Raiva renovada, Reflexões nocivas e Agitações d’Agosto

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Raiva Renovada

Há uma raiva renovada, de novo!

O povo, mais uma vez, foi às ruas!

E o pior, por melhor, foi ali apoiar o Bolsonaro, justo o assim chamado, “genocida”, desbocado e mal-educado, para aqueles que não o têm em bom agrado.

Assim, a toda semana iniciada, vomita-se renovada confissão, em fumaças de dragão.

Querem queimar o mito, arrevessando o estragado no estômago, como se fosse uma larva de vulcão, só mostrando frustração, em má ação exarada, por pior, opinião.

Porque a opinião, é apenas o que ela é, e também o que não é, aquilo que pretende ousar: ser bem maior, muito mais!

E acrescente muito mais!

E amontoe! Até mesmo aquilo que foi previamente combinado e remunerado em paga rasteira de pouco valor!

Digo isso, quase sempre, porque não vejo nenhum ou algum, amealhar fortunas, porque, via de regra, esse povo ganha pouco, vende-se rasteiro, e é perdulário, vivendo sempre numa pindaíba, cavada e caída, por suas posições exaradas, sobretudo naquilo que pretende ser, opinante douto, apenas; e mais das vezes: equivocado!

E ponha engano!

Um equivoco que revela apenas um opinado mal vogado, valendo mais que pouco, raspa de pouco!

Igual ou pior “a eu”, um cidadão pigmeu, que ainda não se acha assim, embora todos o saibam, e me poupem!

E ainda me permitem o rascunho de minhas arteiras, tolas asneiras em piores besteiras, que me saem do cérebro: sem raiva!

E usando o espaço que não é meu, pois não sou jornalista, nem tenho diploma, tento apenas a broma e a troça de um sorriso,… quase de múmia!

Há, porém, outras múmias, que sonhando com o antanho do que passou, bem murchou e feneceu, vêem, sem o desejar por castigo, sobrar-lhes o amanho e o assanho, sem que um rebanho lhes possa balir a dor e o reumatismo, que chega com angústia aqui, e sobrando mais, no mesmo aqui, acolá, e agora em cada esquina, na quinta da rua, no pau do canto e da vida, em tendo que ver por sina e malsina, a treita e a cena trejeita, sem analgesia de morfina, uma mezinha refeita com extrato de beladona, algo que desanuvie o visível, da maleita vinda como desfeita com o Presidente Bolsonaro; logo ele: “um moleque!”, surtando tudo que é xeque, de todo lado e banda, rocando Bispo, Rainha, Torre ou Peão, no tabuleiro político do tablado de xadrez, sem que lhe desfiram mate em xeque, facada ou cheque anônimo, pela CPI rastreado.

E outros, e outros, e muitos!

Pena que não conseguem encher as ruas!

Mas haja rastreios, para solapar o Mito!

Porque lhe jogam tudo; do chifre ao touro, qualquer couro que lhe tanjam, tudo vale: de redinha de pegar caititu a jacaré, covo de pegar siri, armadilha de jungir lagosta, ferrão de garra afiada, água viva pegada “casmãos”, e ardidas caravelas!

Tramelas e destravelas que nem com travel’s checks o prendem e comprometem, enquanto armadilha, alçapão e ardil de finos faros, braguilhas que guardam outros falos, capirotes que só o capiroto, bem sabe usar por capuz, tudo bem alistado, para se bem nutrir no erário.

Ah! Erário, quanto de seu bestiário é assunto do noticiário!

E o Mito; longe! Muito longe, embora mirado a ser baleado e ferido um dia, com garrucha, pedrada ou balesta!

Que tristeza!, três anos quase, e sem escândalo de roubo!

E saber que o povo em seu arrobo o elogia assim: mal-educado e desbocado, o “muleque” que todos bem gostariam de ser igual, no anonimato, é claro!, escondido, assestando bananas cardeais bem lançadas e desferidas, em todas as direções zenitais.

E nesse azimutal amplo, comum e geral, enraivecem-se alguns em babas de serpente, uma gente que traça sem verve, sua verme, opinião.

Digo verme, por comparo com a lombriga, pois até uma minhoca tem a sua subterrânea serventia: aduba o solo, tornando-o fértil, enquanto a opiniática lombrigueira, se orgasma, emprenhando-se, a si mesmo como ameba, para depaupero da nação.

E a nação, sempre mãe gentil e assaz distraída, quando começa a suspirar, recuperar fôlego, crescer, vingar e se alevantar, vê-se logo subtraída, malcomida e carcomida, por essa gente progressista, saúva de fino anseio, sentindo falta do bom recheio que lhe preenche o bolso!

