Pesquisite aguda

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  Em Sergipe, todo ano eleitoral ocorre um fenômeno chamado “pesquisite aguda”. Este fenômeno também é detectado em alguns outros Estados, como por exemplo, a Bahia, onde quase todos os institutos deram como certa a vitória de Paulo Souto (PFL), para o governo estadual, com uma larga margem de votos e o eleito foi o candidato do PT, Jacques Wagner. Nos últimos dias para a eleição em Sergipe os institutos Dataform, Brasil Data e Contem (este último apareceu por encomenda) divulgaram números bem diferentes da realidade da apuração. Até mesmo o instituto Padrão que era referencia em pesquisas em Sergipe por ter sido contratado para realizar pesquisas internas para o PFL deu um empate técnico. Justiça seja feita o tão questionado Ibope acertou na mosca, aliás, como acertou também na última eleição municipal de Aracaju. Outro instituto, daqui de Sergipe, que também acertou, mas não divulgou porque a pesquisa não estava registrada foi o Única, que foi o único que não se rendeu no Estado.

  De todos o Dataform é o que demonstrou uma falta de compromisso com a população sergipana. Depois que esta coluna começou a mostrar que os índices de algumas pesquisas não batiam de acordo com o eleitorado dos municípios, o instituto resolveu fazer pesquisas por região. Foi uma beleza. Caderno “O Voto” distribuído gratuitamente aos milhares em todo o estado. Todos esses resultados estão guardados. Do Centro Sul, Vale do Cotinguiba, Baixo São Francisco e outras. A comparação do que foi divulgado com o resultado real será feita por esta coluna nos próximos dias.

  Só para ter uma idéia, caro leitor o último caderno “O Voto”, publicado na sexta-feira e distribuído aos milhares na região metropolitana tinha a seguinte manchete: “João mina território petista e lidera na Grande Aracaju”. Em números absolutos o Cinform (página 3 do O Voto) previa que João sairia da grande Aracaju com 190.477 votos e Déda com 188.120. O resultado real foi 197.911 votos para Déda e 166.860 para João.O “erro” do Dataform é de 5% prejudicando a Déda e de 14% a favor de João.

  Mas no caso da eleição de senador o “erro” é ainda maior. O Cinform previa 15% de vantagem para Maria do Carmo na grande Aracaju: 44,6% contra 29,4% de Zé Eduardo. Os resultados finais mostram Zé vencedor na região com 170.864 votos contra  168.559 de Maria do Carmo. Sem falar no resultado geral onde a diferença de Maria para Dutra chegava a 17%.

   Mais tem um detalhe importante nisso tudo. O jornal Cinform, responsável pelo Dataform vende muito semanalmente porque é classificado. Se fosse um jornal normal encalharia nas bancas. O sergipano conhece o que compra. Neste caso das pesquisas do Dataform, a última foi feita às vésperas da campanha e os erros demonstram total incompetência ou total desonestidade. Ou são as duas coisas? A assessoria jurídica de Deda deveria ingressar na Justiça contra este instituto. É o mínimo que se pode fazer. Aliás, por falar em Justiça, já tentaram intimidar este jornalista, agora pode ingressar para valer afinal as pesquisas estão foram publicadas. Ou será que os números foram trocados?

      E tem mais. O futuro governador de Sergipe tem que mostrar para todos os sergipanos e para a imprensa de Sergipe quanto recebe o jornal Cinform do Governo do Estado, através de algumas empresas. Se Deda deseja mudar o relacionamento com a imprensa de Sergipe tem que começar não aceitando imposições. Tem que tratar jornal diário como tal, classificados como tal e assim por diante. Chega de contratos mirabolantes.

    Esta coluna acertou mais uma vez ao combater a divulgação de pesquisas no período eleitoral. Vários institutos são inventados ganhando fortunas para favorecer candidatos. Outros, que já estão no mercado há muito tempo parece que usam uma metodologia para agradar alguns candidatos. Só isto justifica também disparidade entre os números. Fechem o Dataform, o Padrão, o Brasil Data e o Contem. O povo de Sergipe agradece.

