O Tema Sífilis Congênita chega às Igrejas Católicas

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Uma importante e inédita parceria foi realizada em Sergipe para o enfrentamento ao aumento dos casos de sífilis em crianças: a Arquidiocese de Aracaju através da Pastoral da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde através da Gerência de DST/AIDS. A partir de agora, a prevenção à sífilis congênita com destaque para a importância do pré-natal da gestante e seu parceiro, será um tema abordado nas emissoras católicas, nos encontros dos padres, nas pastorais e durante as missas. A ideia partiu da Gerência Estadual de DST/AIDS que procurou a Arquidiocese, solicitando apoio para a realização de ações de prevenção nas missas, respeitando os dogmas da igreja católica, destacando a importância de orientarmos os casais que pretendem ter filhos a fazerem exames de sífilis e para as aquelas mulheres gestantes que iniciem o pré-natal o mais cedo possível.

A sífilis é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria, que pode acometer diversos órgãos ou tecidos, destacando-se a pele, ossos, mucosas, vísceras e o sistema nervoso central. A transmissão pode ser sexual e também vertical, quando passa da mãe para o bebê durante a gestação.

Chama-se Sífilis Congênita, a sífilis transmitida de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

O Estado de Sergipe vem registrando uma média de mais de 300 casos de Sífilis Congênita por ano. Várias falhas estão ocorrendo no pré-natal. As principais são: mulheres que estão grávidas e não sabem; a gestante iniciando o pré-natal já com 4, 5 e até 8 meses de gravidez; a gestante com sífilis não realizando o tratamento correto; o parceiro da gestante com sífilis não fazendo o tratamento.

Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado é positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.

A parceria com a Igreja Católica visa orientar os católicos para que divulguem as informações corretas sobre o pré-natal com a participação do parceiro da gestante. No final de cada missa, o padre anuncia a participação do técnico da Secretaria de Estado da Saúde, que, através da exibição de slides, mostra as consequências da sífilis nas crianças e as medidas de prevenção. O assunto será levado também para as reuniões das pastorais, encontros de casais e curso de noivos. A ação inovadora deve ser repassada para outras religiões.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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