Os seis erros da Seleção Brasileira

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Jogadas individuais de Neymar não funcionam e Tite precisa trabalhar fraquezas apresentadas
(Foto: Lucas Figueiredo/CBF) 

O torcedor brasileiro iniciou a semana com uma baita ressaca de expectativas. O tropeço do Brasil frente a intransponível defesa Suíça, na sua estreia na Copa da Rússia, além de amargar a festa de milhares de torcedores, evidenciou fraquezas que, se repetidas, podem significar uma nova derrocada da Amarelinha no sonho do hexa.

Nosso blog voltou a analisar o jogo e preparou uma lista de seis pontos que não funcionaram diante a Suíça, que agora estão no escopo de desafios do técnico Tite para o próximo jogo.

1 – Ansiedade

O emocional foi um verdadeiro adversário do Brasil no duelo contra a Suíça. Isso ficou bem mais evidente quando os suíços conseguiram o gol de empate. A Seleção Canarinho entrou ciente da dificuldade que encontraria no caminho do gol com as duas ferrenhas linhas de marcação da Suíça, mas jamais esperavam tomar um gol. Com o empate, os brasileiros mostraram ansiedade na busca pelo tento 'salvador'. Foram algumas finalizações mal executadas, invertidas de bola erradas e ataques inapropriados.

2 – Desatenção Defensiva

Ainda no primeiro tempo o goleiro Alisson, com a bola nos pés, demorou a despachar a redonda e quase a perdeu para os suíços. O lance, que deu um bom susto na torcida, parecia premeditar a desatenção defensiva momentos depois no mesmo jogo. No lance do gol da Suíça, para além da discussão da infração cometida em Miranda, o zagueiro e o goleiro do Brasil falharam no lance. O arqueiro se manteve estático na linha do gol enquanto a bola, na risca da pequena área, foi empurrada ao gol pelo zagueiro Zuber. Alisson deveria e tinha condições de rebater a bola com um soco. Para completar, Miranda falhou na marcação. Estava antecipado e perdeu o tempo de bola com o toque malicioso de Zuber nas suas costas.

3 – Triangulação não funciona

Desde que assumiu a Seleção, Tite passou a recuperar as triangulações no estilo de jogo brasileiro. O esquema tático favorece esse tipo de jogada, e jogadores como Neymar e Coutinho, agéis com a bola colada nos pés, as executam muito bem. Mas, no jogo da estreia, a arma não funcionou. Era uma das apostas para quebrar a linha de marcação e resultar em infiltrações – mas ficou somente na promessa.

4 – Lado Direito

Ainda no primeiro tempo ficou nítido que Daniel Alves faria bastante falta. O lateral foi o líder de passes e cruzamentos concretizados durante as Eliminatórias. Seu substituto na Copa, Danilo, não comprometeu defensivamente, mas não fez bom jogo no apoio pela direita – o que deixou Willian sem muitas opções, a não ser tentativas individuais de cruzamento no último terço do campo. Paulinho, que flutua bastante por aquele lado, também sentiu a alteração na ala direita do campo

5 – Jogada Individual

Quando a marcação é forte, o talento individual é uma grande arma para as equipes de futebol. Considerando, então, os dois amistosos do Brasil antes da Copa, a preocupação com a genialidade de Neymar era pouca. Foram dois golaços contra Croácia e Áustria. Mas esse foi o tipo de jogada que menos funcionou na partida contra a Suíça. Por diversas vezes o camisa 10 tentou, mas parou nas faltas ou marcação adversária. Coutinho, mesmo marcando o golaço, não arriscou muitas jogadas individuais. Willian, também bastante habilidoso, se ateve a tentativas de cruzamentos.

6 – Concentração do jogo em Neymar

Tanto por iniciativa própria quanto por ser acionado pelo restante do time, Neymar foi quem mais articulou as jogadas de ataque do Brasil – sem sucesso. O craque, assim como quase todo mundo, fez uma péssima partida, e seu destaque negativo se sobressai pelas inúmeras vezes em que tentou algo e não conseguiu. Alguns atletas esqueceram de dividir a responsabilidade, e o "egoísmo" de Neymar contribuiu para que fosse o mais caçado contra a Suíça: sofreu dez faltas.

JOGO DECISIVO

Superar esses erros se torna, agora, uma prioridade para a Seleção Brasileira. A equipe encara já na próxima sexta-feira, 22, a conturbada Costa Rica. Um novo tropeço pode significar o carimbo no passaporte de retorno a terra dos canários. E ficar pelo caminho na fase de grupos, pelo menos para torcida brasileira, pode doer tão quanto o fatídico 7×1.

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