Pediram penico

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Sem um nome competitivo para disputar a Prefeitura de Aracaju, os irmãos Amorim (PSC & companhia) pediram penico ao ex-governador João Alves Filho e à senadora Maria do Carmo Alves. Essa foi a conclusão que chegou o governador interino Jackson Barreto (PMDB) sobre a repentina pulada de cerca de Eduardo e Edvan, que rifaram os prefeituráveis Zeca da Silva (PSC) e Venâncio Fonseca (PP) em troca de um cantinho no palanque do candidato demista. Em seu estilo sem papas na língua, Barreto disse que os Amorim bandearam-se para João Alves só porque este lidera as pesquisas, a exemplo do que fizeram em 2010 quando perceberam o favoritismo de Marcelo Déda (PT). As declarações de Jackson mostram que ele está com gosto de gás e que não vai poupar os adversários neste campanha eleitoral que está apenas começando.

Pulou fora

O deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) desistiu de disputar a Prefeitura de Socorro. Alegou não poder enfrentar sozinho o prefeito Fábio Henrique (PDT), que conta com o apoio de 22 partidos. O demista disse que tentou fazer uma composição com o candidato do PC do B, padre Inaldo Luiz. “Como ele decidiu marchar sozinho, não vou para uma campanha sabendo que serei derrotado”, explicou Augusto.

Roupa suja

O deputado federal Mendonça Prado (DEM) pretende continuar botando água no chopp dos irmãos Amorim e aliados. Ontem ele focou sua metralhadora verbal em direção ao também deputado federal André Moura (PSC), que o aconselhou a bater palmas para João Alves em baixo do palanque: “Quem deve aplaudir André é o ex-prefeito de Pirambu, Juarez Batista, que roubou e é réu confesso, até porque o roubo foi repartido entre os dois”. Homem, vôte!

Apoio de peso

Um gaiato dizia ontem que políticos nacionais virão a Aracaju apoiar seus candidatos a prefeito. Segundo o debochado, para ajudar Valadares Filho (PSB), o Partido dos Trabalhadores trará seu mais novo aliado Paulo Maluf. Já o senador Demóstenes Torres vem pedir votos para João Alves Filho, enquanto Almeida Lima (PPS), sem nome de peso no partido para apoia-lo, recorrerá à ajuda do palhaço e deputado federal Tiririca (PL). Gente, quanta maldade!

Chá das cinco

E aí, você que é metido a intelectual, quantos livros dos imortais da Academia Sergipana de Letras enfeitam sua estante? De alguns é impossível encontrar qualquer obra nas melhores livrarias da cidade. Será por que as edições estão esgotadas?

Vejam essa

O candidato a prefeito de Aracaju, Almeida Lima (PPS), postou no twitter que o senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura pediram ao empresário Walter Franco para impedir que ele fale no Sistema Atalaia de Comunicação. “Fazem as negociatas e não querem que o povo tome conhecimento. João Alves e Amorim pensam que as ruas não vão ficar cientes do que aconteceu”, esperneou Almeidinha na rede social.

Além mar

Quando o então governador João Alves Filho (DEM) viajou à China levando uma grande comitiva, as más línguas aqui da província se apressaram em afirmar que ele estava tentando atrair para Sergipe uma fábrica de cavaco chinês. Agora que o governador Marcelo Déda (PT) foi à Alemanha em busca de investimentos, já tem gente dizendo que, no máximo, ele conseguirá atrair um produtor de chucrute e salsichão. Durma com um barulho desse!

Preocupados

Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país se reuniram ontem em Brasília para discutir providências a serem tomadas em razão da ameaça de paralisação dos servidores do Judiciário marcada para hoje e amanhã. Eles estão preocupados porque o calendário eleitoral prevê para amanhã o encerramento do prazo para apresentação de pedido de registro de candidatos às Eleições 2012.

Mediunidade

Ao tempo em que pedem aos deputados que formem uma comissão para convencer o governador Marcelo Déda (PT) a rever sua posição sobre o reajuste do piso salarial da categoria, os professores organizam mais um “enterro” do petista. Desta vez, o “funeral” acontecerá sábado próximo em Itabaiana. Ora, como negociar com quem está “morto” e “enterrado”? Será que os professores estão confundindo a Assembléia com um centro espírita, onde se invoca a presença dos que já foram para outro plano?

Do baú político

O blog volta a se socorrer do colega Luiz Eduardo Costa. Não se preocupe com o tamanho to texto. Vale a pena ler:

Quando Leandro Maciel era governador de Sergipe (1955-1959), um paraibano e empresário da construção civil, recém chegado a Aracaju, começou a participar das obras públicas que se multiplicavam no governo. Falastrão, começou a alardear um prestigio que não tinha. Nas rodas de cerveja do bar Ponto Chic, dizia que entrava no Palácio quando queria, sem audiência prévia, que até empurrava a porta do gabinete do governador, dada a intimidade que desfrutava. Leandro soube das gabolices inconvenientes e inverídicas do paraibano. Um dia, sabendo que ele estava no concorrido Ponto Chic, mandou convidá-lo ao Palácio. Diante do convite, o homem encheu-se de mais empáfia e disse aos circunstantes: “Estão vendo, é assim, Leandro me chama toda hora”. O governador também mandou chamar ao seu gabinete diversas pessoas, inclusive algumas que esperavam uma audiência. Quando o empreiteiro entrou, com gestos largos e rosto eufórico, Leandro, sem estender-lhe a mão, disse: “O senhor não precisa sentar-se. A conversa é rápida. Alguma vez, a não ser hoje, eu já o chamei aqui ao palácio?”. O empreiteiro, sentindo a enrascada onde se metera, respondeu trêmulo: “Não, senhor”. Leandro continuou: “Alguma vez o senhor entrou no meu gabinete empurrando a porta?”. E aí o homem, quase desabando, disse um sussurrado “não excelência, não excelência”. Leandro levantou-se, saiu detrás da mesa, caminhou em direção ao empreiteiro e disse: “Todos que estão aqui já viram que o senhor é um mentiroso. Agora, fique sabendo que eu o chamei para lhe dizer que enquanto eu for governador o senhor não pisa os pés neste Palácio. E retire-se”. O homem saiu quase cambaleando, arrumou as malas e deixou Sergipe. Mas, algum tempo depois, Leandro, feito candidato a vice-presidente da República na chapa de Jânio Quadros, fazia sua chegada festiva a Aracaju. O empreiteiro retornou, providenciou muitas faixas saudando o futuro vice-presidente e anunciou que iria liderar um movimento visando conseguir dinheiro para a campanha. Terminada a recepção, Leandro foi para o seu sítio na avenida Barão de Maruim. No caminho, viu as faixas e soube por amigos que o empreiteiro não só retornara a Aracaju como estava providenciando recursos para a campanha. Mandou então chamá-lo novamente. O homem chegou sorridente, pensando que daquela vez seria festejado, porém ouviu de Leandro: “O senhor fez muito bem saindo de Sergipe. Volte para aonde estava”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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