 

  

Representação contra uso eleitoral do Banese I

Os advogados da coligação de Deda ingressaram com uma representação junto ao procurador regional Eduardo Pelella. Na representação eles lembram que “ é de notório conhecimento que o Governo estadual, na gestão do atual Governador e candidato a reeleição João Alves Filho, tem utilizado o Banese, cujo maior acionista é o próprio Estado de Sergipe, num instrumento de cooptação de votos através da dilapidação dos recursos públicos da Instituição, ressaltando a cessão de note books para cada um dos membros do Ministério Público Estadual, computadores para as entidades esportivas, transferência para o principal acionista de mais de R$ 100.000,00 (cem milhões de reais), além de inúmeros outros atos com objetivos eminentemente eleitoreiros e direcionados à reeleição do atual Governador e de sua mulher Maria do Carmo Alves”

 

Representação contra uso eleitoral do Banese II

Prossegue a representação: “Para se ter uma idéia da farra realizada pelos representados com o dinheiro do contribuinte, até uma Federação de futebol de botão recebeu um conjunto de equipamentos de informática sem qualquer necessidade, numa prova cabal da irresponsabilidade existente em nosso Estado, onde a reeleição do atual Governador não tem preço, só que, lamentavelmente, com a utilização dos recursos do povo.Para completar a utilização do Banese como instrumento de corrupção e de captação de sufrágio em favor dos candidatos representados, o referido banco permitiu, e está permitindo, saques de altas importâncias, a partir das 17:00 horas do dia 29 de setembro de 2006, mais precisamente, nas seguintes unidades”. Neste trecho a representação cita o nome de 15 agências, entre elas a tesouraria geral do Banco, anexa à agência central  situada no Largo Esperanto s/n, térreo do Edifício Estado de Sergipe, Centro, Aracaju e quatro no interior do Estado.

 

Representação contra uso eleitoral do Banese III

Continua a representação: “Diante, pois, de tais fatos, há necessidade de, preventivamente, como elemento de prova, e aqui não há de se considerar o aspecto do sigilo bancário, vez que não se trata de movimentação das contas correntes de clientes e sim das atividades operacionais exercida pelos funcionários do Banco referente ao manuseio de numerários, requisitar as imagens capturadas pelos sistemas de segurança e vigilância das unidades do Banco, anteriormente relacionados, gravadas, em quaisquer meios magnéticos ou digitais, tais como fitas cassetes ou magnéticas e arquivos digitais dos sistemas CFTV, ou similares, relativos a filmagens de todos os ambientes das referidas unidades, especialmente as portas de acessos externas, acessos aos espaços dos caixas eletrônicos externos e internos com visão dos cofres destes equipamentos, acessos a tesouraria, espaços internos da anti-sala e da tesouraria com visão do cofre-forte e do local de manuseio de numerários, espaços internos da retaguarda das agências e das baterias dos caixas”.

 

Representação contra uso eleitoral do Banese IV

Por a representação lembra que “também deverão ser fornecidos todos os mapas e relatórios dos caixas eletrônicos e da tesouraria destas unidades, com toda a movimentação financeira de suprimento e retirada de numerários efetuados no período acima citado.A principal justificativa para a requisição é o elevado risco das imagens serem destruídas, quer deliberadamente, por dolo, quer pela regravação periódica das fitas magnéticas ou deleção (exclusão) dos arquivos de imagens digitalizadas quando da limpeza periódica dos discos rígidos dos computadores do sistema de segurança.Estas agências possuem auto-atendimento que funcionam além do expediente normal do Banco, aos sábados, domingos e algumas 24 horas por dia e, portanto há, no período indicado, o acesso de funcionários à tesouraria para o suprimento e retirada de numerários”.

 

Garibaldi votou em João Alves I

Quatro dias antes da eleição um Santana parava em uma das ruas do bairro 13 de Julho. Lá mora o deputado estadual Garibaldi Mendonça. Depois desta visita, à tarde, os carros do deputado já tinham adesivos de João Alves Filho. Garibaldi do PMDB, eleito na coligação de Deda votou em João Alves. Detalhe: Garibaldi contou também com o apoio do senador Almeida Lima.

 

Garibaldi votou em João Alves II 

Heloisa Mendonça, diretora do Instituto de Previdência do Estado de Sergipe -IPES, irmã do deputado estadual (reeleito) Garibaldi Mendonça, vai continuar fazendo terrorismo no instituto? Durante o período de campanha para governador ela reuniu servidores terceirizados e foi clara: Marcelo Déda, se eleito, vai mandar todos vocês embora. O PT tem mania de concurso público. O medo tomou conta de alguns servidores. Marcelo Déda ganhou a eleição e se pergunta: A senhora Heloisa vai continuar diretora do Ipes no governo Déda? A senhora Heloisa vai continuar praticando terrorismo, agora na eleição presidencial em segundo turno?

 

MPF pede cassação de candidatos

O Ministério Público Federal, através dos Procuradores da República Paulo Fontes e Eunice Dantas, designados para oficiar perante os Juízes Auxiliares da Propaganda Eleitoral do TRE de Sergipe, propôs representações contra os candidatos a Deputado Estadual Augusto Bezerra e André Moura  por compra de votos nesta eleição estadual. No caso de Augusto a procuradoria tem provas de troca de benesses na área do manguezal do bairro Porto Dantas e de troca de votos por bolsa do Unificado. No caso de André é por conta do servidor estadual Sidnei Pasqualino, preso na última quinta-feira, com R$ 146 mil dentro de um veiculo locado pelo estado, além de fato material de campanha.

