O verdadeiro papel de uma consultoria

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Inúmeros estudos foram realizados acerca dos fatores que levam uma empresa a encerrar suas atividades em um horizonte muitas vezes inferior a três anos. Dentre estes estudos, destaca-se o realizado pelo Sebrae Nacional no ano de 2005, segundo o qual 39% dos novos empreendimentos “morrem” antes de completar o seu primeiro aniversário.

Em estudo semelhante, o Sebrae/SP, ao analisar os índices de sobrevivência das empresas paulistas no período 1995-2000, verificou que as taxas acumuladas de mortalidade foram de 32%, 44%, 56%, 63%, 71%, respectivamente, nos cinco primeiros anos de atividade. Ou seja, apenas 29% das empresas mantêm-se em operação até o quinto ano de operação.

A situação torna-se ainda mais preocupante quando se verifica que várias outras pesquisas, a exemplo da realizada pela JUCESE, em 2003, pelo Sebrae/SC, apontam para índices de insolvência muito próximos entre si. Além disso, ao observar a série histórica dos dados relacionados ao tema, obtidos nas instituições já citadas, no próprio IBGE, constata-se que a situação não evoluiu significamente, permanecendo, assim, num ciclo vicioso, sem que haja um crescimento sustentável.

Pelo exposto, faz-se o seguinte questionamento: qual é a principal causa do fracasso de tantas empresas?

Pode-se afirmar que os fatores econômicos, tais como as elevadas taxas de juros, escassez de recursos destinados à produção, dentre outros, combinados à exorbitante carga tributária vêm a impulsionar os elevados índices de mortalidade das empresas instaladas no Brasil, cujos reflexos, inevitavelmente, também são observados em nosso Estado. Porém a falta de planejamento por parte dos gestores é considerada o principal motivo do insucesso das empresas.

O atual cenário, caracterizado pelas razões acima descritas, pela acirrada concorrência, implica, cada vez mais, o constante monitoramento do ambiente no qual está inserido o empreendimento. Para tal, faz-se necessário o desenvolvimento de habilidades mercadológicas, mediante a aplicação de técnicas administrativas que, coordenadas, proporcionarão a profissionalização da gestão da empresa.

Deste modo, a formalização de um plano de negócios ajustado à realidade do empreendimento; a determinação de metas a serem alcançadas; o registro, acompanhamento e avaliação dos resultados obtidos, confrontando-os com as metas pré-estabelecidas; a integração das diversas áreas (finanças, comercial, recursos humanos, etc.); dentre outras medidas, poderiam, seguramente, contribuir para o êxito do negócio.

É nesse momento que a consultoria exerce a sua função essencial: auxiliar os dirigentes na condução do processo de profissionalização do empreendimento, através da discussão das medidas a serem adotadas e implementadas.

A forma de atuação da consultoria será definida a partir das necessidades levantadas em conjunto com o empreendedor e da realização de um prévio diagnóstico estratégico. Assim, todas as áreas administrativas serão estudadas, como forma de ser obter um “retrato” completo da organização.

Ao contratar uma consultoria séria e ética, o empresário terá à sua disposição uma equipe multidisciplinar, qualificada tecnicamente, capaz de identificar e corrigir possíveis entraves, como também otimizar os demais pontos positivos, com base, principalmente, nas análises dos ambientes interno (a própria organização) e externo (concorrência, fornecedores, etc.); fundamentando, assim, a tomada de decisão. É oportuno esclarecer que o sucesso e o fracasso de um empreendimento origina-se do próprio processo decisório.

Quanto à eventual insegurança no fornecimento das informações necessárias às atividades da consultoria na empresa, frisa-se que é garantido o absoluto sigilo, amparado não somente no dever ético do consultor, mas também em cláusulas compactuadas quando da celebração do contrato.

Convém ressaltar que a consultoria jamais atuará de forma isolada, mas sim integrando os colaboradores e os gestores da empresa, já que estes são os maiores conhecedores do seu próprio negócio, traduzindo-se em importante fonte de dados e informações. Além disso, suas contribuições são imperativas durante a atuação de uma empresa de consultoria. Por conseguinte, nenhuma mudança será realizada sem o prévio consentimento do gestor. O consultor não será a chave para todas as respostas, mas o articulador e impulsionador do processo de profissionalização, resultando em uma maior visão do empreendimento.

 

Visite o site : www.cvw.com.br  e mande a sua sugestão sobre novos temas a serem abordados pelo consultor.

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