Por um calendário anual de corrida de rua em Sergipe

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O calendário de corrida de rua em Sergipe é uma bagunça; se é que existe de fato. Se por um lado os organizadores não procuram apoio da entidade responsável pelo gerenciamento e aplicação das normas do desporto, a própria Federação de Atletismo parece não estar atenta ou não dá o devido valor aos eventos. Essa realidade, no entanto, não é uma regra.

Importante ressaltar que muitos organizadores de corrida de rua no estado são competentes e planejados. Ainda que ocorram algumas indefinições, sabemos que muitas provas irão acontecer em período certo em conformidade, por exemplo, com as datas comemorativas. A saber: Corrida dos Bancários, Corrida dos Advogados, Corrida 17 de Março, Corrida dos Médicos, Volta de Aracaju, entre outras.

Para se ter uma ideia da falta de gerenciamento, só em agosto acontecerão seis corridas, enquanto que em junho foram apenas duas. Julho irá fechar com duas provas. Ou agosto é o mês queridinho dos organizadores ou a falta de planejamento de um calendário anual justifica esse amontado de corridas.

Em julho, por exemplo, os corredores receberam a notícia da realização da Corrida do Milhão. O evento, tradicionalmente realizado no mês de junho em comemoração aos festejos juninos e que deixou de acontecer há anos, resolveu aparecer no mês de julho bem próximo de outro evento. Resultado: confusão. Foi quase um atropelo. Após diálogos e acertos de um lado e de outro, a referida corrida foi transferida para o dia 2 de agosto, um dia após a Corrida dos Advogados, que oficialmente já estava marcada meses atrás.

Agosto então ficou assim: 1 de agosto – Corrida dos Advogados; 2 de agosto – Corrida do Milhão; 9 de agosto – Circuito Qualidade Caixa; 16 de agosto – Rei e Rainha do Parque da Cidade; 23 de agosto – Circuito Pague Menos; 29 de agosto – I Corrida da Cidade de Simão Dias. Os corredores, principalmente os contemplativos, são os principais afetados, já que cada evento possui um custo de inscrição.

Nas redes sociais, em grupos de whatsapp e facebook, são nítidas as reclamações dos corredores. Imagine ir a um show de uma banda que você sabe que irá lotar o espaço. Para acompanhar o artista de perto é preciso chegar cedo e ficar aguardando por horas ali na frente do palco. Minutos antes da apresentação aparece aquele atrasado que sai empurrando um e outro sem dar a mínima atenção. O pior: ele se convence que não está fazendo nada de errado. É assim que funciona para alguns organizadores. Não deveria.

A Federação Sergipana de Atletismo tem por dever institucional organizar esses atropelos, dialogar e orientar os organizadores no sentido de promover ainda mais a corrida de rua no estado. É o cada um por si. No site da federação, assim consta, apenas duas corridas foram e estão confirmadas com a permissão da entidade. A Federação, inclusive, deveria cobrar, com rigor, qualidade nos eventos, com destaque para a segurança, considerando que ainda existem muitas provas em que corredores disputam espaço com os automóveis; esse é só um dos pontos negativos.

A intenção aqui não é cobrar apenas da Federação, mas também dos organizadores. Que façam da corrida de rua uma unidade e não uma discrepância. É possível fazer um calendário anual com os ajustes necessários. Que todos pensem como corredores – amadores ou profissionais – e busquem consolidar melhorias. Além de quantidade, a corrida de rua precisa também de qualidade.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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