Pesquisa sem valor

0

Embora feita por uma empresa séria, a pesquisa para governo de Sergipe divulgada nos últimos dias não tem lá muita serventia. Até o início da campanha eleitoral de 2014, uma série de fatores mudará naturalmente os índices apurados hoje pelo Instituto Padrão. Tanto isso é verdade que nem o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), líder disparado da consulta, quis comentá-la. O senador Eduardo Amorim (PSC), segundo colocado, preferiu silenciar e o governador Jackson Barreto (PMDB) disse que a terceira posição não lhe tirou o sono. Políticos experientes, os três sabem que esta pesquisa apenas baliza a situação de momento, não tendo qualquer repercussão futura, pois outros estudos a colocarão no esquecimento.

Dois é demais

O líder da oposição na Assembleia, deputado Venâncio Fonseca (PP), não perde a oportunidade para tirar uma casquinha do governo. Segundo ele, nada tem funcionando no estado apesar de o Executivo ter passado vários meses com dois secretários da Casa Civil, dois da Saúde e dois de Governo. Venâncio lembra que Sergipe possui até dois governadores, mas nem isso impede que os problemas se avolumem a cada dia. É, tem algo errado!

Na bala

A Polícia Civil meteu chumbo ontem em três criminosos. Dois morreram em Aracaju e o terceiro foi fuzilado em Itabaiana durante a ‘operação Valquíria’, que resultou ainda na prisão de 34 pessoas.  Elas são acusadas de traficar drogas, roubar cargas de caminhões, assaltar bancos e praticar crime de pistolagem. Segundo a Polícia, Edmilson, Heitor e Gilberto Santos, o “Zoião”, morreram porque reagiram à prisão.

Bancada na UFS

Os deputados federais e senadores sergipanos visitam daqui a pouco o Campus Universitário. Vão discutir com o reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Antoniolli, sobre emendas ao Orçamento Geral da União, a instalação de um campus da UFS em Nossa Senhora da Glória e a viabilização do campus de Lagarto.

Na conversa

E o governador Jackson Barreto (PMDB) pediu um tempo aos servidores do Fisco. Reunido com a direção do sindicato da categoria, o peemedebista prometeu criar um grupo de trabalho para avaliar as propostas dos fiscais de tributo. Barreto voltou a alegar que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede o estado de conceder melhorias salariais, mas se disse aberto ao diálogo com todos os servidores. Como era bom se conversa enchesse barriga!

Redução

Por falar em Jackson, ele pretende ir a São Paulo nos próximos dias conversar com o governador licenciado Marcelo Déda (PT) sobre a situação periclitante do estado. Barreto acha que a saída para a crise passa pela redução do número de comissionados, extinção de secretarias e fusão de empresas públicas. O governador entende que só assim será possível economizar recursos para reajustar os salários dos servidores. Deus de ouça, Jackson!

De volta

Quem está de volta à terrinha é a mineira Fundação Dom Cabral, que prestou consultoria ao Executivo sergipano quando João Alves Filho (DEM) era governador. A entidade é responsável pelos cursos que serão ministrados aos servidores municipais como parte do Programa Gestão para Resultados lançado ontem por Alves Filho. Segundo ele, a idéia é oferecer aos aracajuanos uma administração de qualidade. Então, tá!

Grana na mão

A primeira parcela do décimo terceiro salário de aposentados e pensionistas do INSS começará a ser paga na próxima segunda-feira. Sobre esta primeira parcela, não incidem imposto de renda ou recolhimento para a Previdência – cobrados somente sobre a segunda parcela do benefício. Para os trabalhadores com carteira assinada, a primeira parcela deve ser paga entre 1º de fevereiro e 30 de novembro. A segunda, até o dia 20 de dezembro.

Relação azeda

Não chamem para a mesma festa o prefeito de Santo Amaro das Brotas, Luis Herman Mancilla Gallardo, o Chileno (PSL), e o vereador João Bosco (PT). Os dois vivem brigando, e o petista chegou a acusar o prefeito de ameaçá-lo de morte. Chileno nega a acusação, mas, para evitar problemas, é melhor não reuni-los no mesmo espaço.

Do baú político

Nem sempre a compra do apoio político é garantia de eleição. Quem não se lembra do advogado Daniel Tourinho, um sergipano radicado no Rio de Janeiro que, em 1989, resolveu se eleger deputado federal em Sergipe? Presidindo o PRN, partido do candidato a presidente Fernando Collor, o cidadão desembarcou em Aracaju montado na ‘grana’. Reuniu centenas de lideranças políticas no Iate Clube para lançar a campanha mais cara já vista pelos sergipanos. Seu comitê vivia lotado de políticos, que saíam sorridentes após terem prometido milhares de votos ao candidato. Os mais otimistas garantiam que Tourinho seria o deputado federal mais votado. Porém, ao serem abertas, as urnas expuseram o tamanho da traição. Com menos de 15 mil votos, Daniel Tourinho não ficou nem na primeira suplência. Envergonhado e com bem menos dinheiro do que chegara, botou a viola no saco e voltou para o Rio.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais