Quem tem medo da CPI da Navalha?

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Somente em um Estado como Sergipe um deputado que era situação e vivia quase que diariamente nos corredores da Deso, mas precisamente na sala do ex-diretor Kleber Curvelo – aquele mesmo que estava até o mês passado a disposição do Tribunal de Contas e foi um dos responsáveis pela tentativa de impedir uma auditoria na empresa – vai para a imprensa desafiar a base governista a instalar uma CPI da Navalha. O governo peca em não ter a coragem suficiente de instalar essa CPI e desnudar toda a Deso para a sociedade sergipana. Certamente, o problema maior não são os R$ 600 mil pagos neste governo a construtora Gautama, mas muitos ralos construídos por adutoras e sistemas de abastecimentos que nunca funcionaram. Que diga o sistema do bairro Coroa do Meio, que ninguém tem coragem de investigar.

 

O deputado Augusto Bezerra blefa quando diz que deseja a CPI da Navalha. Na verdade ele teme o que será encontrado na auditoria que vem sendo realizada por uma empresa privada. Porém, o pecado maior vem do próprio governo estadual que atua neste episódio como se tivesse esconder algo de errado ou proteger os “neo-aliados”, como é o caso dos Mandarinos, onde o ex-presidente, Vitor Mandarino, também é responsável pelo que ocorreu nos últimos anos. O discurso de Gualberto, líder do governo na semana passada, denunciando que o governo anterior tomou R$ 36 milhões de empréstimos é verdadeiro, porém ninguém entendeu quando ele disse que “esse não foi um problema do ex-presidente da Deso (Vitor Mandarino). Foi uma decisão de governo, um problema de responsabilidade do ex-governador”.  Foi lamentável essa declaração de Gualberto até porque o responsável por toda despesa é Vitor Mandarino e todo mundo sabe que a Deso foi fruto de uma troca do ex-governador para agradar a então vice-governadora Marília Mandarino. Tentar isentar Vitor Mandarino de qualquer irregularidade encontrada é uma tentativa  infeliz do líder do governo, que deu discurso suficiente para Augusto Bezerra “cantar de galo”.

 

Quem tem medo de uma CPI da Navalha? Qual o motivo que o governador Marcelo Déda não determina sua bancada a aprovar uma CPI na Assembléia? É medo de perder a bancada do PSC? Dificilmente isso ocorrerá, já que a grande maioria está bem “confortável” no governo. Apenas dois, que não influenciam no resultado final podem se rebelarem. Aliás, todo mundo dentro da Deso sabe quem eram os deputados que freqüentavam a empresa e mandavam em quase tudo, inclusive na escolha dos terceirizados. É fácil, muito fácil, só não apura quem não quer.

 

Prestes a completar um ano da ação da PF que culminou com a Operação Navalha seria um bom presente para os sergipanos a Assembléia Legislativa – que deve muito neste caso com a omissão no caso Flávio Conceição e a decisão de se fazer cega, surda e muda – instalasse essa CPI. Quem não deve não teme. Pelo que este mero jornalista sabe dos bastidores, a Deso é um esgoto a céu aberto, passando por vários governos, onde seus dejetos escoam por adutoras, sistemas de abastecimentos e ligações clandestinas. Coragem, Déda e Gualberto. Abram essa CPI para mostrar quem sucateou a Deso.

  

Trajetória dos salários pagos pelo governo

Do plano real para cá, os salários dos servidores públicos tiveram uma defasagem maior. Por exemplo: um técnico em Contabilidade Categoria M2, Padrão VI, nível II. Um cargo de nível médio que no começo do Plano Real percebia como salário-base o equivalente a 2,5 salários  mínimos e hoje apenas 1. Ou seja, hoje esse profissional percebe o equivalente a 40% do que percebia àquela época. Perdeu 60% do poder de compra do salário e precisa de no mínimo 150% de reajuste salarial. Um reajuste e não aumento salarial. Tomado como parâmetro o salário mínimo que foi reajustado na inflação oficial. A situação é difícil em várias categorias e, como o estado é impessoal, todos querem a solução de imediato.

 

Presidente da CUT rebate deputado Augusto Bezerra I

As declarações do deputado Augusto Bezerra (DEM) com ataques e acusação ao presidente estadual da CUT, irritou Antônio Góis que preside a central e rebateu numa emissora de rádio. Góis disse que o seu trabalho de organização sindical não tem nada de irregular. O problema é que esse tipo de trabalho não é reconhecido pelo deputado que parece ser contra os trabalhadores se organizar e lutar pelos seus direitos e contra as injustiças. Desafiou o deputado “Se Augusto Bezerra achar irregular o trabalho que venho desenvolvendo no movimento sindical ele dispõe de meios e pode utilizar para corrigir ou impedir.”

 

Presidente da CUT rebate deputado Augusto Bezerra II

O presidente da CUT disse ainda que  já presidiu o sindicato dos trabalhadores em água e esgotos por dois mandatos, está no segundo mandato à frente da CUT e tanto na vida particular como dirigente dessas entidades, nunca teve um título protestado, nem emitiu cheques sem fundo, nem mesmo teve que responder a ação trabalhista por sonegação de direitos dos trabalhadores, que não se esconde no manto da imunidade para evitar  julgamento ou prisão. Ao final perguntou se o deputado poderia dizer o mesmo e pediu que comparassem o currículo dele e a folha corrida do deputado.

 

Tênis: é hora da mudança I

Precisou o Ministério Público de Sergipe intervir para que a mudança ocorresse de fato na Federação Sergipana de Tênis. O presidente vitalício, Edmilson Barreto renunciou e o vice, João Nunes, assumiu e deve realizar uma nova eleição até o dia 30 deste mês. É preciso democratizar a Federação de Tênis. É preciso também dar conhecimento a sociedade sergipana de tudo que foi arrecadado no convênio onde a Federação explora as quadras de tênis da orla de Aracaju. O presidente anterior nunca prestou contas.

 

Tênis: é hora da mudança II

É preciso também que o Governo do Estado tome providencias para acabar com este convenio ou então, encontre uma formula para controlar todas as finanças. É preciso democratizar o espaço da orla. São várias quadras e duas ou três delas poderiam ficar à disposição das escolas públicas, principalmente para os estudantes do bairro Santa Maria. Mudança é isso, inclusão social é isso. Por enquanto nada mudou…

 

Auxílio-alimentação

O deputado federal José Carlos Machado (DEM), entende que o auxilio alimentação da maneira que está sendo dado pela Assembléia Legislativa e o Tribunal de Justiça é errado. Ele entende que o auxilio não pode ser atrelado a um percentual do salário. “Tem que ser o máximo para todos, independente do salário recebido”, disse, lembrando que a quantidade de alimentação é a mesma para todos os servidores.

 

Sobre os veículos locados

É preciso que o governo estadual garanta que as empresas de locação de veículos que trabalhem para ele deixem o ICMS e o IPVA em Sergipe. Por exemplo: no início do governo uma empresa de Pernambuco ganhou a licitação para cerca de 200 veículos, grande parte são de fora, ou seja, o ICMS da compra dos mesmos e o IPVA vai para outro Estado. A ST, que era uma empresa sergipana foi vendida e a nova administração está trazendo carros novos de Curitiba. Até a Petrobras fez uma licitação para dezenas de veículos e a empresa também é de fora. Não é possível “amarrar” na licitação que estes veículos sejam comprados em Sergipe e que o IPVA seja recolhido no Estado?

