Título e identidade para votar

0

  Esta coluna recebeu alguns e-mails sobre o processo eleitoral principalmente no interior do Estado, onde ainda são usadas praticas escusas com o intuito de burlar a legislação, sobretudo no dia da votação. Nestes e-mails são relatados alguns casos ocorridos nas eleições municipais, onde candidatos fazem de tudo para comprar o voto do eleitor.

   Alguns leitores pedem que a Justiça Eleitoral determine a exigência da Carteira de Identidade ao lado do titulo eleitoral no dia da votação. Essa medida faz-se necessária face à prática de compra e retenção de títulos no interior do estado, o que já configura a prática de crime eleitoral e a conseqüente substituição do eleitor subornado por outro que votará no seu lugar. Assim, um voto comprado vale por dois.

 Um leitor lembrou que “recentemente na última eleição para o governo municipal da cidade de Itabaiana, o juiz orientou que os eleitores levassem o título e um documento de identificação, exceto aqueles que são notoriamente conhecidos. Pasmem os senhores, teve liderança política que não gostou da idéia e criticava o magistrado pela atitude, mas não o fazia abertamente. O Juiz colocou inclusive veículos a disposição daqueles que tivessem interesse de se dirigirem a Aracaju para a confecção da carteira de identidade. A conclusão dos fatos é que a sociedade compareceu atendendo ao pedido do Poder Judiciário. E o resultado da eleição como todos sabemos, é que o líder político que estava no poder durante vinte anos, não teve uma vitória esmagadora como era de costume ao contrário, perdeu a eleição” lembrou o leitor.

    Para as próximas eleições municipais o Tribunal Superior Eleitoral – TSE, espera iniciar um novo processo que será o mais moderno do mundo. São urnas eletrônicas que já estão sendo testadas onde o leitor, quando tirar o titulo eleitoral, fará o cadastramento da impressão digital. Com isso a possibilidade de fraude, ou seja, de um eleitor votar no lugar do outro será nula.

      Infelizmente as preocupações de alguns leitores tem sentido, principalmente nos municípios onde várias lideranças acham ainda que existem os famosos “currais eleitorais” e não admitem que o eleitor está mudado. Não seria nada demais a Justiça Eleitoral determina o uso da carteira de identidade junto com o título eleitoral para a eleição deste ano.  A verdade é que não se pode acreditar na exigência de apenas o título de eleitor  como documento necessário para se exercer o direito de votar. Seria bom para a democracia e para acabar com o crime eleitoral que é praticado por algumas lideranças políticas.

 

 

Será a operação coqueiros?

O comentário a “boca miúda” entre alguns empresários e políticos é que a Polícia Federal está fazendo outra investigação no Estado numa operação que pelo que está sendo investigado deveria se chamar “operação coqueiros”. Fala-se num empreendimento que foi vendido há quase dois anos e um dos “sócios” chegou com R$ 500 mil em espécie. A investigação seria por conta de lavagem de dinheiro numa reforma que já chega a R$ 5 milhões e alguns “donos” que são “laranjas”. Se for verdade a operação também terá forte repercussão política.

 

 

João Alves saiu sem responder I

     No último sábado, na rádio Xingó, em Canindé, o governador João Alves concedia entrevista no programa apresentado por Zé do Sertão, às 16h, quando o jornalista Luiz Eduardo Costa, proprietário da emissora, entrou no ar e perguntou na bucha: governador o senhor acha certo ter R$ 30 milhões em publicidade e perseguir as rádios que fazem oposição ao governo estadual, como a Xingó FM, enquanto destina verbas de publicidade para a empresa do seu filho e de seu genro? Silêncio total. Depois o locutor informou que João Alves tinha saído e que o assessor David Leite iria responder. Ninguém ouviu.

 

João Alves saiu sem responder II

   Que tal alguém perguntar a João Alves (como no chat que será realizado aqui na Infonet na quinta-feira) se ele acha ético o jornal Correio de Sergipe, de propriedade da família dele, publicar matérias diárias contra a oposição e publicar, como na semana passada, uma manchete que ele ganharia no 1º turno, quando na verdade o instituto de pesquisas não citava isso. Tanto é que, a mesma pesquisas nos outros jornais, foi tida no máximo com um empate técnico. Vossa Excelência considera legítima a utilização de verbas tão significativas de publicidade dirigidas a órgãos de imprensa que são de propriedade do seu filho e de outros familiares do senhor?  O senhor considera que esses órgãos de imprensa têm a legitimidade necessária para noticiar com isenção os fatos da vida política do Estado? São perguntas que não calam nas mentes dos que têm discernimento para saber o que é certo e errado na imprensa de Sergipe.

 

 

Caixa preta dos petistas

De um aliado do PT, em e-mail enviado para esta coluna:  “o problema do PT é que em vez de contratar profissionais, contratam correligionários, militantes e amigos de partido. Eles só confiam neles mesmos, parece máfia, mas é aí que mora o perigo, pois os assessores em vez de bater a mão a mesa, batem nas costas. Isto é, em vez de trabalhar com competência (se tiver), dão “tapinhas” nas costas dos candidatos e dizem que está tudo bem. Ora, campanha política é feita por profissionais e não por fã-clube. Essa imaturidade profissional é que dá medo. Já que a “ideologia” não existe mais e os partidos estão todos “partidos”, que pelo menos aprendam a trabalhar. Política de “panelinha” não alimenta votos”.

