PED: Zé Eduardo e Sílvio são eleitos

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O Processo de Eleição Direta do Partido dos Trabalhadores, realizado ontem, mobilizou eleitores em todo o país. Em Sergipe, o governador Marcelo Déda fez questão de votar no final da manhã. Déda apoiou a candidatura de Zé Eduardo a presidente nacional, Silvio Santos, a presidente estadual e Usiel Rios, a presidente do PT em Aracaju.  Em Aracaju, Usiel Rios, Silvio Santos e Zé Eduardo obtiveram uma vitória tranqüila com uma margem de cerca de 66% dos votos.

 

Até o último contato com o PT de Sergipe, ontem à noite, onde os votos estavam sendo computados, a vitória de Zé Eduardo e Silvio Santos era folgada com mais de 60% dos votos à frente dos concorrentes. Em Sergipe, Sílvio Santos disputou a presidência com Iran Barbosa e Severino Bispo e nacionalmente Zé Eduardo disputou contra cinco outros candidatos.

 

O ex-senador Zé Eduardo lidera com folga a apuração do PT em todo país. Na última parcial divulgada na madrugada Zé Eduardo tinha em torno de 55% dos votos, contra 21% dos principal adversário, José Cardoso, do PT de São Paulo.. As eleições do PT neste ano marcaram a união das principais correntes da sigla ainda no primeiro turno da disputa. “Esse foi o PED [Processo de Eleição Direta] de maior convergência entre as candidaturas. Não vai deixar sequelas, como aconteceu em outros anos”, afirmou Dutra.

 

Os filiados foram às urnas em mais de quatro mil municípios no país. Como a contagem é manual o resultado oficial será anunciado hoje. A posse de Zé Eduardo à frente da direção nacional do PT ocorrerá em fevereiro. O mandato foi estendido de dois para três anos.

 

Recuperação em Aracaju

Apesar de alguns terem recebido como surpresa o retorno a Aracaju do governador Marcelo Déda no último sábado, já era esperado. A assessoria dele e a família já tinham decidido que ele não daria uma coletiva como aconteceu na outra vez. Déda volta para ficar mais próximo da família, mas continuará se recuperando no mínimo por 15 dias. A assessoria orienta aos amigos e políticos que continuem enviando mensagens, porque neste período de recuperação ele continuará a não receber visitas.

 

Salgadinhos para servidores em Itabaiana

No último sábado, cerca de 40 servidores da prefeitura de Itabaiana que participavam do programa Profuncionário, patrocinado pela Seed, ficaram revoltados porque no intervalo para almoço, ao invés de receberam suas quentinhas, receberam salgadinhos. E veja que a Seed entra com toda logística para o programa e cabe as prefeituras a alimentação e o transporte dos funcionários.

 

Assistência religiosa da PM segrega religiões

O deputado e membro da Igreja Universal do Reino de Deus, Mardoqueu Bordano apresentou um projeto de lei criando a Capelania como órgão de assistência religiosa dentro da PM de Sergipe. A justificativa é que hoje existem apenas dois capelões, um padre e um pastor que atuam para toda corporação e é preciso estender a assistência religiosa e cita exemplo de outros Estados.

 

Constituição Federal é clara: Brasil é laico

A Constituição do Brasil aprovada em 1988 deixa claro que o país é laico, ou seja, é o Estado sem religião, ou melhor, que não prega nenhuma religião, sendo esta de livre escolha de seus cidadãos. Então nenhuma lei estadual pode privilegiar apenas duas religiões deixando as outras de fora de qualquer processo por questões corporativas.

 

Candomblé, Umbanda, Judiaca, Budismo…

O problema é que a lei pode ser considerada inconstitucional e qualquer outra religião tem direito de participar. Qual o motivo da PM de Sergipe só ter um padre e um pastor, segregando as outras religiões? Ou seja, para ser justo e não ser inconstitucional o projeto tem que abrir a capelania para representantes de todas as outras religiões participarem do concurso. E se tiver duas vagas, que entrem os que obtiveram mais pontos, seja de que religião for, incluindo Candomblé, Umbanda, Judiaca ,Budismo, Hinduismo e por aí vai.

