Uma espicação necessária!

Martin Heidegger, o grande filósofo alemão de “Ser e Tempo”, foi execrado pelas eternas patrulhas ideológicas, por ter sido o Magnífico Reitor da Universidade de Freiburg no ano de 1933.

Para os enviesados da História, no ano de 1933 não se vivia na Alemanha uma euforia, quase unânime, com o governo de Adolf Hitler.

Naquele ano, difícil era encontrar um opositor ao Nazismo, chame isso erro, ilusão coletiva, loucura mesmo, afinal aquele regime, apoiado por vasta aprovação germânica, iria cometer tantos delitos, que ninguém se via assim, a ponto de evitar a erupção, seis anos depois, daquele grande conflito que ficou conhecido como 2ª Grande Guerra.

Conflagração em que a Alemanha se jogou e perdeu e, como todo perdedor, terminou acusada de infinitos erros denunciados, não faltando aqueles sempre constantes; canalhas e pusilânimes, a perseguir os caídos e decaídos, aqueles que, culpados ou não, mereciam todos os opróbios, afinal muito poucos e raros não estiveram no cerne do regime Nazista, agora excessiva e universalmente execrado, como se tal regime derrubado nunca o fosse tão seu, de todos os Alemães em canto patriótico, e do seu apoio nas urnas, enquanto sufrágio acontecido; equivocado ou não.

Os que viveram naqueles tempos sombrios viram muitas dessas ações indecorosas, ainda hoje relatadas na ficção e na realidade, seja na Alemanha subjugada pelo exércitos aliados, presenciando o Julgamento cinematográfico de Nuremberg, seja na França de Vichy; colaboracionista, com Philippe Pétain, Pierre Laval e outros da sua rama; e muito além por outras tramas e cenários onde o homem erra e vagueia, afinal no campo dos desvios coletivos, os deslizes individuais são acoitados e escoimados, em compungidas inocências pessoais, sempre exaltadas, com os seus eventuais agentes, na ânsia de se escafederem de uma eventual culpa comum, que fora tão ampla, quanto geral e irrestrita, passassem a constituir e a procurar um “bode expiatório” necessário, por conveniente, para ser sacrificado, no altar da inocência comum, por expiação coletiva .

Nesse contexto expiatório, uso o sacrifício do bode, por prática comum dos Israelitas desde os tempos antanhos de Moisés, porque assim era conduzido um animal ao deserto, a fim de ali ser sangrado ritualmente, com o seu sangue depois sendo aspergido à multidão de fiéis, como paga de pecados eventualmente cometidos, sendo o próprio Jesus, o Cristo, por extensão posterior, o cordeiro sacrificial ideal, vindo ao mundo e assim ter sido feito homem, para exclusivamente promover a remissão dos pecados da humanidade de ontem e de sempre.

Ou seja: este ritual do “Bode Expiatório”, por sua origem religiosa, é convenientemente utilizado pelos homens em suas faltas e omissões, bem valendo aquela verve ocorrida numa reunião de fiéis onde um capote desapareceu, e nesse argumento comum do que não sabe ou daquele que nada viu, valeu por final a conclusão inerme: “todo mundo é bom, mas só o meu capote é que não aparece!”

De modo igual, quando o caldo engrossa e depois amolece; o valente fraqueja, o herói bem moleja e o safado; este moteja!

E o canalha, sempre ele, pior vareja, como mosca peçonhenta; varejeira, zumbindo muito e zoando sempre torpe em sua larva perniciosa.

Uma canalhice igual bem sofreu Martin Heidegger, o mestre de “Sein und Zelt”, porque para estes insaciáveis “caçadores de bruxas”, o mestre de Freiberg fora poupado de exibir-se no pelourinho de Nuremberg, onde foram julgados os, mais que perigosos, criminosos nazistas.