 

Defeitos de Aracaju: fumo e vagas

Até quando um percentual dos aracajuanos continuará praticando atos que depõe contra Aracaju como a capital com a melhor qualidade de vida do país. Por exemplo: basta ficar um pouco tempo observando os estacionamentos que têm vagas para deficientes físicos e idosos (supermercados, shoppings e até nos parquímetros), para constatar que muitos motoristas não respeitam estes espaços. Já nos shoppings, principalmente no Jardins, alguns fumantes insistem em fumar no local (perto do Mac Donald) apesar dos avisos de proibição. Neste caso contam com a conivência da direção do shopping que não manda a segurança tomar as providencias cabíveis. Somente o MP acionando a Justiça para rever a situação.

 

Posse de Carlos Britto no TSE

O ministro do STF, Carlos Ayres Britto, sergipano toma posse hoje, 06, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, ao lado de Joaquim Barbosa, que assumirá a vice-presidência do TSE. Com certeza, as eleições municipais de 2008 serão comandadas em todo país por uma pessoa séria que marcará essa passagem pela Justiça Eleitoral. A posse contará com a presença de diversas autoridades de Sergipe.

 

Debate no PT de Socorro

Resposta do Prof. Washington, Presidente do PT de Socorro, à Edilma Almeida: “A filiada Edilma Almeida precisa urgentemente ler o Estatuto do Partido dos Trabalhadores, precisamente o Art. 2º, parágrafo 3º, que reza o seguinte “Nos municípios e nas capitais, em questões de interesse local, a representação do PT é exercida pelo Presidente Municipal do Partido”. Fiz a nota como cidadão socorrense, como político e como presidente municipal do PT de Nossa Senhora do Socorro, eleito legitimamente nos dois turnos ocorridos no PED-2007 pela maioria esmagadora dos filiados e das filiadas desta brava sigla que é o PT. Como dirigente partidário, tenho conduzido o partido de forma democrática, equilibrada e transparente, respeitando todas as tendências internas do PT. Quanto ao processo eleitoral de 2008, nos próximos dias o PT, de forma madura, tomará uma posição”.

 

Placas frias, clonadas e tudo mais…

Até quando placas frias, clonadas e tudo mais continuarão circulando em Sergipe? De parabéns a SMTT está de parabéns por entregar, na semana passada, a polícia dois fiats com placas clonadas. Infelizmente em muitos casos tem policiais usando placas frias. É fácil constatar.

 

Prefeita troca Banese pelo BB

A decisão da Prefeita Iziane Pionório, de Poço Redondo, transferindo a folha do pessoal do Banese para o Banco do Brasil, continua sendo contestada pela comunidade daquele município. O ex- deputado Jorge Araujo, que milita politicamente em Poço Redondo, tem levantado sua preocupação com a medida, tendo em vista que o Banco do Brasil não possui agência naquela cidade, o que obrigará a comunidade a se deslocar até Canindé. O ex-parlamentar também entende que o Banese tem compromissos sociais com o município, negócios com o comércio local, que dificilmente serão seguidos pelo Banco do Brasil.  Outro fato grave, lembrado por Jorge Araujo é que não se tem conhecimento de nenhuma concorrência pública para a transferência da folha, o que torna o ato ilegal.

 

Sobre o crescimento do país I

De um leitor:Tenho visto por inúmeras vezes, desde que Lula assumiu o comando do Brasil, comentários como”…cresce e fica melhor(o Brasil) não é só por causa desse governo! Já vem de FHC…”, aliás, se bem me lembro, não se comentava o fato deste modo no início do mandato, mas sim desde que os resultados apareceram, pois no começo a cada passo sem resultado imediato surgiam Mirians, Jôs, Alexandres, Venancios, Mendonças e outros… criticando e falando que não dava certo um operário assumir o Brasil e que eles tinham razão etc etc…Pois bem, poderíamos dizer então que o plano Real foi conseqüência do Sarney, Collor e principalmente Itamar, que inclusive esta semana reclamou muito da adoção “politiqueira” do tal plano pelo FHC!Verdade seja dita, já vimos neste pais, vários Governantes que pioraram o país em sua gestão, mesmo com as condições externas favoráveis”.

 

Sobre o crescimento do país II

Continua o leitor: “Não se consegue fazer uma boa administração com crescimento por mais de 5 anos simplesmente com continuísmo. As coisas precisam ser dinâmicas! E o dinamismo, a competência e a criatividade devem ser imperativos para o crescimento de um País, Estado ou empresa, como no caso está sendo. Acusar atuais Governo de usar nomes que já foram de Governos anteriores é denunciar a prática anteriormente existente de que “assumimos agora só os nossos”.Não acho certo ser contra a existência de nomes de políticos ou técnicos de Governos anteriores ou de partidos aliados ou não nos Governo do PT, os competentes devem ser preservados em prol do Brasil ou de Sergipe, sou radicalmente contra o “rifamento” de nomes de guerreiros Petistas históricos e competentes em prol de uma Governabilidade fictícia, fato que presenciamos no cenário Federal e agora no cenário Estadual”.

 

Lixo colocado nos terrenos baldios

De uma leitora: “Quanto à caça aos culpados pela epidemia, sem querer apontá-los por considerar de conteúdo inócuo, faço um chamamento à reflexão: tenho verificado próximo a minha residência o trabalho da prefeitura na limpeza dos terrenos baldios, pois bem no dia seguinte à limpeza já encontramos os sacos de lixo a mercê da ação dos animais e potenciais criadouros de mosquito. Como cobrar eficiência dos órgãos públicos quando vivemos cercados de insensatos?” Sobre pulverização no combate a dengue a leitora enviou dados encontrados na Internet, onde uma infectologista da UFRJ, diz que a pulverização de inseticida é inócua.(www.clicabrasilia.com.br)

 

Convênio Pioneiro entre Sefaz, PGE e TJ I

Objetivando a cooperação técnica e financeira entre o Tribunal de Justiça de Sergipe, a Procuradoria Geral do Estado e a Secretaria de Estado da Fazenda, foi assinado um convênio na manhã desta segunda-feira (05), que viabilizará, através do Sistema de Execução Fiscal Virtual, o tramite processual, de forma eletrônica, desde o seu peticionamento até o julgamento, permitindo assim, uma maior celeridade e efetividade no cumprimento das execuções, recebimento eletrônico de citações, intimações e dos demais atos processuais.O sistema que funcionará de forma interligada, Sefaz-PGE-TJSE, cabendo à PGE o procedimento de cadastramento de suas petições através do módulo que será disponibilizado através da rede interna do TJ-SE, a quem caberá o fiel cumprimento do convênio. Além das informações relativas à área fiscal, a Secretaria da Fazenda será a responsável pelo financiamento do projeto.

 

Convênio Pioneiro entre Sefaz, PGE e TJ II

De acordo com o Procurador Geral do Estado, Dr. Márcio Rezende, “A idéia é racionalizar, através deste sistema, o processo de execução fiscal. Ou seja, é um facilitador para os Procuradores, da área da fazenda, junto à vara de Execuções Fiscais”. O Secretário da Fazenda destacou a importância do convênio para as finanças do Estado, ressaltando o relacionamento salutar existente entre os poderes Judiciário e Executivo.  “Nós temos um novo marco: o processo da execução tributária, sendo feito virtualmente, com isso, ganhamos tempo, aumentamos o controle e a eficiência”. Nilson Lima também fez questão de afirmar que: “Este ato, coroa todo o esforço do Poder Judiciário, da PGE e da Sefaz, para que a arrecadação se torne cada vez mais eficaz”.Sergipe é o primeiro Estado, dentro de uma tendência a ser adotada no Brasil, a adotar o Sistema de Execução Fiscal Virtual, assumindo mais uma vez o pioneirismo, que está sendo garantido, graças à parceria entre os Poderes Institucionais.

 

Desapropriação de área em Lagarto

Do leitor Narcizo Machado Filho: “No episódio da desapropriação de 12 hectares, na cidade de Lagarto, onde o Estado pagou 650 mil, segundo a oposição, alguns aspectos devem ser observados. Quando o Estado utiliza o instrumento da desapropriação é porque o bem privado não esta cumprindo sua função social, ai ocorre à desapropriação originaria a mais comum, onde não há uma relação negocial. Se o Estado pagou 650 mil pela desapropriação é porque o bem vale mais, e ai o proprietário entrará com uma ação na justiça para reaver o valor real, se o Estado pagou 550 mil, a mais do valor registrado no cartório, que segundo a oposição, originou um superfaturamento, não tem porque falar em desapropriação. Já que a ampla maioria da doutrina opina pelo modo originário de aquisição do bem, ou seja, é irrelevante à vontade do proprietário, assim diz Carvalho Filho “pela forma como se consuma, é de ser considerada forma de aquisição originária, porque a só vontade do Estado é idônea a consumar o suporte fático gerador da transferência da propriedade, sem qualquer relevância atribuída à vontade do proprietário ou ao título que possua”. Portanto, o Estado poderia usar da desapropriação pagando os mesmo 100 mil ou atribuir a esse valor a inflação do período, pagando apenas o valor correspondente aos 12 hectares adquirido. Houve erro, de quem? O preço registrado no cartório é o real? Quanta custa um hectare na região? “Quem tanto criticou no passado é preciso ser prudente quando agir no futuro”. (Narcizo Machado Filho – graduado em ciências contábeis e pós-graduados em gestão fiscal é planejamento tributário).

 

Atuação da polícia

De um leitor: “Caro jornalista, até quando a sociedade vai ter que pagar o salário de policiais despreparados e  revoltados?  Não podemos mais admitir que em pleno século XXI a policia use de forma arbitrária o seu poder contra o povo espancando, desmoralizando Trabalhadores com tapa na cara e gás de pimenta nos olhos. Eles deveriam usar deste para combater a corrupção e colocar na cadeia os “políticos” que roubam o país diariamente e são chamados de Doutores”.

 

Guerra e paz

Do presidente da CUT, Antônio Góis: “Acho sinceramente que antes de recomendar que os grevistas leiam “Lisistrata” o Secretario de Governo Clovis Barbosa deveria reler o aludido texto. Lisistrata é o nome de uma comédia anti-guerra escrita por Aristófanes em 411 a.c. À época Atenas atravessava um período difícil. Abandonados por seus aliados, os atenienses tinham ao redor das muralhas de suas cidades as tropas Espartanas. Essa luta fratricida enfraquecia toda a Grécia, pondo-a à mercê dos Medos e Persas.A peça faz uma crítica severa a essa guerra, envolvendo as mulheres das cidades gregas. Lisístrata, reúne as mulheres em um plenário e decidem fazer greve de sexo para acabar com a Guerra do Peloponeso. Decidem ainda ocupar Acrópole, onde estava depositado o tesouro ateniense que sustentava todo o conflito.Obviamente que numa leitura parcial deixa a transparecer a peça como um manifesto pacifista. Para os que lêem o texto com este enfoque parecem ignorar a tirania da líder do movimento. Lisístrata, a mulher que propõe a greve de sexo às outras mulheres da Grécia, é uma tirana. Seu método de persuasão é a violência, se não física, mas verbal.Talvez, o secretário, a exemplo de Lisístrata, se assemelhe na idéia de não admitir contestação. O próprio Aristófanes deixa claro que a guerra e a paz, na peça, são momentos que servem para a comédia, mas que nada têm a ver com a natureza humana. Esquece ainda o secretário que o texto traduz uma comédia, espero que a citação não seja no sentido de comparar o processo de negociação coletiva dos servidores como um jogo de cena, um teatro ou mera dissimulação”. (Antônio Carlos Góis – Presidente estadual da CUT).

 

Sobre a greve dos servidores do TJ

De um leitor: “Não sou servidor do Poder Judiciário Estadual, mas, a julgar pelo teor do documento, parece que estamos na sombra da ditadura. Como se não bastasse, na análise da tutela antecipada o Juízo considerou a greve ilegal! Ora, dado o interesse envolvido na ação, parece-me um tanto evidente que nenhum juiz ou desembargador do estado tem condições de analisar a demanda. Afinal, a greve envolve assuntos relacionados direta ou indiretamente a interesses dos magistrados – manter as varas em funcionamento com 100% do quadro de servidores. Logo, vislumbra-se uma possível suspeição, nos termos do art. 135, V, do Código de Processo Civil (“Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando: V) interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes). Demais, é amplamente noticiado que o vencimento (no singular mesmo) dos servidores da Justiça de Sergipe se encontra entre os mais baixos do país e que as condições de trabalho são bastante deficientes, em que pese os esforços no sentido de melhorá-las. Também há notícia de que participante efetivo e atuante da greve, cujo nome prefiro não declinar, já recebeu a sua punição: foi removido para outra vara, bem mais distante de sua residência. Por último, existem diversos anúncios no site do TJ/SE que servem de recado ou ameaça aos grevistas. Enfim, com essas considerações venho manifestar a minha solidariedade aos servidores do Poder Judiciário de Sergipe e lembrar que às vezes o Direito se faz com luta! A greve é um direito previsto na Constituição, que não pode ser tolhido nem mesmo por quem aplica o texto constitucional: o Poder Judiciário!”.

 

Reunião com Circenses Sergipanos.

Circenses do Estado de Sergipe estiveram reunidos na última segunda-feira, dia 05, às 14 horas, no Centro de Criatividade. A reunião teve como objetivo divulgar para os profissionais da área os editais que o Ministério da Cultura, através da FUNARTE estará lançando para incentivar a elaboração de projetos que valorizem a arte circense. A iniciativa da Secretaria do Estado da Cultura é uma parceria entre o Centro de Criatividade, o Complexo Lourival Baptista e a Associação Circulante de Artes Cênicas. Também participaram da reunião gestores municipais de cultura, encarregados de divulgar as informações para os artistas nas mais distantes comunidades. Segundo o diretor do Centro de Criatividade Isaac Galvão, “essa é a primeira vez que o Estado de Sergipe participa dos editais do MinC”, acrescentando ainda, que os editais serão lançados no dia 16. “Ate lá os interessados terão a chance de conhecer e aplicar corretamente os procedimentos para concorrer com os seus projetos”, disse Isaac Galvão.

 

Acese apresenta novos investimentos em Sergipe

Para apresentar os novos empreendimentos empresariais a serem implantados no Estado, a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe – Acese traz para Aracaju, no dia 09 de maio, John Edward Hunnicutt Junior, diretor do Investment Vision (INVI) do Brasil para participar do “Café com Negócios”, evento promovido pela Acese com o objetivo de discutir temas de importância para o setor.Durante o evento, John Hunnicutt irá proporcionar aos presentes a oportunidade de conhecer os investimentos do grupo INVI em Sergipe e os preparativos para a Implantação do Brisa de Atalaia, um luxuoso complexo imobiliário com 92 hectares e 1120m de área que será erguido na faixa litorânea da Barra dos Coqueiros.A INVI Brasil é uma empresa de desenvolvimento, gerenciamento e serviços de projetos, estabelecida em 2006, em São Paulo. Ela é afiliada a Investment Vision + Enviroments (INVI), que opera na Europa desde 2000.  Os projetos no Brasil estão inicialmente concentrados no Nordeste, incluindo Barra dos Coqueiros, Porto Cristóvão, Praia de Pituba e Caravelas. A empresa também está estudando um outro projeto focado na preservação da Amazônia, o “Ariau Hotel” a 60 km Manaus.