– E o povo na rua? – Cabe a pergunta – Vale alguma coisa?

O povo vale pouco, sobretudo aquele que vai pra rua.

O povo que vale, se é que vale algum, é aquele que não vai para a rua. Prefere ficar em casa, sem torcer e sem gritar, esperando ver o que dizem os jornais, se é que ali dirão alguma coisa por notícia.

Notícia boa é a que os jornais querem dar, sobretudo aquilo que externarão os formadores de opinião, aqueles que não têm voto, nunca se elegem para nada, mas vogam!

– Não se elegem, mas des-elegem! – Uma palavra bem mais importante e que não existe nos dicionários; mas domina e predomina!

– E erguem fogueiras, patíbulos de machado e guilhotina!, cortando a cabeça de quem não se lhe curva, à opinião e ao seu refletir, nacarado!.

Não é à toa que o Mito, com tanta gente a cercá-lo, sofre um assédio incansável da mídia, num bloqueio, nunca visto, em tanto ódio exaltado!

Ódio igual ou parecido, como despertara João Batista aos poderosos, os Herodes e hemorroides de seu tempo.

João Batista, de quem nunca houvera um “ser igual entre os nascidos de mulher”, e que não comia carne, só gafanhotos, folha e raiz, e mel silvestre, isso no deserto, longínquo, lá pregando.

Quando o Batista veio para a cidade, ousou falar mal da carne e do seu pecado, e a história todos a sabem, porque João pela carne foi invocado, como paga de uma dança, um bailado sensual, de uma formosa dançarina, a fogosa Salomé.

E agora em tantos convites fogosos à ereção de forcas e fogueiras, não está a cabeça do  Mito, enquanto “pior filho, dos nascidos de mulher”, sendo requerida, devidamente aparada, e amparada numa bandeja, não de prata, mas de lata, em remunero de outras danças reboladas, devolutas nos jornais, em passos nocivos e lascivos, iguais, sequentes, consequentes e calientes, nos mesmos requentes clientes dos meneios de Salomés?

Porque se a dança não é a mesma, a concupiscência o é, sobrando por descompostura o que falta nos novos dançantes: de Salomé a lascívia e até a formosura!

Mas, como diria Friné, e quem a despiu no Areópago, lá na Grécia: tesão é sempre tesão, coisa de desejo mal-amado e pior fruído, vontade que dá e passa, mas incomoda!

E como dói, como incomoda, quando o desejo falta!

Saber que o tempo passa e pode não voltar, é terrível!

Daí a afasia, o desfastio, a má contemplação da fugacidade do tempo e do ser.

Assim, eis o temor e a pressa: “Que venha o impeachment, o golpe, a fraude eleitoral e até uma facada, como a de César, aquela bem apunhalada, para salvar a República!” Não é assim que transparece a quase unânime opinião dos formadores do “bom juízo” país afora?

E eu nos meus aforas, o que eu tenho com isso?

Eu que tudo contemplo apenas, conferindo o próprio tempo, sem formar melhor juízo?

Até quando em tanto assédio geral, irrestrito e quase unânime, me permitirão ousar o espaço de pensar divergente!

Eu, que nada ganho, nem desejo! Bastando-me o dia, a luz e o calor no meu caminho, sem invocar seguidores, nem despertar paixões?

E sem lista de seguidores, no zapo, ou no book, no WhatsApp, ou no Facebook, é bom que seja dito!, por caçapos que desconheço pouco, muito pouco, por analfabeto, nessa área de redes sociais, sem me fazer qualquer falta!

Mas, que há uma raiva renovada na mídia, só não a vê quem não deseja!

O que é lamentável, afinal se “a voz do povo é a voz de Deus”, por que ficar com tanta sanha se o vulgo é o mesmo em seu contrassenso renovado?

Vamos em frente, quem sabe se o Bolsonaro não cai, essa semana!

De repente ele cai…

E tudo fica igual,…, na mesma caterva, e sem raiva!

 

 

Nocivo em demasia. 

 

Na semana que passou, o Supremo Tribunal Federal prendeu o Ex-deputado Roberto Jefferson, por ameaças ao “Estado Democrático de Direito”.

A prisão, ouço dizer, foi decretada pelo Ministro Alexandre de Moraes, que enfeixa em si próprio, a apuração e o sumário julgamento, dos atos contra a República que, segundo ele, vem sendo ameaçada por falastrões em redes sociais.

Os que não gostam das falas do Jefferson Roberto, vibram com a violência do ato, que lhes parecera brando em demasia.