Nesse contexto de perseguição indecorosa, explicito três obras, uma a favor e outra contra: “Heidegger e o Nazismo” de Victor Farias, “Heidegger Réu; Um Ensaio Sobre a Periculosidade da Filosofia” de Zeljko Loparic, e “Heidegger; um mestre da Alemanha entre o bem e o mal” de Rüdiger Safranski, e também o texto laudatório “Martin Heidegger faz oitenta anos”, de sua aluna e ex-namorada, Hannah Arendt, incluído na sua notável coletânea biográfica: “Homens em Tempos Sombrios”, onde a filosofa de Eichmann em Jerusalém e A Condição Humana, merece ser citada por ser judia, o que em princípio se poderia pensar uma resistência maior em termos da grande acusação a Martin Heidegger, por ter servido ao regime nazista,

Estribo-me na denunciação caluniosa a Martin Heidegger, porque “mutatis mutandis”, no Brasil não vingou um regime tão “brando” como o nazista, porque alguns historiadores, apoiados em infindas Comissões de Verdade, afirmam que aqui vigeu um regime bem pior na Ditadura Militar, por vasta hemorragia ainda não de todo contida, nem suficientemente bem carpida!

E é sobre tal denunciação ignominiosa que eu pretendo falar de um profanação à lápide de meu pai, meu velho e querido pai, Manoel Cabral Machado, meu ídolo maior e meu melhor exemplo, como cultor da ética e da moral, ele que viveu longos anos, quase 92 anos, uma bênção divina!, sendo luminar arquétipo irretocável na família, na política (picadeiro onde a ética pouco vinga num território difícil, onde bem mais ampla é a picaretagem ali vigente), na academia, por melhor aragem e terreno, contribuindo com o seu exemplar respeito e sua tenaz proficiência, enquanto cultor do saber, perante o jovem sempre sequioso do conhecimento, que são as eternas carências e os infindos desejos da humanidade; homem ou mulher; e na cidadania, junto aos seus contemporâneos nas urbes e orbes que a vida o conduziu.

Viver, porém, é difícil!

E se viver é difícil, em tempos medíocres, morrer também o é, afinal não vale muito o célebre conselho latino “De mortuis nil nisi bene”

Porque em tempos canalhas, é possível até profanar os jazigos onde todo ser humano tem o seu derradeiro e necessário descanso.

Porque em tempos canalhas, sobremodo, tudo vale, tudo voga, valendo sempre aquele velho aforismo francês de Beaumarchais: “Calomnié, calomnié; il reste toujours quelque chose”. Caluniai, caluniai; alguma coisa sempre irá ficar.

Interessante é que nada sobra ao caluniador no seu espelho. Nem para sua própria vergonha!

Como garimpar alguma honra naquele que não a possui?

Como lhe escoimar algo que lhe seja melhor do que a sua proto-secreção do seu percevejo interior?

Percevejo, que suga o sangue dos homens, tentando retirar do plasma inerente às hemoglobinas e hematócritos, sobretudo daqueles grandes homens, em cor viva sobranceira e em vasta seiva rediviva e oxigenante, afinal só os homens gigantes bem perfumam o seu entorno, até para servir de repasto a tantos contumazes parasitos.

Mas, como não é possível lhes extirpar do ataque o seu contamino, e por agirem solertes, picando e infectando, sem que se possa previamente preveni-los, vale no pós assalto ferretear-lhes na testa, denunciando o seu maledicente semeio, sobretudo no livre opinar irresponsável, daquele que nada constrói que seja comum ao seu entorno, algo de bom e admirável!

E nesse desconstruir criminal por historial, em que vale tudo até a profanação dos jazigos, as hienas o fazem melhor, pelo menos, buscando mera carcaça, por sôfrego alimento, apenas!

Não foi o caso deste propenso violador da tumba de meu pai, onde ali descansa na companhia humilde de seus contemporâneos, Campo Santo, derradeiro abrigo de muitos negros escravos, gente humilde trabalhadora, na Vila Pedras em Capela.

