Rio Antigo (RJ) – Da Cinelândia à Lapa – 1° parte

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O ponto de partida para se conhecer um pouco da história do Brasil no Rio de Janeiro e iniciar um

Teatro Municipal da Rio de Janeiro restaurado Foto: Silvio Oliveira
passeio a pé na Praça Floriano Peixoto, Cinelândia. A concentração de prédios históricos é de impressionar, sem contar com os antigos cinemas, referência para nomear a região de Cinelândia.

Cine Odeon, Cineac Trianon, Cinema Parisiense, Império, Pathé, Capitólio, Rex, Ravióli, Vitória, Palácio, Metro Passeio, Plaza e Colonial eram alguns deles, mas hoje, apenas o Odeon permanece funcionando. Porém, são os palácios que chamam a atenção no cruzamento entre a Praça e a Avenida Rio Branco: Teatro Municipal, Biblioteca Nacional, Assembléia Legislativa e o Museu Nacional de Belas Artes.

O Teatro Municipal anima os olhos dos visitantes ao demonstrar sua suntuosidade em perfeitas

Biblioteca Nacional na Praça Floriano. Foto: Silvio Oliveira
curvas e jogo de cúpulas. Totalmente restaurado, faz parte de um conjunto arquitetônico com a Biblioteca Nacional e a Assembléia Legislativa sem ter inveja de nenhuma cidade européia.

O projeto que tem recuperado espaços privados e públicos se chama Polo Novo Rio Antigo, em parceria com a iniciativa pública, e vem transformando casarões do centro do Rio e adjacências em efervescente polo cultural, porém agradece a memória, posto que revitalizações de prédios públicos tem gerando aplausos de quem lá visita.

Mais a esquerda da praça, caminhado pela Rua da Carioca, o Largo da Carioca une o

Largo da Carioca, ao fundo, Museu de Arte Sacra. Foto: Silvio Oliveira
antigo e o moderno com a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco Penitente e o Convento de Santo Antônio. De lá avista-se o moderno prédio da Petrobras e as primeiras impressões da Catedral do Rio de Janeiro, uma obra modernosa em meio à aranhas-céu empresarias.

Caminhando pela Rua da Carioca observa-se diversos casarios que outrara foram salas de projeções até chegar a Praça Tiradentes, hoje, finalizando a revitalização. No logradouro fica a primeira estátua erguida em praça pública no Brasil, em homenagem a D. Pedro I; o Real Gabinete Português de Literatura, em estilo mourisco; dois grandes teatros: Carlos Gomes e João Caetano, palco das primeiras apresentações de Carmem Miranda e a famosa e popular

Rua do Lavradio e seus casarios. Foto: Divulgaçao
gafieira Estudantina.

Bem próximo dali, desce-se pela Rua do Lavradio, aberta em 1771 com a finalidade estritamente residencial. Possui prédios de grande importância histórica dos séculos XVIII, XIX e XX. Além disso, está extremamente próxima à arquitetura moderna da Avenida Chile. Esta rua também foi berço da imprensa e dos teatros,  tais quais Teatro Serrador, Recreio, Theatro Apollo (1890), o Theatro Polyteama Fluminense (1880), o Éden Lavradio (l895), o Theatro Lavradio (1824), (ou do Porphyrio, onde hoje funciona a Loja Maçônica), o Theatro da Exposição de Aparelhos a Álcool (1903), o Theatro Circo (1876) e o Teatro High Life (1900), especializados em artes circense.

Lapa visto dos Arcos da Carioca. Foto: Silvio Oliveira

Apesar da identidade própria, e de ter adquirido suas próprias características, a Rua do Lavradio hoje é muito mais que passagem não demarcada entre a Praça Tiradentes e a Lapa. Com todas as transformações ocorridas com os anos, a Rua do Lavradio se transformou num elo muito maior, entre a Av. Chile, a Praça XV, o Largo da Carioca e a Cinelândia. Com isso, acabou por se transformar e voltar a ser uma artéria importante no Centro, o coração do Rio, transformando-se em polo cultural e rua de antiquários.

O ponto de parada desta primeira viagem ao Rio Antigo é a Lapa, bairro onde o mundo se encontra e é no gingado do samba carioca que turistas conhecem o carioquês, o batuque, a cerveja gelada e a malandragem.

Várias casas de show na Lapa, como a Estrela da Lapa. Foto: Divulgação

Ladeado pelos Arcos da Lapa, o emaranhado de bares e restaurantes em casarios é sinônimo de convergência da democracia e da boemia nacional e, por que não, internacional?

A Lapa foi reduto de padres em 1750; da corte portuguesa em 1808; bairro nobre em 1920, reunindo nomes como Villa-Lobos, Di Cavalcanti, Jaime Ovalle, Ribeiro Couto e Zé do Patrocínio, entre outros músicos, pintores, poetas, cronistas e jornalistas.

