Processo continua

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     O empresário Lourival Oliveira informou ontem que realmente não passa de um boato a informação de um possível acordo entre a Casa de Espetáculos Augustus e o Banese para resolver uma pendência judicial que se arrasta há muito tempo. Lourival esclareceu que não existe nenhuma possibilidade de acordo com o banco. Lourival informou também o  que o deputado Fabiano Oliveira (PSDB) desde que ingressou na vida pública não faz parte da sociedade do estabelecimento.

    Como foi informado nesta coluna, ontem foi colocada na pauta de julgamento da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça à ação cautelar do Banese contra a liminar concedida no final do ano suspendendo o leilão. O relator do processo, desembargador José Alves Neto negou provimento ao recurso para derrubar a liminar. O recurso não chegou a ser julgado completamente porque o juiz Ricardo Múcio Santana de Abreu, que substitui um desembargador em férias, pediu vistas do processo. E esta coluna está à disposição do grupo empresarial Augustus para qualquer esclarecimento maior sobre o processo judicial.

    Este colunista recebeu ontem inúmeros e-mails e telefonemas sobre o artigo publicado. A grande maioria destacando a forma equilibrada como foi noticiado o assunto. Apenas dois deles criticando porque o assunto foi levantado e avaliando que tudo não passa de uma “armação desesperada da oposição ao governo estadual”. Outros lembraram que Fabiano Oliveira foi colocado como vice-governador para “salvar” a candidatura de João Alves Filho, mas ao invés de “alavancar a candidatura pefelista será um peso a mais na campanha eleitoral por conta destes problemas”.

    O leitor pode ter a certeza que este colunista continuará com a maneira coerente em conduzir as matérias publicadas nesta coluna na busca do respeito e da credibilidade perante os leitores. O objetivo desta coluna não é apenas informar com profissionalismo, mas fazer com que o leitor questione, analise e opine sobre o que acontece na política de Sergipe. É essa a marca que a coluna deseja que fique gravada na mente dos leitores.

 

 

Arrepio I

Um pressentimento começa a rondar o pensamento dos candidatos que conseguiram montar as duas mais expressivas coligações em apoio às suas candidaturas. Tanto João Alves Filho (PFL) quanto Marcelo Deda (PT) estão conscientes de que as conversas encaminhadas para conquistar o apoio das siglas foi um pouco difícil, mas ambos estão começando a perceber que muito mais difícil será conversar com as lideranças interioranas e os líderes de bairros.

 

Arrepio II

Tudo porque  essa turma que já estava muito esperta, agora aumentou a sede com a convicção de que os candidatos não terão despesas com shows, camisas, brindes e bonés. Nos últimos dias, a frase mais ouvida pelos assessores dos candidatos é: “Diga a fulano que estou aberto para conversações”. E são exatamente essas conversações, que provocam um congelante arrepio…

 

Na Frente

Pela totalização dos valores relacionados aos bens apresentados à Justiça Eleitoral, é possível afirmar que João Fontes (PDT) é duas vezes mais bem aquinhoado que o candidato João Alves Filho (PFL). Enquanto João Alves (PFL) apresentou bens no valor de R$ 343 mil, João Fontes (PDT) apresentou bens num valor superior a 700 mil. A impressão que se tinha era bem outra.

 

PFL I

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo de ontem mostrou que a Executiva Nacional do PFL priorizou neste ano o Congresso Nacional. Lançou apenas 6 candidatos aos governos estaduais (MA, PE, BA, AM, GO e SE) e um no Distrito Federal. Destes três são candidatos à reeleição: Paulo Souto (Bahia), Mendonça Filho (Pernambuco) e João Alves (Sergipe).

 

PFL II

A Executiva do PFL pretende eleger a maior bancada para a Câmara dos Deputados. Hoje o partido tem 65 integrantes e deseja eleger, no mínimo, 90 deputados federais. As maiores bancadas da Câmara hoje são do PT e do PMDB, ambas com 81 deputados.

