O MEDO E A REAÇÃO

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Os últimos acontecimentos que vêm se registrando em Aracaju, com sucessivos assaltos a qualquer hora do dia ou da noite, feitos por elementos montado em motos, está assustando a sociedade. Não é de hoje que há uma sucessão de ação marginal na capital, com seqüestros relâmpagos e assaltos a lojas, inclusive restaurantes, quando os clientes são colocados em banheiros, agredidos e humilhados pelos marginais. Um promotor público está revoltado com essa situação, principalmente depois do que aconteceu com uma colega sua, que foi violentamente agredida, sábado passado, na esquina da rua de Campos com Itabaiana, próximo à Secretaria de Segurança. Considerou que essa situação só vai ter um fim quando uma personalidade importante – ou algum filho – também seja seqüestrada, torturada e até assassinada pelos marginais. O promotor tem conhecimento de vários assaltos, inclusive um que ocorreu numa movimentada choparia da avenida Beira Mar, quando os assaltantes renderam um grupo que bebia e conversava, levando dinheiro, relógios e celulares.

 

Não se tem idéia de algum esquema policial para frear a ação desses motoqueiros, que continuam agindo diariamente com a desenvoltura de quem tem toda a liberdade para usar da violência, desafiando a polícia, amedrontando a sociedade, absolutamente conscientes da impunidade. Para se ter uma idéia do sentimento da sociedade, um policial gabaritado revelou que sentia medo. E é natural que o sinta. Afinal tem mulher e filhos que também podem ser vítima dos assaltantes. Aracaju pode ser uma cidade tranqüila em relação ao Rio de Janeiro e São Paulo, mas a proporcionalidade amedronta. Já não se anda com tranqüilidade e nem se vê famílias sentadas à porta das casas, como acontecia há alguns meses. Há informação de que a Polícia Civil não está conseguindo fazer muita coisa e há uma deficiência no patrulhamento, principalmente durante o dia. Até o momento o secretário de Segurança, Luiz Mendonça, não comentou sobre esses últimos acontecimentos, mas há informações de que a Polícia pretendia esconder o assalto à promotora, que foi sua colega de Mendonça no Ministério Público.

 

É possível que não caiba a uma coluna de jornal sugerir estratégias policiais, mas não custa nada tentar alertar para o óbvio. Se os constantes assaltos estão sendo praticados por motoqueiros, por que não instalar barreiras em vários pontos da cidade e dar um “baculejo”, para usar um jargão da própria polícia, em todas as pessoas que transitarem nestes veículos? Essa sugestão já foi dada neste mesmo espaço há dois meses, mas deve ter sido considerada intromissão de quem “não entende do assunto”. Mas não precisa conhecer de estratégias policiais para chegar a uma dedução tão simples. Evidente que tem de haver colaboração de quem usa moto como transporte, para que não se melindre ao ser abordado por policiais. Afinal, esse processo deverá ser feito em benefício de toda a comunidade, inclusive dos motoqueiros que trabalham ou que o faz por esporte e para passeio. Itabaiana foi notícia nacional porque a Câmara Municipal daquela cidade aprovou uma lei que proibia o uso de capacetes. Ver-se agora que há uma lógica nisso, porque se de um lado o capacete protege cabeças, de outro esconde rostos marginais.

Essas barreiras para identificar motoqueiros, não devem ser postas apenas nas grandes avenidas, para que a população assista a ação policial, mas também na periferia de Aracaju, aonde a violência chega com muito maior intensidade.

 

Mas, com barreira ou sem barreira, uma atitude tem que ser tomada imediatamente, porque não se sabe quem será a próxima vítima, que pode estar sob a mira de revólveres ou sob murros e pontapés no momento que o senhor, a senhora ou o próprio pessoal responsável pela segurança estejam lendo esse comentário. É bom que não seja nenhum dos filhos, ou das mulheres, ou dos maridos de cada um, mas está claro que isso pode acontecer na próxima esquina, assim como ocorreu com a própria promotora, que foi seqüestrada nos poucos segundos corridos entre a porta da loja que saia e seu carro.