Hoje a Lapa mostrou seu poder de transformação e se revela numa atmosfera moderna, ao mesmo tempo, nostálgica, numa unissonidade de cores e emoção.  É só percorrê-la para perceber.

Dicas de Viagem

ü  No centro do Rio de Janeiro há bons hotéis, como os da rede Accor, para quem procura custo/benefício, mas há linhas direta de metrô, ônibus ou táxi para as principais praias da cidade, onde se concentram a rede hoteleira.

ü  Em cada esquina do centro do Rio de Janeiro há um boteco pronto para servir as famosas comidinhas de final de tarde. Vale a pena conferir os famosos sanduiches da Rua do Lavradio e os tira-gostos de boteco carioca.

ü  Na Rua do Lavradio há vários bares sofisticados que ficam em antiquários, com obras de arte por todos os lados. Na Lapa, as instalações de bares e restaurantes em casarios proporcionando lazer para todos os gostos e bolsos. É só caminhar.

ü  A Lapa começa a ferver por volta das 19h quando muitos executivos deixam os prédios públicos próximos. A tarde não é uma boa opção, a não ser que queira somente passear.

ü  Subindo da Lapa para o Centro pela avenida República do Paraguai ou República do Chile é importante visitar a Catedral do Rio de Janeiro, tirar uma foto nas passagens de pedestre com os prédios modernos ao fundo e conhecer a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. O passeio pode ser feito a pé.

ü  A Rua da Carioca fica bem pertinho e pode-se ir até o Largo da Carioca e Praça Floriano. O teatro municipal ainda não está fazendo visitas guiadas por conta da restauração.

ü  O Rio tem muitas atrações para quem quer fugir do binômio praia/ calçadão. Tire mais de um dois para conhecer o Rio histórico. O Paço Imperial, o Arco do Teles, as igrejas Candelária, da Sé, os museus e teatros ficam bem próximos e requerem tempo para serem visitados.

Registros

Praça Tirandentes com a estátua de D. Pedro I. Foto: Silvio Oliveira

Arcos da Carioca ou da Lapa, ao fundo, Catedral do Rio. Foto: Silvio Oliveira

Lapa, Centro e modernidade. Foto: Silvio Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

Teatro Municipal de outro ângulo. Foto: Silvio Oliveira

Assembléia Legislativa na Praça Floriano. Foto: Silvio Oliveira

Arcos da Lapa em restauração. Foto: Silvio Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

Na Bagagem

A orla Pôr do Sol atraiu centenas de visitante no final de semana. Espera-se que a orla da Aruana seja inaugurada em breve.

A decoração natalina de Aracaju entra na fase final e deverá terminar nos primeiros dias de dezembro com a entrega da decoração a sociedade. O presépio do parque da Sementeira será entregue dia 06 de dezembro.

A programação do réveillon da orla da atalaia será com Margareth Menezes e Diogo Nogueira. A aprovação da programação tem repercutido na cidade.

Pelo segundo mês consecutivo, as despesas de turistas brasileiros no exterior bateram record. A informação é do Banco Central, divulgada nesta terça-feira (23), e registra que os gastos, em outubro, somarem US$ 1,69 bilhão,  maior valor para todos os meses desde 1947.

A rede hoteleira francesa Accor quer lançar no Nordeste um modelo de franquia para os hotéis da bandeira Formule 1, que prevê a construção de cem hotéis em cidades de 100 mil a 500 mil habitantes, com investimento de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões por unidade. Os recursos poderão vir de linhas de financiamento, como as do Banco do Nordeste. Será que Sergipe está incluso nos investimentos?

Entre os dias 18 a 21 de novembro, a capital do frevo se destaca mais uma vez como um destino receptível ao público GLS.  Isso acontece quando o Recife Convention & Visitors Bureau em parceria com a Secretaria de Turismo do Recife apresenta as potencialidades do Recife e Região Metropolitana em um pavilhão específico para o turismo GLS durante o 22º Festival do Turismo de Gramado.

Passaporte

Londres – Símbolos ingleses

Ônibus vermelho de dois andares, táxi preto que recolhe impostos para a Coroa Inglesa e Big Ben são

Big Ben e táxis escuros são atrações.
alguns dos símbolos não somente londrino, mas inglêses, conhecidos em todo o mundo. Os orelhões vermelhos também fazem parte do cotidiano dos ingleses, sem contar com o chopp do fim de tarde em um dos diversos pubs da esquina.

Sem os símbolos, a capital da Inglaterra ficaria indiscutivelmente menos harmoniosa. Por conta de seus pontos turísticos, atrações culturais e artísticos e eles, os símbolos, Londres atrai mais de 1 milhão de turistas por ano.  Atrações à parte, a capital londrina é um verdadeiro emaranhado de  cores, hábitos e costumes.

Foto: Silvio Oliveira

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