Eles queriam mais, muito mais!

Só não lhe cortariam a língua porque isso restou medieval, por proibido, e porque pegaria mal vê-lo emudecido, expressando-se por gesto e olhos, um perigo bem pior, nesse tempo de imagens e vídeos tuitados.

Há, todavia, uma constatação, a destacar, afinal a fala qualquer que seja, só ensaia um perigo verdadeiro, se for ouvida e compartilhada.

Porque em verdade, tudo isso é fruto de uma prévia eleitoral excessivamente antecipada.

Há uma percepção, embora não confessada, de uma vitória adiantada do Presidente Bolsonaro, e uma derrota ampla das chamadas esquerdas, que têm o Ex-Presidente Lula, como único pretendente em chances remotas de disputar o pleito.

O problema é que nesse amplo cipoal opinativo, há um excesso de oposição visceral ao Presidente Bolsonaro, que ainda se encontra sobremodo envergonhada de ter que externar a sua velha preferência pelo Ex-Presidente Lula, recentemente alforriado, de tantos crimes acusados e julgados e que depois foram anulados, numa estória longa e inconclusa, a que evitam explicar, temendo não de todo convencer, embora, o seja preciso!

Como vergonha e prisão de ventre é coisa que vem e passa, logo, logo, com ou sem laxante, esse povo irá alimpar os fundilhos e buscar a sua estrelinha bem escondida no recôndito do armário com carinho…

É só uma questão de tempo, coisa de pau torto, enviesado mesmo! Nada que envergonhe!

Vergonha é dizer que não o é, e sê-lo!

Por enquanto, difícil mesmo é erguer bem reto um estandarte de “terceira via”, daí ampla necessidade de calar aquele que vem sendo o preferido das massas, com ou sem urna auditável: Jair, mais uma vez, Messias Bolsonaro! Gostem ou não, um incômodo! Para todos! Quase todos!

Contra tudo ou todos estes, por tanta preferência confirmada, e mal sufocada, está difícil calar o povo em desfiles, carreatas e motociatas, essa horda de bárbaros, como retratou o distante Figaro.

O que não é noticiado assim é tido como “Fake News”, palavra nova, por “propago de mentiras”.

Alguns veem sendo calados na peia, como Jefferson, outros são “convidados” a desistir, por “nocivos em demasia”.

Até mesmo o cantor Sérgio Reis, foi ameaçado de detenção, logo ele que canta alma do povo simples, dos grandes sertões, veredas, com o som berrante, aboiador.

E outros sendo desmonetizados, isto é, sendo garfados, como Bárbara TeAtualizei, notável, tendo o seu vintém apurado, por remunero justo auferido e invejado, via pix, ted, ou doc, estas novidades financeiras, sendo mantido em conta judicial congelada, a ser desbloqueada apenas, via longo processo processual, mediante impreciso procedimento, a suscitar remunero de advogados, e variegado serventuário de selos, carimbos e emolumentos, sem falar de outros procedimentos em alberga e outros embargos de conteúdo auricular, a perpetuar, um longínquo, e assaz distante: precatório.

Só para calar Bárbara TeAtualizei?  Repito, notável, por inteligente, criativa, graça e até beleza, o que não é importante, mas agrada!

Garfar o dinheiro da moça não é inseri-la num purgatório semelhante aos judeus caçados nos pogroms eslavos e nazistas?

Desapropriar o ganho honesto por censura ao seu pensar e opinar?

E o mais lamentável é que isso vem provocando alegria naqueles que se sentem felizes, intocáveis, sobretudo a grande imprensa que chora em demasia quando relembra os regimes autoritários do passado, batendo palmas a este novo arbítrio, tido como “do bem”, por necessário!

Querem dizer em seus editoriais, que é preciso fazer assim, para que Bolsonaro, “o Golpista”, seja extirpado à fórceps, da preferência popular, e que se imponha a ferro e fogo uma terceira via; alguém que lhes seja melhor amestrável.

E quem não se empolga com essa terceira via, quarta ou quinta, todos de baixa presença e categoria?

Não seria bom que o Mito concorresse com o Lula, já que este posa alforriado: está livre, leve e solto, e com namorada nova inclusive!?  Só falta ser aplaudido pelas vias.

Sem contramão e em boa via, uma eleição com os dois, não seria mais-que-benvinda, para a real pacificação da nação, ou vale melhor a violência de esbulhá-los do pleito?

A parte tudo isso, como se deseja é a consolidação dos vícios, o ambiente vem me parecendo: muito nocivo; em demasia!

A ensejar medos!

 

Agitações d’Agosto.