 

 

MUDANÇA

O radialista Carlos Batalha deixa a Secretaria da Comunicação Social hoje e assume a TV Aperipê em lugar do jornalista César Gama.

Batalha vinha conversando com o governador João Alves Filho desde domingo passado, mas só ontem à noite definiu o seu novo campo de ação.

 

COMUNICAÇÃO

Na realidade aconteceu uma troca: o jornalista César Gama assume a Secretaria de Comunicação Social em lugar de Carlos Batalha.

A posse já está marcada para hoje, às 15 horas, no Palácio dos Despachos e a partir de segunda-feira os dois estão em suas novas funções.

 

ARREPIOS

“Aliança com Albano, não vai acontecer, me dá até arrepios”, foi a resposta do governador João Alves Filho ao radialista Fábio Henrique, em seu programa, na Atalaia AM.

A pergunta surgiu de uma declaração do deputado Valmir Monteiro, que defende e trabalha para uma reaproximação entre João e Albano.

 

REELEIÇÃO

O governador João Alves Filho admitiu a hipótese de disputar a reeleição, porque não dá tempo de concluir as obras do atual período.

Lembrou, entretanto, que vai depender da vontade do povo. Deixa claro que isso não lhe trás angustia, porque está governador pela terceira vez e não tem vaidade por mais um mandato.

 

ALBANO

O ex-governador Albano Franco jantou, quarta-feira, em Brasília, com o presidente do PL, Waldemar Costa Neto, o líder do PL na Câmara, Sandro Mabel, e o deputado Bosco Costa.

A conversa girou sobre a filiação de Albano Franco e seu grupo no Partido Liberal. O jantar aconteceu no Piantelli.

 

HELENO

Na conversa surgiu o nome do deputado Heleno Silva (PL) e o presidente Waldemar Costa Mota disse que “ele (Heleno) era um político flexível”.

Comentou-se também a questão da amizade do vice-presidente José Alencar (PL) com Albano. O jantar terminou sem uma posição definida.

 

ASSEMBLÉIA

O empresário Luciano Barreto não pode falar, ontem, na Assembléia Legislativa, porque o presidente da Casa, Antônio Passos, entendeu que a maioria havia rejeitado o requerimento que o convocava.

Luciano iria falar em atendimento a um ofício do deputado Belivaldo Chagas (PSB), que pretendia ouvi-lo em uma sala de comissões.

 

CONFUSÃO

Foi criada uma confusão em torno do problema, porque os deputados da oposição achavam que Luciano Barreto teria que falar.

No final foi preciso a intervenção do capitão que comanda a segurança, que ameaçou dar voz de prisão caso o empresário falasse. Terminou em paz.

 

PREFEITOS

A deputada Lila Moura (PFL), ao lado do filho, ex-prefeito André Moura, reuniu-se com prefeitos em seu  gabinete na Assembléia Legislativa.

Entre muitas coisas, a conversa também girou em tordo de apoio nas eleições de 2006, já que alguns prefeitos estão unido forças para o próximo pleito.

 

TRANSPOSIÇÃO

Acompanhado do deputado José Carlos Machado, o governador João Alves Filho esteve com o ministro Benjamin Zymller, do TCU, relator do processo sobre a transposição do rio São Francisco.

O ministro anunciou que vai fazer um seminário sobre as obras da transposição, com a participação de vários palestrantes, inclusive João Alves, que foi convidado na hora.

 

EXPECTATIVA

Há uma expectativa do pessoal contrário à transposição para a realização da reunião marcada para o dia 29, na cidade de Pirapora (MG).

Lá será um grande pólo de discussões, porque se espera a presença de ministros e governadores de todos os Estados envolvidos na questão.

 

PROMOTORA

Repercute na sociedade o assalto sofrido por uma promotora de justiça, sábado passado, na esquina da rua de Campos com Itabaiana, realizado por dois homens utilizando uma moto.

