Sobramistas em ação fazem História

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A quarentena colocou a nossa turma pra trabalhar intelectualmente de uma forma bem intensa. Começando pelo sobramista Antônio Carlos Sobral Sousa, incansável, com diversas participações na imprensa e em lives variados, vem trazendo informações valiosas sobre o Covid-19. Ele participa do grupo gestor da pandemia no Hospital São Lucas. Mas gostaria de destacar também os sobramistas Emerson Costa e José Aderval Aragão, que vêm fazendo lives todos os sábados, com convidados de várias áreas trazendo, em entrevistas temáticas bem interessantes, mais informações para a população e para os profissionais de saúde. É o caso também das sobramistas Stela Santana, todas as segundas-feiras e Déborah Pimentel, com a turma da psicanálise e psiquiatria, além de Roberto César e Sonia Lima, com a turma das escolas médicas.

Vimos com satisfação, informado em primeira mão pelo sobramista Alvimar Moura, que a Unimed felizmente vai retomar as ações sócios culturais e ambientais que colocaram a cooperativa na panteão das grandes empresas sergipanas, anos atrás. Digo isso com orgulho e muita satisfação porque participei ativamente desse passado ainda tão presente na cabeça das pessoas. E para cuidar da área convidaram o sobramista Rômulo Oliveira Silva, que já assumiu no último dia 01 de junho. Contumaz batalhador pela cultura sergipana e das artes em geral, ele  vai retomar seguramente os belos projetos perdidos  da cooperativa, com o apoio da atual diretoria. E já colocamos a Sobrames à disposição para colaborar.

Samarone de vento em popa. Ele continua nos brindando quase que diariamente com suas crônicas do cotidiano, como um atento e crítico observador dos fatos que vêm ocorrendo no nosso universo atual, mas sem perder o fio da História. Alguns deles são bem pitorescas, outras vêm carregadas de um forte elemento histórico, que nos levam a profunda reflexão. Quem quiser conferir mais escritos do médico e professor Samarone, é só acessar o blog http://blogdesamarone.blogspot.com. Para mim, visita obrigatória! Nos dias que estou pra baixo, receito-me as suas palavras, com posologia livre e sem efeitos colaterais

Outro baluarte incansável pelas boas causas é o sobramista William Soares, amigo dileto e parceiro de ações extraordinárias, que vem comandando lives do GRUSEF (leia matéria nesta edição) e promovendo resgates históricos importantes. E o faz com muita competência e gosto. Ele também é o idealizador e coordenador do encarte DIARIO DA QUARENTENA, que virá incluído na Antologia SINAIS, neste ano na forma de E-Book. Brevemente ele estará lançando um opúsculo sobre o Tenente-Aviador Aurélio Vieira Sampaio, sergipano morto em combate na Itália, no último ano da Segunda Guerra Mundial. Muitos dizem, com alguma razão, que somos loucos. Ah, bendita loucura!

Informando em primeira mão. Já está pronto o livro Memórias, de Lauro Fontes, colega médico, que nos brinda com suas reminiscências pessoais, nem sempre amenas mas verdadeiras,  adormecidas no seu coração de criança, adolescente e adulto jovem e que moldaram a sua íntegra personalidade, transformando num cardiologista consagrado pela competência e humanismo. Uma leitura obrigatório. No prelo, chegarão mais dois livros: o sobramista Gilmário Macedo vem com Breve Crônica da Radiografia Sergipana e a professora Maria do Socorro Diniz, sobramista por grande afinidade, lança Nos Retalhos da Memória, uma autobiografia escrita com muita paixão, riquíssima em detalhes de sua trajetória de vida desde a Paraíba, estado natal até assentar a poeira em definitivo em Aracaju, pra nossa sorte. Participo dos dois livros, como prefaciador, no primeiro e apresentador, no segundo. Quanta honra!

Quem não gosta de Guerrinha? João Conrado Guerra Filho – o Guerrinha – chegou chegando! A partir do primeiro telefone do querido colega Evandro Sena e Silva fazendo a sua indicação, não passou 24 horas e já estava ele admitido na Sobrames,  com ficha cadastral e tudo,  logo incluído no zap, passando a  veicular várias crônicas bem saborosas, gerando comentários elogiosos e saudosistas da confraria. Uma aquisição de peso, física e intelectualmente! Seja bem-vindo, Guerrinha!

Durante esta pandemia, que está deixando muita gente em casa, algumas instituições vem tendo dificuldades para subsistência. É o caso das filantrópicas, como o Asilo Rio Branco e o Same. Para ajudar essa turma, o confrade sobramista Sotero está liderando uma campanha de doação de cesta básicas de alimentação, que poderão ser entregues na Clínica de Diabetes que fica na Guilhermino Rezende.

Candelária morreu aos 70 anos (Foto: arquivo familiar)

Mais uma personalidade que marcou a vida sergipana, povoando o imaginário popular  na segunda metade do Século XX, se foi. Refiro-me à Candelária. Por mais de uma vez a recebi em meu consultório do Santa Isabel para prestar-lhe assistência médica e pude perceber ( e entender) a sua história de vida sofrida mas que trazia na essência uma humanismo invulgar, pela luta que se dedicou na defesa das moças mais desprotegidas socialmente. Um ser humano digno de respeito e reconhecimento. Para homenageá-la, transcrevo o poema Candé, do escritor e médico Marcelo Ribeiro, escrito após a sua morte, ocorrida na semana que passou.

CANDÉ                                                                                                                                                    Morreu Candelária.

Levou parte dos meus sonhos de juventude

Quando a via desfilar altiva pelas ruas da cidade

E a seguia, ávido por um olhar, restrições da pouca idade.

O esvoaçar do vestido azul

O seu ar desafiador

As promessas de amor

Ah! Tudo o tempo levou.

Restaram o perfume forte

O desejo de ser amigo do rei

Mas a moça se superou

Virou ativa guerreira, Presidente

Da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sexuais

E a ex-moradora de rua corroborou

Que dignidade é perene.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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