SERGIPETEC: SUPERFATURAMENTO COMPROVADO

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Depois de sofrer um desgaste desnecessário com o primeiro processo licitatório para as obras do SergipeTec, anulado após denúncia de superfaturamento feita pelo empresário Luciano Barreto, da Celi Construções, o Governo de Sergipe irá agora realizar concorrência para definir o novo valor a ser contratado e qual empresa será responsável pela obra.  A data marcada pelo DER é 15 de junho.

No processo anterior, colocado sob suspeição, o governo autorizava a empreiteira pernambucana Queiroz Galvão a realizar as obras por R$ 55 milhões, valor considerado um verdadeiro absurdo diante do que se pretendia fazer na área do SergipeTec.  Denúncias vieram à tona e, como conseqüência, o governador João Alves Filho viu-se obrigado a anular o contrato, após inúmeras tentativas de explicar o inexplicável.

Na nova concorrência marcada para junho, o Governo de Sergipe, por meio do DER, já estipula antecipadamente que dois lotes serão licitados. O primeiro prevê obras de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização e obras complementares e está orçado em aproximadamente R$ 15 milhões. O segundo, avaliado em R$ 6,9 milhões, prevê serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, rede de energia, comunicação e segurança. Ou seja: uma obra de, no máximo, R$ 21,9 milhões.

Diante dos novos valores postos, a perplexidade com a diferença de preços entre a primeira e a segunda licitação tomou conta de todos, até mesmo dentro do governo. Ninguém jamais poderia imaginar que se chegasse a tanto. Afinal, não se trata aqui de superfaturamento, mas sim de um super-hiperfaturamento. Algo em torno de R$ 35 milhões acima do preço normal da obra.  

Nos bastidores do poder, há comentários de que o governador João Alves só tomou conhecimento da gravidade do “problema” após a denúncia feita pelo empresário Luciano Barreto. E que não vai deixar esse esquema passar em brancas nuvens. Cabeças irão rolar. Comenta-se também que, desta vez, a construtora Queiroz Galvão ficará de fora do certame já que os novos valores previstos pelo governo são “inexeqüíveis”. Pelo menos, para ela.  

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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