitasse ligar o som com o volume alto ou então que fizesse uma estrutura de maneira a impedir a propagação do som, pois estava sendo incômodo. 

 

O dono do bar ouviu Consuminho atentamente, mas disse que não podia fazer nada, ali era o negócio dele e não ia diminuir o volume, nem também impedir o cliente de ligar o som do carro e por fim, sugeriu a Consuminho que quando se sentisse incomodado à noite, ao invés de tentar dormir, fosse ao barzinho relaxar.

 

Diante da estúpida reação do dono do bar, Consuminho inconformado, buscou ajuda no Código de Defesa do Consumidor e descobriu que o proprietário embora dono do bar era um fornecedor e não podia prestar o serviço de maneira inadequada. Foi quando também descobriu que era consumidor mesmo sem freqüentar o bar, pois estava sendo vítima do serviço inadequado, qual seja, o barulho excessivo e aí resolveu fazer uma denúncia ao Ministério Público. Lá, foi solicitada a medição dos decibéis, o que comprovou a produção pelo estabelecimento, de volume acima do limite permitido na lei.  

 

Após a comprovação de produção de volume excessivo pelo estabelecimento, o proprietário foi chamado ao Ministério Público e lá se comprometeu através da assinatura de um termo, a reformar o bar de maneira a impedir a propagação do som acima do limite legal permitido. Da mesma forma, passou a não mais permitir que os clientes ligassem o som do carro.

 

Somente após esses procedimentos, Consuminho voltou a ter um pouco de sossego e a não mais ser incomodado pelo tal barzinho localizado nas proximidades de sua residência.

 

Faça você também como Consuminho e se o som do barzinho próximo à sua casa for alto de maneira a incomodá-lo, denuncie ao Ministério Público e registre uma ocorrência na Delegacia de Defesa do Consumidor. Agindo assim, estará cumprindo com o seu papel de contribuir para a melhoria da qualidade das relações de consumo.

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