A promotora foi levada para uma das praias que margeia a rodovia José Sarney e torturada pelos bandidos. O seu carro foi roubado…

 

JOVEM

Segunda-feira passada, um jovem conhecido da sociedade também sofreu um seqüestro relâmpago, feito por dois motoqueiros, e foi levado para a rodovia José Sarney.

Enterraram a cabeça do rapaz na areia e o espancaram covardemente. Deram-lhe um soco no rosto, que o deformou. O jovem foi parar no hospital. Também levaram seu carro.

 

ESTAÇÃO

A proprietária de uma loja no shopping Jardins também foi assaltada por dois homens em uma moto, quando entrava no carro após a saída do trabalho.

Os marginais levaram dela 40 folhas de um talão de cheques, o celular e uma boa quantia em dinheiro. Implorou para não ser levada do local e foi atendida.

 

Notas

 

DADOS

O secretário da Justiça, Emanuel Cacho, mostra dados que precisam ser levados em consideração: “um preso, hoje, custa três casas populares”. Em outras palavras: o custo de manutenção das penitenciárias está cada vez mais alto. O percentual de presos provisórios nas casas de detenção chega a 70%.

O percentual demonstra que mais da metade dos detentos ainda foi julgada por seus crimes e muitos deles poderiam ser simplesmente libertados ou receberem penas alternativas, o que reduziria o custo nas penitenciárias.

 

PARTE

O secretário Emanuel Cacho alerta da necessidade da “Justiça de Sergipe fazer sua parte, julgando os processos mais rapidamente”. Segundo o secretário, “qualquer pessoa flagrada com um cigarrinho de maconha é levada para a Penitenciária”. Acha que no caso a pessoa comete o erro e deve ser punida por isso.

Emanuel Cacho então faz uma denuncia: “Mas existem formas de punir e formas de se jogar o problema para baixo do tapete. Nas terras de Sergipe, os delegados e a Justiça geralmente fazem a segunda opção”.

 

PRESÍDIOS

“Até o fim do ano, todos os presídios de Sergipe terão suas capacidades aumentadas em 100%. Vamos investir mais de R$ 30 milhões só para construir cadeias”, advertiu o secretário de Justiça Emanuel Cacho, afirmando que, se continuar no ritmo que está, as previsões são as piores possíveis.

Na sua opinião, com esse investimento em cadeias, esquece-se saúde, habitação e educação, o que poderá gerar uma confusão de valores: “não se saberá se o melhor será estar preso ou livre”. Cacho não dá solução.

 

É fogo

 

A direção da Progel comunicou que ainda não fechou negócios com o grupo proprietário do Hotel da Ilha. Estão em negociação.

 

Um membro da empresa revelou que a compra tinha sido fechado e o negócio chegou a R$ 3 milhões.

 

O diretor da Progel não quis adiantar o andamento da negociação, considerando que a divulgação pode atrapalhar a transação.

 

Muita reclamação dos donos de carros e usuários de transportes coletivos, com obras de reasfaltamento no centro da cidade, na hora de maior movimento.

 

Os motoristas acham que esse trabalho deveria acontecer à noite, exatamente para não tumultuar o trânsito.

 

É muito grande a fila de pessoas que diariamente vai à Caixa Econômica para receber o FGTS. Sinal de que o número de desempregados vem aumentando.

 

Deputados estaduais de Sergipe estiveram com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para convidá-lo a participar da reunião de Pirapora (MG).

 

O prefeito de Porto da Folha, Manoel de Rosinha, está se queixando do aumento da violência no sertão, que atemoriza a população de sua cidade.

 

O Governo não vai atender as reivindicações dos motoristas em relação à transferência do atracadouro, sob o argumento de que seria desperdiçar dinheiro.

 

João Alves Filho pediu paciência aos motoristas que utilizam a balsa e àqueles que são prejudicados com as manobras dos caminhões.

 

O governo do Estado, através da Procuradoria Geral, abriu inscrições para concurso público de procurador do Estado, segunda classe.

 

A produção industrial brasileira retraiu-se pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, dando continuidade a um movimento de desacelaração iniciado no fim do ano passado.

 

brayner@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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