Pedras no caminho

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Dada como certa no início do ano, a candidatura do prefeito João Alves Filho (DEM) ao governo de Sergipe começa a fazer água por conta das pedras que ele vem encontrando pelo caminho. O demista pensou em executar uma série de empreendimentos em Aracaju visando pavimentar seu caminho ao palanque da sucessão estadual, porém a maioria dos projetos não saiu ainda do papel. O aterro do rio Sergipe seria a grande obra de fachada, mas esbarrou na falta de um estudo ambiental. Também está ameaçada a melhoria que ele pretende fazer na saúde de Aracaju usando como curativo as Organizações Sociais (OSs). A cidade está esburacada, os servidores insatisfeitos com o raquítico reajuste salarial de 5%, a população reagiu contra o aumento da tarifa dos ônibus e o Forró Caju, antes um evento de nível nacional, tem tudo para ser um dos mais fracos já realizados. A continuar assim, João Alves se transformará de candidato ao governo quase imbatível num reles cabo eleitoral.

Recado

E o deputado estadual Arnaldo Bispo (DEM) mandou um recado ao prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PSC), que criticou o Banese por só ter dado R$ 15 mil para a festa do caminhoneiro. Segundo o demista, cavalo dado não se olha pros dentes, se Valmir achou a ajuda pouca não devia ter recebido. É, tem lógica!

Fim da greve

Depois dos professores, agora foi a vez dos servidores da administração direta do estado suspenderem a greve iniciada há 35 dias. Reunidos em assembléia, eles decidiram dar um voto de confiança ao governador Jackson Barreto (PMDB), que prometeu discutir com a categoria a criação do Plano de Cargos e Salários. O pessoal do Detran ainda permanece em greve e o pessoal do Fisco ameaça cruzar os braços na próxima semana.

Intrigados

Não chamem para a mesma formatura militar o deputado estadual capitão Samuel (PSL) e o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Nailson Santos. Este último ficou tiririca porque o parlamentar ameaçou prendê-lo por se retirar da comissão de segurança pública da Assembléia. “Ele não tem moral nem autoridade para me prender e, ademais, não sou nenhum marginal”. Misericórdia!

Tarifa menor

A redução tributária para os transportes coletivos permite diminuir o valor da tarifa dos ônibus de Aracaju. Quem pensa assim é o vereador Emerson Ferreira (PT). Ontem ele apresentou um requerimento na Câmara propondo ao prefeito João Alves Filho (DEM) que promova uma revisão pra baixo no elevado valor da passagem. Está certíssimo!

A casa caiu

A Polícia Federal tirou de circulação seis traficantes e apreendeu em poder deles 120 quilos de maconha prensada. Procedente do Paraguai, a droga seria comercializada em Lagarto e na Grande Aracaju.

Forró tucano

O PSDB sergipano promove neste sábado o forró “Arranca Sola”. A tucanada promete arriar a fivela no evento, que acontece no bairro Farolândia, em Aracaju. Já confirmaram presenças o prefeito em exercício da capital, José Carlos Machado, o presidente estadual do partido, Roberto Góes, e a presidente do PSDB/Mulher, Grace Vahle Franco. O forrobodó promete.

Fogo amigo

Aproveitando o clima de São João, aliados político do deputado estadual Gustinho Ribeiro (PSD) querem colocá-lo na fogueira. A imprensa tem veiculado notinhas mostrando a contrariedade de governistas com a ação do parlamentar. À boca miúda, todos afirmam que, além de ser um fraco líder, Gustinho costuma não aparecer na Assembléia para defender os interesses do governo. É, sendo assim…

Visita

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), visitou ontem o governador licenciado de Sergipe, Marcelo Déda (PT), que trata de um câncer no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O líder político pernambucano disse que o petista está muito animado e confiante na recuperação, mas não falou quando deve retornar a Sergipe.

Do baú político

No segundo governo de Albano Franco, os moradores da zona norte de Aracaju fizeram manifestações contra as constantes faltas d´água. Preocupado com a situação, o Ministério Público convocou a Deso para pedir explicações. Os técnicos informaram que o problema era outro: a maioria dos reclamantes não possuía caixas para reservar a água e, por isso, ficavam sem o produto quando ocorria algum problema na rede de abastecimento. Diligente, o MP exigiu que a Deso fornecesse caixas à população. A direção da estatal reagiu, mas terminou concordando. Feita a licitação, foi comprada grande quantidade de caixas com capacidade para mil litros para serem distribuídas na periferia. Certo dia, passando pelo bairro Japãozinho, um engenheiro da Deso viu num quintal quatro das tais caixas. Ficou mais surpreso quando o “dono” disse que as tinha conseguido através de uma troca por quatro caixas de cerveja e duas bicicletas. O caso foi levado ao Ministério Público que, de pronto, concordou com a suspensão do benefício, malandramente transformado num negócio ilegal.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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