 

Tribunal do Trabalho de Sergipe terá horário transitório

O Tribunal do Trabalho de Sergipe terá horário transitório de funcionamento no período de 23 de novembro até 18 de dezembro de 2009. As mudanças aprovadas pelo Tribunal Pleno estabelecem que os órgãos jurisdicionais e demais unidades localizadas na capital funcionarão de segunda a quinta-feira, das 11h45 às 18h45h, e na sexta, das 7h30 às 14h30. Os gabinetes dos desembargadores funcionarão de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 18h45, e na sexta, das 7h30 às 14h30. As varas do interior permanecerão com o funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30. A mudança no horário visa a atender as disposições da Resolução 88/2009, do Conselho Nacional da Justiça.

 

Semana global I

Nesta segunda-feira, 23, será realizada a solenidade de Encerramento da Semana Global do Empreendedorismo 2009 que, desde o dia 16 de novembro, coordenada pelo Conselho de Jovens Empreendedores de Sergipe (CJE), SENAC, SEBRAE e FANESE, vem mobilizando mais de 100 instituições em prol da difusão do espírito empreendedor entre os jovens.

 

Semana global II

A solenidade terá início às 19h, no Espaço EMES, e contará com a apresentação da Orquestra Sinfônica Vale do Cotinguiba e coros da UFS e da Petrobras, com a palestra sobre o case de empreendedorismo do empresário Robson Pereira, além da entrega de troféus às instituições participantes e do “Prêmio Incentivo ao Empreendedorismo” a dez homenageados do CJE/SE.

 

Conferência de Comunicação: Sindijor quer impugnação I

 O Sindicato dos Jornalistas (Sindijor) e outras entidades que compõem a Comissão Pró-Conferência de Comunicação de Sergipe (CPC-SE) vão pedir a impugnação da etapa sergipana da I Conferência de Comunicação, realizada nos últimos dias 19 e 20, na Escola Técnica José Figueiredo Barreto, em Aracaju.

 

Conferência de Comunicação: Sindijor quer impugnação II

Segundo as entidades da Pró-Confecom, que inclusive compunham a Comissão Organizadora da Conferência de Sergipe, o processo eleitoral para a escolha dos dez delegados do Estado à etapa nacional – de 14 a 17 de dezembro, em Brasília – aconteceu com irregularidades, como a interferência direta de membros do Governo Estadual e da Comissão Organizadora Nacional (CON) na eleição.Mais especificamente, as entidades apontam a interferência, no processo, da presidente da Fundação Rádio e TV Aperipê de Sergipe, Indira Amaral, e do representante indicado pela CON, José Sóter, presidente nacional da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), este último, articulado  com o presidente da Abraço de Sergipe, José Carvalho de Menezes, o Juquinha.

 

 

ARTIGO

 

Maior Torcida do Mundo – Flamengooooooo!

 

Texto de Marcelo Déda, governador de Sergipe em O Globo (republicado ontem no Jornal da Cidade com outro título)

 

Eu não sei quando comecei a gostar de futebol. Não me recordo se as peladas infantis com bolas de meia na Praça de São João ou o corre-corre nos recreios do Grupo Fausto Cardoso, em Simão Dias, interior de Sergipe, são os responsáveis por me apresentar o meu esporte favorito. Mesmo sem provas concretas, me atrevo a dizer que a paixão pelo Flamengo veio antes do amor pelo futebol.

 

Lá em casa não havia fanáticos pelo esporte bretão. Meu pai, talvez para honrar as raízes ibéricas do seu nome, Manoel Celestino, declarava-se torcedor do Vasco, mas não me lembro de um grito de gol entoado por ele durante um jogo. Cacau, meu irmão mais velho, já torcia pelo Flamengo e até hoje reivindica ter me introduzido na nação rubro-negra. Não sei se foi assim. Guardei na memória um momento único, sem data precisa, nem certezas absolutas, mas que registrei como uma verdadeira e autêntica epifania.

