Por que a OAB é assim?

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Quais os advogados que não gostam de terem seus votos respeitados e que sejam eles divulgados para a sociedade? Quais os advogados que não desejam uma posição eficaz da Ordem quando se trata de uma escolha tão importante que é a do Quinto Constitucional? Quais os advogados que concordam com que a classe ser julgada pela imprensa de forma negativa por falta de quorum graças a um regimento eleitoral discutível e tendencioso? Quais os advogados que não se constrangem em receber telefonemas e pedidos para não votarem? Quais os advogados que não se sentem violentados em presenciarem críticas muitas quais pessoais entre colegas? Quais os advogados gostariam de ter sua vida pessoal invadida? Quais… quais… quais..?

 

O problema é que a lista das listas não havia como ser mudada. Estava escrito e não adiantava manobras e subterfúgios para mudar o óbvio. As reuniões no calar da noite às portas fechadas e o estudo jurídico repleto de caraminholas não foram adiante. A “Casa da Cidadania” não merece o ziguezague frenético da protelação, pois os meses em litígio só depuseram contra nós advogados. Primeiro por falta de competência em não atingir o quorum. Segundo pela ardileza que a Ordem agiu contra a vontade de seus inscritos. Terceiro pela falta de respeito aos colegas que deixaram seus afazeres por três vezes para votarem em seu preferido. Enfim o desgaste poderia ser sanado com um pouco de perspicácia institucional. Desta forma a OAB/SE perdeu sua virgindade institucional, graças à falta de sensibilidade de sua direção.

 

A crise que enfrenta a OAB/SE com o resultado das eleições do último dia 04 de abril é tão grave que já existem grupos de advogados discutindo o futuro da Ordem. Saudades de Carlos Alberto Menezes, grande jurista e professor. Lembranças do advogado e estadista Clóvis Barbosa de Melo que fez da Ordem a “casa da cidadania” e trouxe o estudante de direito para dentro da Ordem escancarando assim a democracia. Memórias da serenidade de Edson Ulisses de Melo. Recordações da vitalidade de César Brito. Sabem o que estes têm em comum? NÃO TERGIVERSARAM!!! Sombrio período de seu sucessor. Esperança com a jovialidade de Henry Clay na primeira gestão e desgaste natural na segunda.

 

Voltando às eleições da sexta passada observa-se que a imprensa não foi muito simpática à candidatura de Edson Ulisses. Manchetes como: “ 17 Fev 2008 Mais do que a categoria, foi Edson Ulisses quem mais perdeu na super-sexta — para plagiar um termo da moda, retirado do complicado processo www.jornaldacidade.net…”;  “11 Dez 2007 Edson Ulisses contesta Henri Clay e pedirá à Justiça divulgação do resultado Em entrevista, Edson Ulisses disse que Henri Clay criou www.infonet.com.br; “   O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) ingressou, na Justiça Federal, com uma ação civil pública para retirar o nome do advogado Edson Ulisses de www.informesergipe.com.br”; “Edson Ulisses é cunhado do governador do Estado, Marcelo Déda. Para o MPF/SE, o advogado Edson Ulisses incorreu em afronta aos princípios destacados ao noticias.pgr.mpf.gov.br”; “18 Jan 2008 Entre as contestações apreciadas estão as apresentadas pelo candidato Edson Ulisses de Melo, que reivindicava a apuração dos votos. www.cinform.com.br”. Estas foram apenas algumas matérias que se analisadas profundamente tinham como características básicas desarmar a candidatura de Ulisses que ao contrário de seus adversários foi um dos únicos que não parou de fazer campanha.

 

O fato é que a diferença de Edson Ulisses para o seu maior adversário, o defensor público Jorge Rabelo, tanto no campo eleitoral como no pessoal foi de 456 votos o que significa 3,4 vezes a mais o número de votos. Agora, depois de homologada a lista sêxtupla o Tribunal de Justiça de Sergipe escolherá a tríplice entre Edson Ulisses, Emília Correia, Aída Campos, Gilmar Dias, José Alvino e Jorge Rabelo, todos em condições de indicação. Espera-se que o processo de escolha pelo TJ/SE seja rápido e com adoção de critérios singulares.

 

O governador Marcelo Deda, com a coerência que lhe é peculiar deverá escolher um dos três nomes da lista assim que esta for enviada ao executivo. Déda acompanhou de perto o desenrolar deste litígio eleitoral e, com certeza acompanhará a vontade dos advogados. Graças ao seu temperamento forte e eficaz acredita-se que o governador assim como a governadora do Pará, Ana Júlia Carapeba, nomeie no mesmo dia novo desembargador acabando assim com este impasse, selando assim a vitória da democracia.

 

 

Dicas de Livros

 

Editora Saraiva: O livro DIREITO EMPRESARIAL – ESTUDO UNIFICADO – de Ricardo Negrão, Este livro é sem dúvida, ferramenta imprescindível àqueles que buscam se preparar com eficiência para enfrentar exames da Ordem e dos concursos públicos. O autor preocupou-se em trazer ao público uma obra moderna, caracterizada pela apresentação lógico-didática dos temas, com abrangência de conteúdo e conceituação precisa e objetiva, com 344 páginas, custa R$ 60,00 // O livro REGRAS PROCESSUAIS NO CÓDIGO CIVIL – De Fredie Didier Jr., com 240 páginas, no valor de R$ 45,00. O objetivo deste livro é demonstrar em que medida o novo Código Civil influenciou na legislação processual. Para isso, ao introduzir cada tema, o autor elaborou uma tabela em que relaciona dispositivos do CC/2002, do Código Civil. O livro COMENTÁRIOS ÀS LEIS DAS PPPs, DOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS E DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS ( Leis n. 11.079/2004,11.107/2005 e 9.637/98), De Ivan Barbosa Rigolin  – Utilizando-se um método pedagógico extremamente didático e expositivo, o autor traz nesta obra comentários, artigo por artigo, as três recentes e muito importantes leis que envolve temas de direito publico e de administração pública, quais sejam, a lei das parcerias publico-privadas, a dos consórcios públicos e das organizações sociais, com 240 páginas, custa R$ 60,00 // O livro PRESCRIÇÃO PENAL, de Damásio E. de Jesus, Este estudo traz uma abordagem diferenciada da prescrição penal, facilitando em demasia sua compreensão. Trata dos conceitos fundamentais de punibilidade, prescrição, prescrição de pretensão punitiva e prescrição de pretensão executória, com 192 páginas, custa R$ 57,00 // Pode (m) ser adquirido site: http: // www.saraiva.com.br, ou pelos telefones: (11) 3335-2957.

 

(*) é advogado, jornalista, radialista, coordenador e professor   Faculdade Sergipana (FASER) e mestrando em ciências políticas. Cartas e sugestões deverão ser enviadas para a Av. Pedro Paes de Azevedo, 618, Bairro Salgado Filho, Aracaju/SE. Contato pelos telefones: 9137 0476 // Fax: (79) 3246 0444. E-mail: faustoleite@infonet.com.br

 

 

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