Mas, nem nos jazigos os bem validos estão isentos dos ataques solertes daqueles François Ravaillacsque tentam até no além da morte, sacar o seu punhal sicário para retirar da vida sem lhes conseguir retirar a honra, de meu pai, Manoel Cabral Machado, como foi o caso do Grande Rei Francês, Henry IV, para quem “Paris vaut bien une messe”, e sobretudo, pelo seu audaz denodo de assinar o “Edito de Nantes”, tentando pacificar católicos e protestantes numa França conflituada, igual ao Brasil, nessas horas e no agora, sofrendo no reio e na peia nos Calabouços da Nossa República, tantos justiçados e justiciados, impiedosa e criminalmente, pela baderna, porque foi uma bagunça apenas, do batom, da bola de gude ou de marraio, e das vitrinas estilhaçadas, sem ferir ninguém no 8 de Janeiro, crime mais que achado, desviado e manipulado como uma “infâmia” similar ao ataque japonês a Pearl Harbour, por quem bem valeu bombardear depois Hiroshima e Nagasaki, e porque aqui no Brasil os ódios tem que vingar eternos, e para tanto ser gritado e esgoelado; o grito de “Não a Anistia”, agora vivamente ressurgido, afinal os intolerantes são de outra verve, mas da mesma cepa canalha.

Porque a intolerância, toda ela é delirante.

E é ai que eu estou a lembrar de meu pai, Manoel Cabral Machado, enquanto Secretário de Educação e Cultura de Sergipe, nos idos de 1964, tendo que convencer Comandantes Militares, que estribados em sua marcial ignorância e intolerância, queriam expulsar alguns colegas meus e amigos do Colégio Estadual de Sergipe, o antigo Atheneu , por atividades que àqueles oficiais  cavalariços o eram consideradas perigosas, a merecer, inclusive, o atrabiliário derramamento de sangue, obtendo de meu pai, um Professor apenas, a necessária oposição, usando palavras que se perderam como bem deve ser quando os seus efeitos bem conduzem ao arrefecimento necessários dos arroubos: “General, coronéis, capitães”, seja ; lá a quem foi dirigida a peroração apaziguadora: “Por causa de seguidos derramamentos de sangue, a França restou uma nação até hoje dividida, com os seus ódios se eternizando”.

Cabral Machado era um homem conhecedor sobremodo dos excessos cometidos de parte a outra nas diversas revoluções cantadas por Victor Hugo em “Les Miserables” e em  “Quatre Vingt Treize” , onde o Terror tinha seis personagens principais Danton, Marat e Robespierre dialogando, entre fatos e entreatos de Lantenac, personagem fiel ao Rei Luís Capeto, Cimourdain, um ex-padre que se tornara implacável gênio da revolução, e outros combatentes como Gawain, todos findando com o pescoço aparado da cabeça pelo Couteau, a republicana navalha, que a tudo redimiria. E na mesma vertente relembrada no ensaio “Souvenirs”, ou “Memórias de 1848” de Alexis de Tocqueville, o grande pensador da democracia republicana.

Cabral Machado, como tudo em sua vida, estava sempre a conciliar os espíritos beligerantes, afinal sempre campeara na política partidária, pertencente às hostes do Partido Social Democrático, o PSD,sendo Deputado Estadual notável por três legislaturas, debatendo ora como líder do Governo Arnaldo Garcez, ora na oposição difícil aos Governos de Leandro Maciel e Luiz Garcia, tendo, os anais daquela casa legislativa gravando e imortalizando suas palavras debatendo com grandes tribunos daquela época como José de Carvalho Deda, o avô do futuro Governador Marcelo Deda e de João de Seixas Dória, aquele que seria depois o Governador dos sergipanos e que vingou cassado e apeado do poder pelo Regime Autoritário de 1964.

Cabral Machado, que fora um percuciente operador do Direito Criminal na Defesa do Juri, inclusive  conflitando ideias e argumentos com Paulo Costa, enquanto Promotor Público exímio de destemida inteligência, pai do não menos valoroso, Luiz Eduardo Costa, dono da melhor escrita na atual imprensa sergipana.

