Parabéns, Thaís Bezerra!

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Leio na coluna de Osmário Santos, no Jornal da Cidade, que hoje, 28 de agosto de 2008, a Jornalista Thaís Bezerra, está completando 30 anos de colunismo social.

 

Falar de Thaís é falar de um sucesso renovado semanalmente, que a sociedade sergipana não dispensa alegrando os nossos domingos.

 

São trinta anos de permanência na preferência do público pelo trabalho meticuloso e exaustivo de criar notícia, destacar os feitos e colorir cenários, despertando olhares para visualizar o belo que se entranha no comum e no corriqueiro.

 

Porque Thaís consegue, como um poeta, um ensaísta das letras, ou um artista cinzelador, visualizar, libertando da pedra bruta, do fato e da notícia, a escultura que se quer alada, dando-lhe asas em poemas inusitados, mesmo da pedra no caminho, ou do seixo incomodativo no sapato. Sempre consegue tingir com novas cores, brilhos e roupagem, encontrando fulgor para o nacarado dos nossos risos, ou agasalhando e afagando em excesso de ternuras, as nossas lágrimas e carências.

 

Fazer o bem; eis como vejo por essencial em sua coluna.

 

Pensar diferentemente, é conseqüência da insatisfação do humano, do gostar e do desgostar, sem precisar explicar. Mesmo porque é muito difícil agradar gregos, troianos, e, sobretudo, sergipanos, por tantos anos, em trinta anos de sucesso.

 

Mas, o sucesso não vem por acaso. O acaso até deve ter acontecido quando Thaís Bezerra, uma quase-adolescente foi apresentada a Ivan Valença, já naquela época, um gigante da comunicação escrita sergipana. Fosse Ivan um pigmeu cultural ou um fruto do peco acaso, os escritos de Thaís, por certo se perderiam no descaso, no desprezo, por conta do menosprezo ou do acaso. Mas aí é que entra a clarividência do jornalista destacado. Longe de ser o tzar terrível que aos seus permitia fazer crueldades, ou do homônimo Karamazov, para quem, na ausência de Deus, tudo seria permitido, inclusive a maldade, o nosso Ivan, o Valença (que poderia por seu trabalho, ser reverenciado como Ivan o magnífico), ao analisar os primeiros escritos de Thaís abriu-lhe logo os espaços e as rotativas da Gazeta de Sergipe.

 

Surgia então a coluna Gente Jovem, em 28 de agosto de 1978, uma seqüência que logo se transformaria no suplemento social Gazetinha, aumentando sobremodo as vendagens do jornal.

 


 

Comentário necessário:

Creio até, que por conta do sucesso de Thaís Bezerra, a Gazeta se permitira publicar um caderno literário semanal. Era uma extravagância hoje não mais existente nos nossos jornais, infelizmente porque houve de lá para cá, um regresso e uma degradação da cidade.

 


 

Logo o sucesso de Thaís Bezerra ensejava disputas. Surge o empresário Antônio Carlos Franco que lhe oferece condições irrecusáveis para a sua transferência para o Jornal da Cidade, o mais moderno da cidade, onde passa a ser presença semanal requisitada na maior parte dos lares sergipanos.

 

Quem não gosta de sair na crônica de Thaís? Todo mundo! E quando eu digo todo mundo, é porque até mesmo eu me incluo, embora prefira na imprensa divulgar meus textos, sem fotos, por melhor agrado.

 

Mas, mesmo assim, eu que não vivo freqüentando a crônica social, de vez em quando me felicito saindo em caras, risos e bocas, fotografado e documentado, a evidenciar que permaneço vivo. Afinal, quando não saímos na crônica social de Thaís, os seus fiéis leitores pensam que já não existimos mais, ou que jamais existimos o que é bem pior, por demais.

 

Assim, é bom sair ali de vez em quando. Todo dia, não! È um exagero! Mas, uma vez por ano, em minha conta tá de bom tamanho, afinal nem sempre tenho algo a merecer tamanho destaque. Que a manchete e o retrato fiquem com a fugacidade dos cavaleiros e amazonas que ora cavalgam os ginetes da história, e ali merecem estar por ensejarem notícias, enquanto locomotivas ou vagões, até porque estão entre os convidados de todos os eventos de festas e recepções.

 

Como leitor, vejo o trabalho de Thaís Bezerra, sobremodo meritório, afinal todos nós temos algo a divulgar. Seja o nascimento de um filho, um casamento, um aniversário, um falecimento, tudo inerente à vida, no riso ou na lágrima.

 

Porque o ser humano necessita de agrado e de carinho. E o texto de Thaís é acariciante, é delicado, é amoroso muitas vezes.

 

Pode até exercitar, aqui ou ali, um bochicho, um ganido de matilhas em fofocas de Matilde, tudo, porém, numa ironia fina, necessária, por construtiva e educativa, seja com sais minerais, taças de champanhe, ou achaques em chás medicinais; no tempero certo e no almíscar apimentado.

 

Não sei se em meio a toda esta fragrância e carinho oferecidos, voltam para Thaís Bezerra os agrados que a vida nos impõe em carências.

 

Se não retornam tanto, ou se chegam em ressudação já passada e avinagrada, isso não é importante, afinal o essencial é doar e esquecer, jamais o receber para lembrar. Só se pode dar o que se tem. Não fosse assim, a ingratidão e o esquecimento jamais seriam uma tendência do humano.

 

Por isso, e só tentando suprir um pouco da ausência de tudo isso, estou hoje tomando Thaís Bezerra como um tema só meu, tentando externar por ousadia e vilania, a vontade que não é só minha, mas de seus muitos leitores, que enaltecem o seu viver e o existir, neste dia de seus trinta anos de jornalismo.

 

Viver é difícil. Atingir o sucesso é mais difícil ainda. Alcançar a felicidade, eis aí uma meta remota do sonho e da esperança.

 

Parabéns a você, Thaís Bezerra! Pela sua capacidade de luta, em se fazendo exemplo, como mulher e como jornalista, eficiente, admirável, competente e criativa.

 

Felicidades, Thaís, por sua vida vitoriosa, e por semear esperanças nos nossos corações.  É o que desejam todos os seus leitores e admiradores. Parabéns!

 

(Que os meus leitores se sintam conviados a se somarem às minhas homenagens a Thaís.)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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