O vínculo afetivo com nossos animais de estimação

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(Foto: Luciana Aguilar)

A maioria de nós sabemos o que implica ter um animal de estimação. Não somente em relação aos cuidados e condições necessárias como o profundo vínculo que se estabelecerá com as pessoas que irão conviver com ele. Os benefícios deste vínculo são muito positivos e eles vão variar de acordo com as idades das pessoas envolvidas. Nesta relação estabelecida são despertados sentimentos de empatia, respeito, responsabilidade e autonomia. É sem dúvida um mecanismo muito particular que envolve esta relação entre os animais domésticos com seus donos.

Muitas pesquisas têm sido feitas neste aspecto e revelam que boa parte das pessoas que convivem com  animais domésticos vão menos ao médico e a grande maioria delas dizem que confessam coisas aos seus animais que não falariam a mais ninguém. É fácil de entender os motivos disto, visto que diante de nossos animais não nos sentimos julgados, nossos complexos desaparecem perto deles e as demonstrações de afeto são evidentes. Não apenas segredos são compartilhados como existe muita troca de afeto nesta relação.  Eu que convivo com cinco animais , entre gatos e cachorro, costumo beijar e abraçar meus animais várias vezes ao dia, a maioria de nós acredita que se todos (nossa família, amigos e conhecidos) nos abandonassem um dia, nosso bichinho ficaria sempre ao nosso lado.

Com tantas evidências chegamos a conclusão que o papel de um animalzinho em nossa vida vai muito mais além do que ter uma companhia. É a certeza que sempre ele estará ali para nos consolar, dar segurança, motivação e amor.

Os impactos desta convivência diária na saúde são muito atraentes. Estudos mais recente demonstram que animais domésticos ajudam a diminuir o estresse, a tensão arterial e afetam diretamente na frequência cardíaca. Também se constatou que auxiliam na melhora dos níveis de dopamina e endorfina (hormônios associados ao bem estar). Uma criança que convive com um bichinho de estimação desenvolve sentimentos de solidariedade, respeito, cumplicidade, amizade e autoestima. Também se tornam adultos com maior capacidade para se relacionar com os demais e são capazes de demonstrar amor e afeto com mais facilidade. Elas costumam ter menos medo e desenvolvem sentimentos positivos e de empatia com os seres vivos e aprendem naturalmente sobre o “ciclo da vida”. 

Na fase adulta a presença diária de um animal doméstico em nossa vida, incrementa nossa atividade física, nos protege de sentimentos de solidão e reforça nossa capacidade de atenção e percepção além de melhorar nossa comunicação verbal e satisfazer nossa necessidade humana de tocar e ser tocado. Na vida de pessoas idosas um animal doméstico será uma motivação diária, os ajudará a estarem mais ativos, estimulará a sua memória e os farão sentir-se úteis, pois o animal os necessita.

Com tantos ganhos nessa convivência se você se animar a ter um animal de estimação após ler este artigo, não se esqueça de pensar duas vezes para não se tratar de um capricho. Lembre-se que eles são seres vivos e têm suas necessidades. Deve ficar claro que será sempre uma responsabilidade. Não é um brinquedo que se usa e depois descarta. O maior problema dos abandonos é que as pessoas se apaixonam num primeiro momento e depois de um tempo não estão dispostas a dedicar seu tempo às necessidades que o animal exige.  Percebem que dão muito trabalho , o que é verdade , mas todo este esforço é recompensado a cada dia que convivemos com eles.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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