 

Era uma manhã quente na casa do meu avô, e eu estava num quarto de despejo vizinho à cozinha e paralelo a uma imensa cisterna horizontal, onde se armazenava água da chuva. No quarto estavam jogados dezenas de jornais velhos e traquitanas abandonadas. Eu me vejo menino revirando aqueles papéis misteriosos. Já conhecia as letras, mas ainda não dominara o misterioso ofício de juntá-las, de lhes dar sentido, de com elas produzir palavras, articular frases, de criar ou decodificar ideias. Virgem de todas as gramáticas, o que procurava eu naquele quartinho esquecido? Imagens, as valiosas imagens que ilustravam os jornais daquela época. Charges publicadas na “Semana”, jornal do meu avô, histórias em quadrinhos de edições antigas dos jornais do Sul, fotos que mostravam pessoas que eu não conhecia. De repente um jornal grande, impresso num papel cor-de-rosa, com letras em preto e vermelho, me chamou a atenção (muito tempo depois descobri que era o “Jornal dos Sports”). Em uma das suas páginas, como se fora um pôster, destacava-se uma foto gigante de um grupo de homens reunidos em duas filas, uma em pé e outra agachada. Eles vestiam uma camisa cuja beleza deslumbrou os meus olhos e invadiu minha alma com sentimentos que até hoje se repetem. Com listras paralelas e sucessivas nas cores preto e vermelho, a camisa traduzia de imediato a ideia de luta, de raça, de bravura, paixão e beleza. Aquele grupo e aquele uniforme me remetiam a um exército mítico, Macistes e os Argonautas capturados em uma sessão de matinê. Quem sabe personagens de alguma história de Trancoso contada por Tia Esterzinha num dos intervalos da novela radiofônica “O direito de nascer”? No meio da foto, alguém segurava uma bola – couraça, como se dizia naquele tempo – quase como um símbolo de poder, um cetro mágico de cujo manuseio nasciam as vitórias daqueles heróis. Não guardei lembrança de nenhum rosto, nem de nomes, nem de datas, mas me recordo que no peito dos guerreiros três letras se entrelaçavam dificultando ao menino ainda em alfabetização discerni-las: C-R-F.

 

Não sei quanto tempo eu passei examinando aquela foto e preso ao magnetismo daquela camisa. Fiquei tomado por essa revelação e preso à angústia de não compreendê-la até que alguém, não me lembro quem, entrou no quarto e me sacudindo pronunciou a frase fatal, canônica, que aspergiu sobre mim um batismo efetivo, traduzindo aquele momento e dando nome àqueles sentimentos que tomavam conta do meu coração de menino: – Marcelo, é o Flamengo!

 

Deste dia em diante minha vida mudou. Ganhei da minha Tia Didi um radinho de pilha para ouvir os jogos transmitidos pela Rádio Globo, sempre encostado ao poste de luz para melhorar a recepção do sinal. Descobri que a minha cidade era povoada por centenas de membros da nação rubro-negra, e entrei de cabeça na minha primeira tribo. Logo depois, vesti uma camisa do Flamengo, cujo tecido grosso, similar a flanela, provocava rios de suor na canícula simãodiense. Ataquei o juízo do meu pai por semanas, até que ele comprou a revista especial do Flamengo, da coleção “Grandes Clubes Brasileiros”, editada, salvo engano, pela Rio Gráfica, com toda a história do clube. Comemorei vitórias fantásticas, mas senti o travo amargo da derrota, a mais terrível delas em 1970, ao vivo, no Batistão, quando o Bahia, jogando em Aracaju depois do desastre da Fonte Nova, derrotou o Mengo com um gol de Baiaco. Sofri, mas vi Ubirajara, Paulo Henrique, Onça, Tinteiro, e o inesquecível Fio Maravilha. A dor da derrota era anestesiada pela ansiedade de voltar a Simão Dias e narrar a epopeia à roda de amigos que com certeza se reuniria na porta da igreja, após a missa. Esperei meses para que aquele jogo decisivo contra o Vasco (rival absoluto, antagonista mitológico a marcar as grandes pugnas e encenar as grandes batalhas) fosse exibido pelo Canal 100, no Cine Brasil, alimentando-me com imagens inesquecíveis e fornecendo argumentos para polêmicas intermináveis sobre pênaltis não marcados, impedimentos inexistentes e todo o perverso arsenal de maracutaias dos juízes ladrões, sempre conspirando contra o Fla.

