QUE 2010 SEJA MUITO BEM-VINDO!

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Na primeira coluna do ano resolvi trazer à tona aspectos importantes que deverão nortear 2010. Principalmente, quando sabemos que o ano que passou foi atípico. Todo mundo lembra: 2009 começou mal, com aquela fatídica e indigesta crise internacional, iniciada nos EUA, a nos rondar, assustar, ameaçar. Mas 2010 tem tudo para ser extremamente peculiar, diferente. Um ano com eventos importantes que vão mexer com o dia-a-dia das pessoas. Quando falamos em economia, sabemos que existem diversas previsões, algumas mais otimistas e outras nem tanto. O fato é que nunca na história desse país os fundamentos econômicos estiveram com saldo tão positivo e promissor quanto agora. Pelo menos na ótica de todos os que entendem e acompanham esse assunto de perto. Transcrevo, agora, algumas dessas análises para 2010.

O QUE ESPERAR DE 2010?

Acredito que o fluxo de capital no próximo ano continuará alto, forçando ainda mais o câmbio. Produtos importados terão ainda mais espaço e, de certa forma, essa tendência ajudará o controle inflacionário, pois obrigará os produtores nacionais a manter o preço para não perder a competitividade. A expectativa sobre o desemprego também é positiva. Entretanto, vale a pena ressaltar que as profissões que necessitam de especialização técnica terão uma forte demanda. A chamada mão de obra especializada ainda é um dos grandes problemas do Brasil. Aos leitores mais atentos, é importante aceitar que a educação continuada cada dia mais se torna um dos melhores investimentos para o futuro. O mercado de capitais deve continuar com a tendência de alta, ainda que alguma correção surja no curto prazo (o que é bem razoável). É difícil prever até que ponto a Bolsa continuará crescendo, mas arrisco uma previsão: acredito que o Ibovespa possa chegar perto dos 80 mil pontos até o final de 2010. É apenas uma previsão, baseada nas leituras e estudos que tenho acompanhado. A taxa Selic deve passar por momentos de elevação durante o ano que vem. Não por problemas do próprio ano, mas sim olhando o horizonte de 2011. Os economistas temem que a inflação comece a demonstrar suas garras e, como sempre nesses momentos, a principal arma do Banco Central (BC) é a elevação dos juros na tentativa de conter o consumo, elevando o custo do capital.

ANO DE ELEIÇÕES

Vale lembrar que teremos eleições presidenciais e, por mais que se justificasse uma elevação nos juros, uma notícia como essa pode desgastar a candidatura do  governo. Aí está a grande dúvida do mercado: será que o governo vai querer arcar com esse ônus? Ou será que toda a desoneração e os incentivos para o consumo ainda em vigor são justamente para aliviar a situação e fazer os eleitores olharem o governo com outros olhos? De toda forma, é importante destacar que o BC teve uma conduta muito elogiada durante os piores momentos da crise, o que resultou, para os investidores do mundo todo, em muita confiança no Brasil. Somos vistos com mais respeito e como um pais onde o investimento pode dar certo, muito certo.

UM BRASIL GLOBAL

Em 2010 devemos continuar vendo a formação de grandes grupos brasileiros, resultantes de fusões e aquisições. Essas empresas terão elevado faturamento, equipes competentes e provavelmente terão poder de fogo mundial. Mais do que nunca, o Brasil e suas empresas se tornarão players de grande destaque no cenário internacional.

SUCESSO, CAUTELA E REFLEXÃO

Se o ano será de bonança, mais do que nunca o brasileiro deve analisar com cautela os próximos passos. Em momentos de euforia é natural a tentação de entrar de cabeça em negócios mirabolantes e compras sem planejamento. Pare, respire e pense duas vezes antes de desperdiçar potencial financeiro. Agora é sem dúvidas o melhor momento para poupar, investir e pensar o futuro. A Previdência oficial aumentará ainda mais seu déficit e o governo, mais cedo ou mais tarde, se verá obrigado a realizar uma nova reforma diminuindo ainda mais os chamados “direitos” dos aposentados – esse caminho não tem volta. Por isso, quando tudo vai bem é também a hora certa de reservar parte dos seus ganhos para o futuro e para os momentos de emergência.

A ECONOMIA SERGIPANA EM 2010

O Orçamento do Estado de Sergipe para o exercício de 2010 foi aprovado na Assembleia Legislativa com o valor de R$ 5.337.445.520,00 e em relação ao que se estima para a receita total arrecadada efetivamente em 2009, representa um acréscimo de 12,1%. A margem de aumento projetada acima da média do governo federal deve-se aos esforços técnicos referentes à contratação de operações de crédito internas e externas, elementos que não dependem, diretamente, da situação econômica. Do montante de R$ 5,3 bilhões, R$ 5,012 bilhões são estimados para as receitas correntes e R$ 324,8 milhões para as receitas de capital.

SETORES DIFERENCIADOS

Em relação a 2009, alguns setores terão orçamentos diferenciados para este ano que se inicia. A Saúde, por exemplo, que em 2009, teve R$ 567 milhões, passa para R$ 595,2 milhões; já a Assistência Social terá uma redução de R$ 95 milhões para R$ 89,4 milhões; dos R$ 140 milhões destinados para a Segurança Pública, há a previsão de um salto para R$ 567,1 milhões; já a Agricultura enfrentará uma redução de R$ 30 milhões; a Secretaria de Educação terá novo incremento e dos atuais R$ 686 milhões, agora tem previsão de R$ 693,7 milhões.

REFORÇO NO OGU

Em Brasília, com o relator do Orçamento Geral da União, o deputado Geraldo Magela, Marcelo Déda conseguiu o que parecia impossível para Sergipe: garantiu o reforço a todas as emendas, num acréscimo estimado em R$ 44,4 milhões. Com o reforço que o relator deu às emendas da bancada de Sergipe, a ponte Estância Indiaroba que tinha uma dotação de R$ 50 milhões passou para 59.181.883,00; o Batistão saiu de R$ 10 milhões para R$ 17.754.565,00. O aeroporto, que teria aproximadamente R$ 2,1 milhões foi para R$ 8.465.519,00. Além desses reforços, Geraldo Magela garantiu ao governador que irá aportar recursos para o projeto Manoel Dionísio, que segundo ele faz parte de uma região, o semi-árido, que abrange todo o nordeste e o norte de Minas, e cujo desenvolvimento é uma prioridade nacional.  No mais, é só desejar muita saúde ao nosso governador, pois a saúde do Estado em 2010 vai muito bem obrigado.

 

 

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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