 

 

 

Deficientes auditivos também votam I

A Procuradoria Regional Eleitoral, através do Procurador Regional Eleitoral Eduardo Botão Pelella, alerta aos candidatos, Partidos Políticos e Coligações para a necessidade da utilização da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) ou recursos de legendas nos programas da propaganda eleitoral gratuita da televisão.A obrigatoriedade está prevista no art. 58 da Resolução nº 22.261, do Tribunal Superior Eleitoral, e tem como objetivo garantir o acesso das pessoas portadoras de deficiência auditiva aos programas eleitorais.

 

 

Deficientes auditivos também votam II

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, encaminhou ofício à ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, solicitando considerações acerca do horário de verão, para que o início do período não coincida com o dia das eleições.No documento, o ministro Marco Aurélio consulta sobre “a possibilidade de, em se adotando no Brasil, este ano, o horário de verão, estabelecer-se como termo de início data posterior a 1º de novembro, a fim de garantir a manutenção e estabilidade dos sistemas computacionais desenvolvidos para processar os 1º e 2º turnos das Eleições Gerais de 2006”. O documento foi encaminhado à ministra na tarde desta segunda-feira.

 

 

Única acertou nas últimas eleições

A Unidade de Informação, Pesquisa e Consultoria Ltda – Única tinha registrado a pesquisa divulgada ontem no TRE desde o dia 9. Porém, no site do Tribunal não constava o registro. Esta coluna recebeu a pesquisa desde sexta-feira e não divulgou por precaução. A pesquisa deu uma diferença de 12% para Deda que ganharia no 1º turno. Detalhe: nas últimas eleições municipais em Aracaju, a única acertou os percentuais da vitória de Deda para prefeito. Também na eleição de Capela, que foi realizada mais recentemente, também acertou a vitória de Sukita.

 

Semana da Pátria

Amanhã, às 9h, no auditório do Palácio dos Despachos, o Governo do Estado de Sergipe e a Secretaria de Estado da Educação, realizarão a solenidade de  implantação da Comissão Estadual Coordenadora das Comemorações Cívicas da Semana da Pátria 2006.

 

 

 

Alô, alô Edvaldo

A praça da Imprensa está praticamente abandonada. O prefeito Edvaldo Nogueira não deve ter conhecimento do problema já que o local é pequeno e com uma verba insignificante resolverá o problema, principalmente da calçada que está com diversos buracos prejudicando os moradores que na sua maioria são da chamada terceira idade.

 

 

Veiculo sem identificação

Na última sexta-feira pela manhã, às 8h, uma pick up corsa branca, trafegava pela Avenida Beira Mar, com o motorista tendo ao lado uma mulher que o abraçava e beijava a todo momento. Nada demais se o veículo não tivesse a placa branca (HZO -7983) com o nome Sergipe. Sem identificação nenhuma do órgão responsável este colunista fez a averiguação no Detran e descobriu que a pick up branca é da Secretaria de Estado da Saúde.

 

 

Tucano tem moral para cassar?

Ao invés e ligar para o presidente estadual do PSDB, Ulices Andrade, o ex-governador Albano Franco preferiu acreditar nas fofocas de que ele teria ido para um ato de Deda no Instituto Histórico. Ulices não foi, porém Albano ameaçou uma punição rigorosa. É preciso lembrar  que o ex-governador Albano Franco não pode cassar ninguém senão teria que fazer uma auto-critica que o levaria a própria cassação. Ou seja, se tem alguém que deveria ter a candidatura cassada literalmente era Albano Franco e não os tucanos que permaneceram no ninho sem mudar de galho.

 

 

 

Apoio em Brejo Grande

O ex-prefeito de Brejo Grande, Antonio Machado Neto, decidiu apoiar a candidatura de Pedrinho Valadares para deputado federal. O encontro que consolidou a aliança política ocorreu no domingo, em meio a uma grande aglomeração de pessoas naquele município. Depois da cidade beiradeira, Pedrinho ainda arranjou tempo para ir ao município de Capela, onde também recebeu adesões de populares e lideranças políticas.

 

 

Seleção para estágio

No próximo dia 21de agosto, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h, a Missão Criança Aracaju estará realizando uma seleção para estágio em Serviço Social. Os candidatos, que devem cursar a partir do 5º período do curso, deverão agendar sua entrevista com antecedência e apresentar seu currículo no dia da seleção. Maiores informações pelo telefone 3246-5211.

 

 

Frase do Dia

“Cidadãos que eram inimigos mortais, de interesses e partidos opostos, que sempre fizeram criticas e denúncias de roubos uns contra os outros, quando chega o período eleitoral, acabam se tornando amigos inseparáveis, carne e unha. E as desavenças de outros tempos?”. Trecho do artigo do jornalista Bruno Leonel publicado no informativo Cinform desta semana.

 

 

 

 

 

 

Comentários