A República brasileira foi proclamada em meio a uma agitação militar.

O povo. como dissera um cronista da época, vira “bestificado” alguém em meio à tropa gritar; “Viva a República!”

Grito que ecoou e se repetiu, em meio a frenéticos aplausos.

Naquele dia, falhara todo um sistema de lei e ordem, com um legislativo bicameral em Câmara de Deputados, rotineiramente renovada, e um Senado vitalício, imaginado como casa sábia constituída de Conselheiros provectos e desprovidos de paixões, político-partidárias, todos a serviço da pátria, sob as vistas de um corpo judiciário, que se não era propriamente um “Poder”, o era vigilante, e, sobrevoando a todos, pairava um “Poder Moderador”, soberano, encarnado nas longas barbas do Imperador.

Escasseava a todos, todavia, o que o povo desejava, e o que a lei não concedia, nem jamais contentaria.

Nesse tempo também não valia o lema, assaz repetido por melíflua  demagogia: “Todo poder emana do povo, etc, etc e tal”.

Na verdade, quando a lei não se impõe, e falha todo o combinado, só o poder das armas confere a ordem, pacificando os exaltados, mesmo que um Ministro deblatere ser tal crime “imprescritível e inafiançável, por hediondo”.

E, como sabido, a Lei sempre o dirá, a seu tempo e gosto, por exemplo, e só para destacar, o recente “alforiamento”, chamemo-lo assim, concedido ao Ex-Presidente Lula, por superior decisão dos altivos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Num contexto mais antigo, a Proclamação da nossa República, no distante 15 de Novembro de 1889, bem apresenta como um exemplo, onde tudo falhou, sobretudo a Lei e a Ordem.

Quem pensaria num Golpe de Estado, fruto de uma Parada militar, fora de hora, com tantos verborreicos “casacas”, ditando recados e comportamentos à nação, todos ali brincando com um poder que pensavam dispor, embora já o tivessem perdido, de longa data em excesso de ilusão, e em falseio de sua real condição?

O Império e toda a sua estrutura não ruíra num grito zoado no “Campo de Santana”, mal-ouvido pelo povo, que tudo vira e aplaudira, segundo o circunstante Aristides Lobo, narrando os que ali na praça urravam e festejavam; “bestificados”?

Dir-se-á que o povo é bobo, e nunca o foi diferente.

“O povo é uma besta”, dirão outros, afinal dir-se-ia também, que a República fora proclamada por um Marechal ameaçado por um colega de farda que lhe teria sido um rival, de um amor remido, em refrega vencida, mas que não fora convencida.

Essa coisa comum e bisonha, de uma mulher ser cortejada por dois varões, e que, ao escolher um…,legou ao outro, uma peçonha tamanha, a promover uma disputa, para sempre; inconclusa!

Ou uma péssima conclusão!, porque se dizia, que o Deodoro, herói Marechal da Guerra do Paraguai, pretendera o leito e o afeto de uma jovem viúva, Maria Adelaide Andrade Neves Meireles, Baronesa de Triunfo, que o rejeitando, preferiu um outro militar, Gaspar Silveira Martins, não tão heroico quanto, mas, por quê queixar-se às rosas, e falar tanto do seu encanto e perfume, se as mulheres exibem e não explicam, com o seu despetalo profundo, a preferência do seu agrado e desejo?

Em tese comum de lei profunda, ter tesão ou não a ter, a contento e bem saciada, estaria só aí a causa prima  da República proclamada?

Se não fora assim, Gaspar Martins iria conter o Golpe na tropa ensaiado, devendo prender o líder da anarquia, o barbudo Deodoro, por indisciplina, comum doutrina daqueles que gostam de submeter aos seus pés, por escabelo, o que lhes não cabe nem domina.

Nesse contexto anárquico, volto-me aos idos de 1815, quando Napoleão Bonaparte, fugindo da ilha de Elba, avançava aclamado pelo povo, em direção a Paris, onde implantaria o seu último período imperial: “Os Cem Dias”.

Como o Ex-Imperador, posava de “usurpador”, alguém que conflitava Lei e Ordem, e sua cavalgada inicial, quase individual, e sem apoios, era apenas um insurgente incômodo, o Rei Bourbon, Luís XVIII, recém entronado, encomendara ao General Ney a prisão daquele “ogro”, assim tido e chamado, por havido.

O general Ney, fora antes um dos validos de Napoleão, mas agora na nova grei, servia à ordem dos Reis, recentemente estabelecida.

Conta-se que o Ney general dissera presto e solícito; “Trá-lo-ei a ferros!”, sentindo-se talvez em novo Cesar, comparado, conduzindo o gaulês Vercingetórix, numa jaula acorrentado, para execração pública, perante o Senado e o povo de Roma.

