SERVIDORES ESTADUAIS DEVERÃO TER 8,57% DE AUMENTO

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O governador Marcelo Déda pretende viajar para os EUA, amanhã, com a consciência tranqüila do dever cumprido em relação ao funcionalismo público estadual. O governador deve anunciar um reajuste salarial de no mínimo 8,57%, retroativo a primeiro de abril, para a grande maioria dos servidores da administração direta e indireta do estado. Um aumento pra lá de significativo, se levarmos em conta as dificuldades financeiras do Tesouro estadual (segundo informações da própria SEFAZ) e o atual momento de estabilidade econômica por que passa o país, com redução gradual da taxa básica de juros (Selic) e baixa inflação.

 

Além desse reajuste nos salários, o governador também pretende viajar colocando um ponto final na questão do Funaserp, motivo de reiteradas críticas por parte de seus adversários, que não acreditavam – e nem acreditam até agora – na possibilidade de uma solução rápida e pacífica para esse “problema”, logo nos primeiros meses do novo governo.

 

Sim, sem dúvida alguma, um “problemaço” de difícil solução para qualquer governante em início de mandato, principalmente, quando se sabe que esse tema servira de forte argumento na conquista de votos, durante a campanha eleitoral do ano passado. O então candidato Marcelo Déda Chagas – quem não lembra – garantira a devolução do Funaserp aos servidores estaduais como ponto de honra de seu futuro governo, caso eleito. E a não devolução dos R$ 45 milhões, descontados dos servidores e recolhidos, irregularmente, ao Funaserp, no período de 2002 a 2005, poderia se transformar no calcanhar de Aquiles do governador, ao longo de sua gestão.

 

Imagine você, caro leitor, qual não seria a agonia de nosso governador ao ter que encarar, diuturnamente, o Síntese e demais sindicatos “em sua cola”, cobrando-lhe cumprimento de promessa de campanha. Um verdadeiro suplício!

 

Mas, pelo visto, esse problema deverá ser equacionado com a proposta a ser feita pela área econômica do governo aos servidores, hoje ou amanhã. Dificilmente, o parcelamento proposto não será acatado pelos líderes sindicais, ávidos por uma solução digna para essa questão. Os servidores hão de entender que o que lhes fora descontado, mês a mês, ao longo de dois anos, também terá que ser devolvido, mês a mês, dentro de critérios lógicos e viáveis.

 

Acredito, portanto, que o governador Marcelo Déda poderá viajar em paz.

 

 

*********JORNAL DA MANHÃ DA RÁDIO JOVEM PAN ********

************ DE SEG . À SEX. ÀS 7 DA MANHÃ ************

 


 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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