 

Balanço do plantão da Procuradoria eleitoral

A Procuradoria Regional Eleitoral manteve plantão durante todo o final de semana na sede da Procuradoria da República em Sergipe e no próprio Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe para o recebimento de denúncias de irregularidades durante as Eleições 2006. No plantão foram recebidos mais de cem telefonemas com denúncias, dentre as quais as que apresentaram maior consistência foram:  Divulgação de propaganda irregular / amplificadores de som – 21;  Arregimentação de eleitor/Boca de urna – 15;  Captação ilegal de sufrágio com fim de obter voto (compra de voto) – 20; Comício / carreata – 7 e outros – 4. Das denúncias recebidas, foram efetuadas providências diversas, tais como: acionamento dos Promotores Eleitorais nas Comarcas do interior do Estado; solicitação de diligências à Polícia Federal; diligências de servidores da Procuradoria Regional Eleitoral com registros fotográficos e filmagens; tomada de declarações de eleitores e ajuizamento de ações requerendo a cassação de registro de candidatos.Não foram incluídas as informações gerais prestadas à população, bem como as denúncias sobre casos de competência do Tribunal Regional Eleitoral ou dos Juízes eleitorais, especialmente sobre a organização das eleições.Também não foram computadas nesta estatística as denúncias recebidas por e-mail e por escrito

 

Ratos de rádio desesperados

Com a eleição de Marcelo Deda tem rato de rádio desesperado. Alguns estão nas emissoras de rádio dizendo: espero que ele cumpra a promessa que não demitirá os comissionados. Epâ! Deda disse que não demitirá os competentes, que trabalham e fazem a máquina funcionar. Os gabirus que ficam engordando em casa ganhando sem fazer nada podem arrumar a mala. Não é José, Flávio, Carmosita, Aliete…

 

Leitor indignado com emissora de rádio

De um leitor repudiando os “profissionais” de uma determinada emissora de rádio: “. O que eles fizeram no começo da apuração foi tão repugnante que invés de indignação, causou-me pena. Pena de ver pessoas que se dizem profissionais de imprensa, se comportarem como mero capatazes, teleguiados intelectuais do patrão. Lembrou-me outros tempos. Lembrei-me, por exemplo, que num passado nem tão distante, esses mesmos radialistas se referiam às rádios e jornais da família Franco como rede Cabaú de notícias, para dizer que só noticiavam o que convinha aos interesses políticos dos seus donos. E eles por toda essa campanha e todas as anteriores comportaram-se da mesma maneira. Também pudera todos eles são assessores de quase todos os órgãos estaduais. Como viverão a partir de janeiro sem os respectivos CCs?”. Boa pergunta. E atenção galera…

 

Pirulito para quem adivinhar a desculpa do Dataform

Duas hipóteses para a desculpa do Dataform sobre o erro nas pesquisas:  O eleitorado indeciso ou que não quis responder “pregou” uma peça ao Dataform. Ou esconderam o voto ou “decidiram” na frente da urna. Ou então a diferença está diretamente ligada à quantidade de páginas que o governo estadual dedicou ao Cinform nos últimos tempos. Só para lembrar:  o mesmo Conselho Regional de Estatística que foi ao TRE pedir a não divulgação do Ibope, deve tomar providências urgentes contra os institutos que “deram com us burros n!água” nas suas pesquisas. Já o Padrão, será que o vírus que contaminou o Dataform também chegou lá?

 

Guerreiro não ruge, mia

No início da década de 90, havia um desenho animado que fazia muito sucesso, o HeMan. Este herói da animação tinha um amigo e fiel escudeiro, mais conhecido como Gato Guerreiro, que, antes de se transformar neste auxiliar de herói, era intimamente chamado de “Pacato”, um tigre broco e retardado. Agora, em tempos atuais, há também aqui em Sergipe um guerreiro que se transformou em auxiliar (mas, não de herói), que é fiel e só ataca quem seu HeMan manda, mas que, de guerreiro este gato não tem nada, é só “pacato” mesmo, haja vista, na hora de rugir, ele faz: miau, miau, miau. O resultado eleitoral é uma prova disso.

 

Frase do Dia

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançando triunfo e glória, mesmo expondo-se às derrotas do que formar fila com os pobres de espírito. que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta, que não conhece a vitória e nem a derrota”. F. D. Roosevelt.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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