 

A história descoberta

Começa neta terça-feira, às 18h30, no Teatro Tiradentes, o 4º Ciclo de Palestras História e Cultura Sergipanas: riquezas do nosso povo. O evento é uma parceria entre o Memorial de Sergipe e a coordenação do curso de História da Unit e destaca, na atual versão, aspectos históricos e de significativa importância museológica. Será palestrante de abertura a professora doutora Suely Gleyde Amâncio Martinelli com o tema A Arqueologia em Sergipe e o acervo de José Augusto Garcez. A programação da noite tem continuidade com o professor Mário Trindade, também do curso de História, palestrando sobre Paleomastozoologia sergipana: as descobertas na localidade Sítios Novos, Canhoba, Sergipe, Brasil. Participam da programação alunos, professores e profissionais ligados às pesquisas.

 

A questão do funcionalismo estadual e finanças de SE I

Texto do auditor fiscal Paulo Roberto: “Toda vez que o governador Marcelo Deda usa dos meios de comunicação para contrapor-se as legítimas reivindicações dos funcionários públicos, utiliza da argumentação falaciosa que o Estado não pode atender, em  virtude do limite definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Nunca ouvimos por parte do governo, qual e a previsão de arrecadação de 2008. Já que ele não o faz, vejamos alguns números contidos no balanço orçamentário de 2007 e proposta de orçamento de 2008, que por força de lei devem ser publicados mas o governo não os divulga : – em 2007 a folha de pessoal do Executivo consumiu um bilhão duzentos cinqüenta e cinco milhões = R$1.255.000.000,00; – receita corrente líquida três bilhões cento e dois milhões = R$3.102.000.000,00; – limite prudencial em relação a LRF 46,55% um bilhão quatrocentos e quarenta e quatro milhões = R$1.444.000.000,00. Como podemos rapidamente verificar, o Governo, no ano passado deixou de gastar com o funcionalismo do executivo cento e oitenta e nove milhões. No orçamento de 2008, no tocante as receitas correntes está previsto pelo próprio governo um crescimento de 12,98 em relação a 2007, o que projeta uma receita corrente líquida de três bilhões quinhentos e quatro milhões (R$3.504.000.000,00 ); 46,55% deste montante significa que o governo dispõe de um bilhão seiscentos e trinta e um milhões (R$1.631.000.000,00) para os gastos com o funcionalismo do executivo em 2008, ou seja trezentos e setenta e seis milhões (R$376.000.000,00) a mais que em 2007”.

 

A questão do funcionalismo estadual e finanças de SE II

Continua o auditor fiscal:Em 2007 o governo divulgou um superávit de execução (final do exercício fiscal) no valor de duzentos e cinqüenta seis milhões (R$256.000.000,00), as custa com certeza do arrocho salarial imposto ao funcionalismo. E quem não lembra-se quando do anúncio do aumento linear do ano passado, a mesma cantilena foi entoada aos quatro cantos que o governo só dispunha de recursos suficientes para conceder de aumento de 2,9%. Governador Marcelo Deda, fique a vontade, tire a sua máscara de bom moço, e assuma o arrocho salarial que o senhor pretende aplicar ao funcionalismo, principalmente sobre aqueles que levantaram-se contra a sua política neo-liberal (fisco, professores, policiais civis e militares, médicos do IPES) e explica a população sergipana o que pretende fazer com o tão almejado superávit que o governo pretende alcançar. Pois nem em investimentos o senhor gastou, em 2007 estavam previstos 453 milhões e só foram realizados 135 milhões. E as carências de nosso povo que espere, nem valorização do funcionalismo nem investimento em setores essenciais como saúde e educação, a prova é a epidemia de dengue que assola o estado, demonstrando claramente a fragilidade do setor público em atender as necessidades básicas do nosso povo.   Em 2007 foram 256 milhões de superávit, em 2008 quem sabe o preço que pagaremos pela política dos nossos neo governantes liberais. (Paulo Roberto Pedroza de Araujo, auditor fiscal SEFAZ-Se, membro do conselho de representantes do SINDIFISCO).

 

Frase do Dia

“Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”. Ruy Barbosa.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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