 

 

Em tempo I

 Um leitor enviou o e-mail questionando o que esse jornalista acha do atraso da obra da ponte Aracaju/Barra. Direto e objetivo: primeiro, uma obra atrasar não é nada demais, não será a primeira vez, nem a última. Agora, assessores do governador ficam chateados com parte da imprensa porque insistem em lembrar que a ponte seria inaugurada no dia 25 de agosto às 18h.

 

 

Em tempo II

 Estes puxa-sacos deveriam cobrar do próprio governador. Ninguém foi tão enfático e tão incisivo em todas entrevistas concedidas durante todo o ano quanto à inauguração da ponte: dia 25 de agosto às 18h. João Alves falou tanto desta data que é mais fácil a população saber do dia e horário da inauguração do que do nome da ponte, que é construtor João Alves. Se existe um culpado, é o próprio governador, que como administrador e engenheiro sabe que qualquer obra tem imprevisto. O resto é para encher lingüiça…

 

 Vila

E o governo do Estado, através da Secretaria de Turismo, resolveu prorrogar até o  dia 25 de julho a Vila do Forró instalada na orla da Atalaia. A prorrogação atende a um apelo do Trade Turístico – hotéis, bares, restaurantes, taxistas, agências de viagens, barraqueiros e vários segmentos. Diariamente ocorrem apresentações de quadrilhas juninas e forrozeiros pé de serra.

 

 

Cultura

 “O nome de Ana Maria na galeria é um tapa na intelectualidade sergipana, uma categoria que ele, dr. João, não consegue dobrar”. Frase publicada na coluna de Ivan Valença, no Jornal da Cidade de domingo de um observador criticando a colocação do nome da filha do governador na galeria de arte da orla.

 

Horário I

Um leitor enviou um e-mail criticando alguns assessores do governo do Estado que só começam a trabalhar a partir das 9h. “Acho lamentável que o governador não adote providência alguma, porque chega a afirmar publicamente que só começa a trabalhar a partir das 9h. É um péssimo exemplo para os demais servidores públicos, o maior agravante, é que além de ser pago com o dinheiro público o assessor assume que até às 9h, está impossibilitado de atender as exigências do cargo, além de não respeitar o horário de funcionamento das repartições públicas no expediente reservado ao atendimento público”.

 

Horário II

Embora concorde com o leitor entendo que esse é um problema generalizado dentro do setor público, após as 13h, o cidadão não pode ser atendido porque está fora do horário de atendimento (7h às 13h) e dentro desse horário, é praticamente impossível encontrar determinados ocupantes de cargos comissionados com disponibilidade e disposição para atender ao cidadão comum, é uma tal de reunião que não acaba nunca. Em outra oportunidade este colunista já sugeriu que as reuniões internas fossem transferidas para o período da tarde e que no período vespertino a prioridade fosse o atendimento ao público. Se esse problema não foi resolvido antes, imaginem com a campanha eleitoral em plena movimentação.

 

 

Jabá I

Projeto de lei que criminaliza a prática do jabaculê, que está tramitando no Congresso desde 2003, pode ser aprovado até o fim do ano. A proposta foi aprovada no mês passado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, e segue agora para a Comissão de Constituição de Justiça e de Cidadania, onde já recebeu parecer favorável. Movimento pelo Fim do Jabá (JABÁSTA), destaca importância da aprovação da proposta, mas preocupa-se com a fiscalização da prática.

 

Jabá II

O jabá, o jabaculê ou caititu para os mais antigos, é sinônimo de suborno: dinheiro, presentes ou vantagens em troca de exposição midiática. Portanto é um ponto de corrupção dentro de uma estrutura estabelecida no mercado cultural brasileiro. É propina usada para veicular determinados produtos em espaços que são concessões públicas. O autor do projeto de lei é o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE).

 

 

Frase do Dia

“Amo a liberdade, por isso…Deixo as coisas que amo livres …Se elas voltarem é porque as conquistei, …Se não voltarem é porque nunca as possuí”. John Lennon.

 

 

 

 

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