Cabral Machado que fora fundador de quatro Instituições de Ensino Superior em Sergipe: Faculdade de Ciências Econômicas, Faculdade De Direito, Faculdade de Filosofia e Faculdade de Serviço Social, núcleos iniciais da nossa Universidade Federal Sergipe.., que àquele tempo não existia.

O Professor Cabral Machado não estava naquele momento trevoso na arena, nem para fugir dos arroubos, nem para se somar aos insanos desejos de sangria, que tantos queriam com a expulsão pura e simples daqueles jovens, tidos e havidos como figuras altamente perigosos…

E eu, que era um estudante também, nunca os contemplara assim, tão vis e perigosos, afinal eram meus colegas e meus amigos, sendo eu um dos seus admiradores, por sua capacidade de luta e liderança.

Não, o Professor Manoel Cabral Machado, não era um homem de quem se esperaria os golpes sicários para o abate dos adversários, até porque aqueles amigos e colegas de seu filho, eu, não mereciam a mínima repreensão disciplinar.

Mas aqueles tempos eram belicosos e rancorosos, não faltando os eternos espíritos miúdos a ensejar perseguições. Igual agora aos que em outros encantos sem pejo ou nojo, se esgoelam como lobos hidrófobos: “Não a anistia! Não a anistia! Não a anistia!!!” Porque a intolerância é a mesma. Apenas mudou de cor e de lado!

Todavia, Cabral no seu lado único, almejava desfazer o nó górdio intolerante, da Direção do Colégio Atheneu  e dos Comandantes Militares de então, querendo exemplarmente expulsar os alunos, prejudicando-os ao longo da vida e do Governo Estadual que bem queria encontrar uma solução conciliatória que arrefecesse e amainasse os ânimos.

E é aí que o articulista profanador do sepulcro de Cabral Machado, desancando a sua figura e a do Governador Celso Carvalho, queria que ambos fossem mais heróis do que a estupidez o permitiria, e aproveitasse o momento para duelar contra os militares, repelindo com armas inúteis o arbítrio que se iniciava.

Segundo o inábil pensar do articulista miúdo que a tudo falseou e escreveu, o Vice-Governador Celso Carvalho deveria se recusar a ocupar o poder esvaziado com a Cassação posterior do Governado Seixas Dória, denunciando o Golpe e atraindo para si toda a sua oposição, ou sendo mais uma peça inútil de dominó a ser varrido, a preencher o Presídio da Ilha do Diabo, que virou o Arquipélago de Fernando de Noronha.

Quanto a Cabral Machado, este deveria ir bem além das suas forças, para atiçar a hemorragia pretendida, apresentando até o próprio pescoço em oferecimento exemplar inútil para aquela sangria, porque o Golpe Militar viera para vingar, e estava, ó terrível heresia!, estava amplamente aplaudido pelo povo em expressiva maioria, embora loucos e moucos disso duvidem ainda, em recalcitrância continuada.

E foi nesse mister difícil a dirimir, que Cabral Machado, longe das guerras e das discordâncias enquanto homem de paz e de conciliação, restou como fora também o Governador Celso Carvalho, homens providenciais e necessários,  naquele momento, para evitar o erro, e conciliar a família sergipana, porque daí uma transferência dos alunos perseguidos fora negociada, satisfazendo ambas as partes que pareciam inconciliáveis, permitindo a aqueles jovens continuarem os seus estudos e preservarem a história comum de cada um, alguns continuando os estudos em Colégios Particulares, inclusive, com destaque para o Padre José Carvalho de Souza, que os recebeu no seu amparo terno de oração e aconselhamento no então nascente Colégio Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus.

Hoje tudo é memória e nada pode ser modificado, mesmo com a violação das carneiras…

Da História, um dia dissera Napoleão Bonaparte: L’histoire que Napoléon définissait comme «un mensonge qu’on ne conteste plus » ne peut rien nous apprendre dans cette matière. Sinon pourquoi répéterionsnous inlassablement les mêmes erreurs?”

Mais si les mensonges existent, qu’en est-il des menteurs, des faussaires et des imposteurs ? Que Dieu nous délivre d’eux, même de ces pilleurs de tombes.