 

Tudo isso me veio à cabeça durante essas rodadas finais do Campeonato Brasileiro que veio consagrar o método de pontos corridos (prefiro o mata-mata de quadrangulares e hexagonais, mas dou a mão à palmatória). O Flamengo, dirigido por um dos seus mais queridos ex-atletas, Andrade, integrante daquele time que nos anos 80 encantou o mundo, com Zico, Nunes, Júnior, Leandro e tantos outros, realiza uma campanha à altura da sua história. Uma equipe motivada, bem armada, ofensiva, tendo no comando do seu ataque Adriano, um verdadeiro imperador, servido pelo talento do grande Petkovic na armação, a relembrar os velhos pontas de lança, e protegida por volantes eficientes, uma zaga honesta e um goleiro, Bruno, terror dos cobradores de pênaltis. Emoldurando tudo isso, a força avassaladora da torcida impulsionando o time, quebrando recordes de renda e construindo um dos mais belos espetáculos que o esporte proporciona – não há um canto do Brasil onde o Flamengo não seja paixão majoritária. Por tudo isso, estamos no páreo outra vez, disputando sem favores um campeonato que já conquistamos por cinco vezes.

 

Torcendo nestes últimos jogos, percebi que nunca me arrependi da minha opção flamenguista. O primeiro presente que ofereci aos meus cinco filhos foi uma camisa do Mengo, o manto sagrado. Até hoje nem as meninas nem os meninos capitularam, muito pelo contrário, criam sempre um momento mágico a cada vez que nos encontramos para assistir juntos a uma partida. Orgulho-me de ter discursado como representante do PT na sessão solene que comemorou o centenário rubro-negro na Câmara dos Deputados – o que me garantiu um diploma oferecido pelo clube, onde está escrito: “Deputado da Nação Rubro-Negra”.

 

Hoje (domingo) e nos próximos dias, o furacão rubro-negro voltará a mexer com os nossos sentimentos em partidas decisivas. Não sei se conseguiremos o hexa, mas tenho certeza que o Flamengo já cumpriu uma grande missão: recuperou o prestígio e o respeito, devolveu a alegria à sua torcida e fez mais belo e competitivo um campeonato que parecia alérgico a emoções. Assistir aos últimos jogos do meu time me trouxe de volta a beleza daquele momento mágico da minha infância em que fui arrebatado, numa epifania rubro-negra, para a paixão flamenguista. Enquanto relembro os últimos jogos, aquela frase ouvida quarenta anos atrás se mostra mais atual do que nunca: É o Flamengooooooo!

 

Marcelo Déda é governador de Sergipe.

 

Ingressos e espaços públicos – Nelson Nascimento, policial federal

 

Recife – A polêmica gerada com a indicação do Ministério Público pela proibição de cobrança de ingressos em eventos particulares realizados em espaços públicos da orla da Atalaia, vem provocando todo tipo manifestações.No cabo de guerra que se instalou – tendo em uma das extremidades o Parquet, representando o interesse público de modo geral e a defesa pontual dos moradores da região que se sentem prejudicados, e em outra ponta o trade hoteleiro e demais segmentos da economia local -, diversos fatores não estão sendo considerados.

 

A bipolarização simplifica a discussão, forçando o diálogo a passar ao largo das questões fundamentais e a deixar de lado aspectos relevantes da cidadania que deveriam ser abordados. Substancialmente, ambos os lados do processo estão certos, possuem razões que não se excluem necessariamente, ao contrário, complementam-se. Falta-lhes, contudo, argumentos que ultrapassem a questão binária do sim e não.

 

As verdades do Ministério Público são incontestáveis. Todavia, carecem de melhor fundamentação sobre o que pretendem para a população. O simples fato de indicar vedação de cobrança de ingresso em eventos realizados por particulares em logradouros públicos, não contribui significativamente para a solução do problema da cessão (indevida ou não) destes espaços. É preciso ir mais longe! Existem elementos na questão devem ser melhor explorados. Certas perguntas devem ser respondidas diretamente ao cidadão.