A história conta, que as tropas de Ney ao ouvir de longe os aplausos dirigidos a Napoleão, aos poucos foram aderindo ao “Viva o Imperador”, urrado pela massa, findando com o próprio Ney aderindo e batendo continência ao Herói de Marengo e Austerlitz.

Depois, quando Napoleão perdeu a guerra em Waterloo, os “Cem dias” se esfumaçaram, e o Rei Bourbon voltou ao trono, eis o General Ney, acusado de deserção e lesa-pátria, sendo condenado ao fuzilamento, por alta traição; um crime que deveria ser, por certo, àquele tempo: “imprescritível, inafiançável, por hediondo”! Só para usar as palavras do nosso Ministro, que assim ameaça eventuais arroubos contra os poderes da nossa República.

Em semelhante descortino, há um amplo desejo de conflagrar a ordem, dos que sem comando nem respeito, querem exercê-lo, a fio e força, tentando desmoralizar a tropa.

“Enquadre-se!” – Pareceu dizer um Deputado, ameaçando o Ministro da Defesa a restar jungido no seu quadrado.

“Há algo de podre!”, não no Reino da Dinamarca, mas no aquém da fricção do que se fofoca no Planalto!

Estão a querer brandir cacetes contra as ameaças ao “Estado Democrático de Direito”, essa tolice que só vale como convenção, espécie de Lei de Deus, sem lei, e sem deus, se degradando por decadência de respeito.

E onde residirá o tal respeito, se o que deveria ser solido e monolítico, esfacela-se no ar como fuligem ao vento?

E em semelhante sota-vento, o que foi sempre será, como repete o Livro Santo, sem prescrição de tragédia, farsa dantesca ou comédia!

O que seria farsesco?

E tragédia, o que seria, se o homem é sempre o mesmo, nunca aprendendo com seus erros, regozijando-se com os erguidos e esquecendo presto os derrubados e caídos?

Nestes tempos de poucos endossos, estaria a História querendo se repetir, em novos golpes, em derrubadas comuns, por freios de arrumação?

Será algo querendo a ocasião para uma disputa no leito e fora do eito, para o proveito de algum ou de refestelo de alguém?

Por enquanto, repetem a exaustão: – “O vilão é esse Presidente falastrão!”.

– “Está muito bravateiro!” – dizem outros,  querendo mais…

Na Proclamação da República, por exemplo, o vilão nunca fora o Rei Pedro II, mas o conjunto de “casacas”, como se dizia então, daqueles políticos que logo se enturmam fácil, “para que na mudança tudo reste (ou restasse) igual”.

E aqui estou a usar uma frase inspirada em Giuseppe Tomasi de Lampedusa em seu genial “Il gattopardo” (O leopardo), narrando os feitos do “Risorgimento” italiano, nos idos de 1860, quando uma nobreza decadente e empobrecida, percebe que é melhor aderir, do que se suicidar, juntar-se às tropas estropiadas de Giuseppe Garibaldi, para melhor se enturmar aos novos tempos de uma burguesia sempre ávida pelo poder.

O mesmo se pode dizer com Getúlio Vargas em 1937, lá distante, eliminando eleições gerais, derrubando Magistrados, Governadores e Prefeitos, Deputação Federal, Estadual e Edilidade, extinguindo até mesmo a Federação e os Estados partícipes, numa solenidade pública muito aplaudida, com o povo em geral queimando as suas Bandeiras, como se fosse o instauro de uma nova era, chamada então de “Estado Novo”.

Depois, como se sabe, o “Estado Novo” caiu, oito anos depois. Uma eternidade!

Vingou uma Democracia, dita Nova, mas que resistiu pouco ao debate e a agitação pós-eleição.

Assim os militares intervieram várias vezes no debate, uns querendo o seu apoio, outros o seu apodo.

Na semana que passou, mais precisamente no dia 25 de agosto, aconteceu a comemoração do “Dia do Soldado”, sendo reverenciados os valores pátrios enfeixados na figura de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Na história recente, tem sido comum desde o império da “Constituição Cidadã” o desprestigio das nossas forças armadas.

Elas já foram, inclusive, desclassificadas como valhacouto de covardes, as casernas sendo denunciadas como cenário de tortura e violação, um exagero que a democracia vem permitindo, sem ver crime, uma ofensa qualquer que seja mínima!

Insulto agora é opinar um descrédito com os homens que fazem a nossa democracia.

Que as armas não lhe sejam entregues, em rendição à demagogia!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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