Quanto a mim, por prova pessoal testemunhal só minha própria, sempre vi o Professor Manoel Cabral Machado sendo acolhido e admirado como Mestre , até por esses jovens injuriados e injustiçados, que anos depois lhe foram seus discípulos na antiga Faculdade Direito da nossa UFS, continuando meus amigos, até porque nada merecia ser diferente.

No mais e só para relembrar, sempre vi em meu pai, um homem de letras e de muito estudo, debatendo inclusive em muitos cenários, no Recife, por exemplo, com Nelson Saldanha, Vamireh Chacon e Luiz Antônio Barreto, na Bahia, com Josaphat Marinho, e também com Gilberto Freire, Miguel Reale, o pai, Antonio Paim e Paulo Mercadante, em estudos Tobiáticos aqui na nossa UFS ,e fora daqui, sendo examinador de banca concursal da UFBA, do precocemente falecido jurista Machado Neto, afinal meu pai gostava de tecer argumentos, nunca fugindo do livre debate e do esgrimir das palavras nos seus variados encontros, seja na Academia Sergipana de Letras, seja na “Academia Brasileira de Ciências” nos seus “Grupos de Filósofos”,Grupos de Teólogos” e até os seus “Grupos do Terço dos Homens”, porque sempre restou um homem de fé, um “medroso perante a Igreja” ou um “papa-hóstias”, como alguns críticos assim o viam depreciativamente, sem falar que até o Governo Francês o agraciou com o titulo de “Chevalier des Palmes Académique”, honraria destinada a homenagear como membros, os eminentes divulgadores da cultura francesa.

Em outro viés, mas não se afastando do tema, dizia-se do grande polemista, Tobias Barreto de Menezes, que “um gigante se conhece pela unha”.

Mais notável nesse esquadrinho ficou a quadrinha brejeira:

Quando Deus formou o mundo,

pra castigo dos infiéis

Deu ao Egito gafanhotos,

ao Brasil deu bacharéis.

Do mesmo Tobias de Escada, em notável polêmica de Religião, ficou para sempre um sujeito tão empedernido por agnóstico e pernóstico, que a grande massa de crentes e beatos o entrevia como alguém que não mereceria, jamais, a salvação divina, esquecidos, estes mal devotos, daquilo que bem se dizia em velha prece: “O felix culpa, quae talem meruere magnum Salvatorem”, ó feliz culpa que mereceu tão grande Salvador.

Como no viver de cada um sempre existem infinitos gafanhotos a desfigurar a vida e a memória daqueles de seu não agrado, divulgou-se ao tempo da morte de Tobias, que este, “in extremis”  se arrependera tanto, que chegou a requisitar um confessor; tudo mentira!

Tobias Barreto morreu como vivera, e Deus que tudo bem vê e avalia, não iria ponderar o agir de um homem, só por seu momento terminal e derradeiro de fragilidade…

Todavia, a algaravia foi tamanha com tal “conversão in extremis” de Tobias Barreto, que a própria família teve que desmenti-la às mancheias.

Ou seja; sempre haverá gafanhotos, como agora sobrou um bacharel, ou um bacharel boquirroto, para desfigurar o lavor dos grandes homens, como foi agora com meu pai, desvirtuando-o, e por pior, tentando lhe conspurcar o túmulo onde descansa merecidamente enquanto audaz guerreiro e campeador.

E eu, arriscando-me até a ser exibido hereticamente em outros cadafalsos sempre erigidos, ouso-me apresentar grosseiro e até insolente, porque na impossibilidade de extrair a morféia de tão gafanhoto bacharel escoimando-lhe  a língua corrosiva e sulfurosa com barrilha e/ou soda cáustica, que lhe preenche a boca malcheirosa e sulfídrica, ouso denunciar o biltre, sem lhe dar o direito de explicitar o seu nome. Para quê se nada vale?

Por que citar um indivíduo tão desprezível por inútil?

Vá pastar, rapaz!

Que me perdoem os meus leitores, mas era preciso espicaçá-lo.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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