 

As cessões verificadas anteriormente foram a título gratuito ou houve recolhimento de alguma taxa aos cofres públicos? Se houve pagamento, como eles foram convertidos em proveito da sociedade? Se não existiu, quem foi a autoridade que, unilateralmente, cedeu à iniciativa privada local que não é de sua exclusiva propriedade? Qual o benefício imediato e tangível para a municipalidade com a realização dos espetáculos? Quantos empregos diretos, indiretos, permanentes e temporários foram criados? Houve consulta aos moradores das adjacências e seus representantes ou apenas aos organizadores dos eventos e à rede hoteleira? E por aí vai…

 

As razões do comércio e serviço instalados na região também são inegáveis. O trade hoteleiro, principalmente, está cumprindo o papel que lhe cabe na polêmica. Para ele, quanto mais atrações artísticas houver (mesmo que de gosto duvidoso), melhor para os negócios. O importante é manter os leitos ocupados, o hóspede satisfeito e atrair novos clientes. Mesmo que isso vá de encontro à inclinação tão badalada de tranquilidade da cidade. São negócios.

 

Entretanto, é preciso ter em mente, que esses empreendimentos geram emprego e renda (segundo a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira – ABIH, a ocupação de um leito movimenta 84 diferentes profissões), facilitando a inclusão no mercado de considerável fatia da população. Contudo, este discurso, com eminentemente apelo social, não pode ser extremado e nem tido como ponto final. Senão teremos somente um segmento econômico pautando o crescimento da cidade, impondo seus padrões de rentabilidade, em detrimento dos outros setores vitais à economia local e dos intrínsecos valores históricos e culturais da sociedade.

 

Outros pontos de interesse direto para o cidadão também não estão bem claros na discussão: a) não há qualquer esclarecimento acerca do número de pessoas que cabem no local; b) se no preço do ingresso está embutido algum tipo de seguro e c) a indicação de a quem cabe a responsabilização objetiva em caso de sinistro.

 

Estes dados são importantíssimos para o administrador público planejar e mensurar o tamanho do serviço que deverá destinar ao evento. Não só em termos de segurança pública – que vai desde o disciplinamento do trânsito e do estacionamento no local, até o efetivo necessário do corpo de bombeiros que deverá permanecer de prontidão, passando pelo número de policiais civis e militares – e respectivas viaturas – destacados para cobrir o acontecimento.

 

É notório que qualquer aglomeração que reúna população flutuante de mais de mil pessoas em determinado ponto, pressiona diretamente todos os serviços comunitários disponíveis. Há acentuado aumento no consumo de energia elétrica e de água. O sistema de esgotamento sanitário é mais exigido, fazendo com que, em decorrência, a emissão de poluentes por esta via cresça exponencialmente, lançando maior quantidade de detritos diretamente no meio ambiente. O serviço de saúde, com material e pessoal, também é levado ao extremo, drenando e canalizando recursos não planejados para um determinado local e período. O lixo, que o contribuinte paga por tonelagem retirada das ruas, avoluma-se, aumentando o desembolso feito pelo erário. Sem falar no desconforto imposto a significante parcela da população residente nas cercanias, sem que haja qualquer contrapartida pelo incômodo. Isto por que os efluentes da festa e de seu entorno, invariavelmente extrapolam o meio em que são produzidos.

 

E quem paga por tudo isto? Não se discute o direito individual que todos têm de se divertir da forma que bem lhe aprouver. Porém, este direito não pode colidir nem ferir os de outrem e, muito menos, ser manejado temerariamente no sentido de criar diferença entre cidadãos na hora da distribuição dos serviços operados pelo estado. Por outro lado, também não é possível interromper o desenvolvimento econômico e social da comunidade por conta de medida equivocada ou praticada com desacerto na gestão da coisa pública. Certamente, observado o espírito democrático que preside as partes envolvidas, em breve se encontrará o meio termo, o ponto de equilíbrio entre o necessário progresso e o imprescindível respeito à cidadania.

 

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Frase do Dia

“Eles pensam que eu não sei falar nós vamos… são uns coitados! Eu também falo nós vamos, se eu quiser. Mas eu falo nóis vai como fala o povo”. Adoniran Barbosa, cantor e compositor que nasceu em 23 de novembro de 1912.  

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