O que há por trás?

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Soa muito estranhos o afastamento do coronel Marcos Gomes da direção do Hospital da Polícia Militar e a abertura de procedimento administrativo para puni-lo por ter denunciado prováveis irregularidades naquela unidade de saúde. Ora, não seria mais lógico apurar as denúncias feitas por ele sobre concessão de regalias e de esvaziamento do hospital, que vem funcionando precariamente? O desejo de punir o coronel médico permite suspeitar que por trás de tudo isso existe o interesse velado de fechar aquela casa de saúde que, apesar do mau gerenciamento denunciado por Marcos Gomes, ainda presta relevantes serviços à família militar. Convenhamos, para a população em geral fica difícil entender que o comando da Polícia Militar prefira punir o denunciante antes mesmo de apurar a veracidade de suas graves acusações.

Casa política

O Tribunal de Contas de Sergipe é um dos casos mais graves entre os demais estados no descumprimento da regra constitucional que trata sobre a escolha de conselheiros. Pelo menos foi o que constatou uma pesquisa realizada pela Unicamp e o Instituto Ethos. O estudo também atesta o elevado índice de comprometimento político dos conselheiros, fato que prejudica a análise dos processos. Aqui pra nós, qual a novidade dessa pesquisa?

Pelo Campus

A população de Estância participa hoje à noite de uma manifestação pública em favor da implantação naquele município do Campus de Engenharia da Universidade Federal de Sergipe. Organizado pelo deputado estadual Gilson Andrade (PTC), o ato público conta com o apoio do prefeito Ivan Leite (PSD), vereadores, autoridades e empresários estancianos.

Sem adversário

O professor Ângelo Roberto Antoniolli é o único candidato a reitor da Universidade Federal de Sergipe. Ontem ele participou de um debate com a comunidade universitária no Campus de Lagarto. Hoje será a vez do candidato debater suas propostas para administrar a UFS nos Campus de Laranjeiras e Itabaiana. O debate com quem trabalha e estuda no Campus de São Cristóvão está marcado para o próximo dia 16.

Jogou pesado

“O regime militar de 64 era mais democrático do que o governo Marcelo Déda (PT)”. Quem fez tal afirmação foi o deputado estadual capitão Samuel (PSL), ao criticar o projeto de lei que trata sobre a Lei de Organização Básica da Polícia Militar. Segundo ele, a propositura é autoritária e está repleta de erros jurídicos. Samuel deseja que antes de votar o projeto, a Assembleia convide para debatê-la a OAB e a Secretaria estadual de Direitos Humanos.

Nova secretária

A historiadora Josevanda Mendonça Franco é a nova secretária de educação de Aracaju. Escolhida ontem pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B), ela vai substituir o professor Antônio Bittencourt Júnior, que renunciou para disputar uma cadeira na Câmara Municipal. Com uma experiência de 30 anos trabalhando em diversas escolas, Josevanda é destacada pela dedicação com que encara a sala de aula e outros aspectos que norteiam seu histórico enquanto educadora. Boa sorte, professora!

Braços cruzados

E os professores da rede estadual decidiram ontem permanecer de braços cruzados. Dentre as atividades previstas para os grevistas destacam-se uma feijoada que será servida amanhã em frente ao Palácio do Governo e uma manifestação segunda-feira na porta da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão. Em greve há 16 dias, os educadores cobram um reajuste salarial de 22,22% para toda a categoria.

Carniça de urubu

O Vice da Gama derrotou ontem o argentino Lanús em jogo válido pela Copa Libertadores. O resultado não convenceu a torcida, que chamou de burro o treinador Cristóvão Borges. Pelo visto, o time da cruz de malta ainda não se recuperou do desarranjo intestinal provocado pela emoção de ter “degustado” o Flamengo no campeonato carioca. Bem feito, quem mandou comer carniça de urubu?

Britto orienta

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, acha que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) precisa avançar na missão de zelar pela autonomia do Judiciário, função que, segundo ele, não está sendo muito “observada”. O ministro entende que o Conselho não pode fazer carreira solo e se desgarrar do Judiciário. “Vejo o CNJ como bela oportunidade de sairmos na frente, e não na retaguarda. Controle, transparência, combate ao nepotismo e à corrupção”, observou Britto.

Do baú político

Pebas, guinés, jacarés, Perus. O que estes bichos têm a ver com a política de Sergipe? Eles emprestaram os nomes aos simpatizantes da UDN e do PSD em vários municípios. Em Itabaiana, por exemplo, os udenistas liderados por Euclides Paes Mendonça eram os Pebas, enquanto os pessedistas de Manoel Teles orgulhavam-se de ser os Cabaús. Ribeirópolis tinha os Guinés e os Perus, enquanto em Simão Dias a disputa política era entre os Jacarés e Crocodilos. Ainda hoje, os lagartenses estão divididos entre Bole-Bole e Saramandaia. Como no resto do Estado, Tobias Barreto não era diferente. No auge do leandrismo, ali pela década de 50, quem era udenista não queria conversa com pessedista. Mudava até de calçada para não cruzar com o adversário. Os tobienses ou eram Boca Preta, ou Rabo Branco. A rivalidade chegou a tal ponto que existiam dois clubes sociais na cidade. Quem pertencia a UDN só ia para os bailes na Sede, enquanto o pessoal do PSD se divertia no Sobrado. E ai daquele que errasse o endereço.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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