PARA AS CÂMARAS, VOTO É LOTERIA

0

Sem uma reforma político-partidária que estabeleça o voto distrital e a fidelidade partidária, sem um amigo candidato (o que não é difícil em função do grande número deles), votar para vereador e deputado é, hoje, uma verdadeira loteria. A única coisa que o leitor pode ter certeza é que se o candidato for representante de um setor organizado e atuante, como sindicatos e o setor rural, ele vai atuar, independente do partido a que esteja vinculado e do que esteja sendo discutido, na defesa de seu grupo. Ficamos, assim, nós outros, sem ter um indicativo que nos oriente. A educação como prioridade nacional; a saúde, com destaque para a medicina preventiva, para o fortalecimento dos conselhos de saúde, para o banimento das “gangs” que manipulam as operações de suprimento de medicamentos; o desemprego, com destaque para a redução dos entraves burocráticos e de custos nas relações capital/trabalho, para um estado permanente de treinamento do trabalhador, para incentivo, financiamento e treinamento dos microempresários e a segurança, com destaque para uma maior agilidade da justiça, para uma maior atuação do governo nas áreas onde o traficante é o “Senhor”, para uma melhor política social nas periferias dos grandes centros, para a adoção de uma política de recursos humanos que conscientize e motive os policiais, seriam os pontos que eu gostaria de ver algum candidato a vereador defender. Todavia, como não existe fidelidade partidária; como alguns dos candidatos são apenas “lobby” de setores da sociedade; como outros procuram apenas “status” e poder; como o grande número de candidatos impede uma melhor comunicação, ficamos sem saber quem poderá defender na Câmara, os pontos que julgamos serem necessários para a manutenção das condições necessárias à boa qualidade de vida em Aracaju. Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000 edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
Comentários