“Tonho” tá na parada

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O agitador cultural Antônio Leite não desistiu da candidatura ao Senado como, erradamente, a coluna divulgou ontem. Na verdade, comemos mosca. No jargão jornalístico, demos uma baita ‘barrigada’. “Tonho” desistiu foi da parceria com o candidato ao Senado Albano Franco (PSDB). Agora, ele apóia o concorrente do PSC Eduardo Amorim. “Foi convidado para conversar pelo amigo Laurinho Menezes, suplente de Amorim, e aceitei fazer uma ‘dobradinha com o PSC, até porque, desde que fizemos a coligação com o PSDB, Albano não deu a menor atenção ao nosso partido’”, explica Leite. No final desta semana, “Tonho” inaugura a Caravana Verde, que vai percorrer todo o Estado pedindo votos para ele, Eduardo Amorim e a presidenciável Marina Silva. Boa sorte amigo!

“Rola” fora

Uma péssima notícia para quem gosta de “Rola”: A Justiça Eleitoral deu um chega pra lá em seu registro e ele está fora da disputa para a Assembléia Legislativa. Mas por que fizeram isso com “Rola”? Porque, segundo o processo de impugnação, o candidato deixou de encaminhar a documentação completa do registro, anexou uma foto com o maior chapelão de boiadeiro na cabeça e a sua filiação partidária não foi reconhecida. Em sendo assim, andou correto a Justiça ao impugná-lo. Errado mesmo foram os políticos que estimularam “Rola” e depois lhe deram as costas justo na hora de preparar a documentação.

Novo defensor

O defensor público José de Oliveira Veiga será empossado hoje como o novo Defensor Público Geral. A solenidade está marcada para às 17 horas no Palácio Olímpio Campos, centro de Aracaju. Veiga foi escolhido pelos colegas em lista tríplice e nomeado pelo governador Marcelo Déda (PT). Nem precisa dizer que a posse será prestigiada por diversos candidatos a cargos eletivos, que nesta época participam até de casamento de boneca.

Sentimento

Os sentimentos da coluna ao radialista Aélio Argolo pelo falecimento do seu pai, coronel Francisco Xavier Argolo, que foi secretário de Segurança Pública no governo Luiz Garcia, e chefe da Casa Militar no governo de Lourival Baptista. A morte do coronel foi provocada por falência múltipla dos órgãos. O enterro será às 16h desta terça-feira no cemitério Colina da Saudade.

Reunião negada

O candidato ao Senado José Carlos Machado (DEM), distribuiu nota negando que tenha se reunido com o concorrente Albano Franco (PSDB), conforme notificou ontem o site NE Notícias. “Machadão” culpou os adversários, que insistem em ‘plantar’ intrigas na imprensa. “Todo Sergipe me conhece, sabe que sou um homem de palavra e que tenho uma postura política de retidão e coerência. Aliás, nos meus 35 anos de vida pública, nunca troquei de lado. Albano hoje é meu adversário político”, afirmou Machado.

Eleições limpas

E quem estará em Aracaju no próximo dia 11 é o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Vem participar da festa organizada pela seccional sergipana da Ordem para comemorar o Dia do advogado e o 75º aniversário da entidade em Sergipe. No período da tarde, a OAB lançará oficialmente no Estado o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que contará com a participação da Igreja Católica. Tai uma ação que merece o apoio de toda a sociedade sergipana para que tenhamos eleições limpas.

Apelo sensato

Ontem, na reabertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Aracaju, o vereador Ivaldo José (PDT) apelou aos colegas para que durante a campanha eleitoral mantenham a frequência nas sessões plenárias. Também alertou os colegas para não transformarem a tribuna da Casa num palco eleitoreiro. Segundo o parlamentar, o apoio aos candidatos e o envolvimento dos vereadores na campanha faz parte da rotina política, mas isso não pode interferir no quorum parlamentar. Ivaldo está certo.

Sessão vazia

O primeiro dia de trabalho na Assembléia deixou claro como serão as sessões legislativas até as eleições de outubro. Os deputados até que foram ao Parlamento, mas a maioria não desceu para o plenário, a ponto de o discurso de Venâncio Fonseca (PP) ter sido prestigiado por apenas quatro parlamentares. O orador seguinte, Francisco Galberto (PT), foi ouvido por somente três colegas. Esse clima de casa vazia vai continuar, pois os deputados estão envolvidos até o pescoço com suas campanhas eleitorais.

Fim do prazo

Os candidatos, comitês financeiros e partidos políticos que ainda não entregaram a primeira parcial da prestação de contas têm até esta terça-feira para apresentar os documentos à Justiça Eleitoral. O prazo começou no dia 28 de julho e, nesta primeira fase, devem ser entregues os relatórios discriminando os recursos em dinheiro ou estimáveis em dinheiro recebidos para financiamento da campanha eleitoral e os seus respectivos gastos realizados até o momento.

Barulho aumenta

Aos poucos, Aracaju começa a ser infestada pelos barulhentos carros de som da campanha eleitoral. Alguns circulam no mesmo trecho demoradamente, para desespero dos moradores. É claro que o barulho vai aumentar ainda mais com o andamento da campanha, pois todos os candidatos terão seus mini-trios para divulgar suas mensagens políticas. Portanto, vão se acostumando, pois a zoada, que já incomoda pra caramba, está apenas no começo.

Do baú político

Quem presenciou essa foi o amigo Eugênio Nascimento. O ano era 1984 e o Brasil clamava por Diretas Já. Palanque montado na Praça Fausto Cardoso, e Chico Buchinho, improvisado de mestre de cerimônia, se esgoelando. Ora relacionava os políticos já presentes ao ato, ora descia a madeira no governo militar. Enquanto aguardavam o comício começar, os populares perambulavam pela Praça sem dar muita atenção aos “informes” de Buchinho, que fazia questão de anunciar, vez por outra, o tamanho do público: “Já somos 5 mil pessoas nesse grande ato pelas Diretas Já!”. Lá pras tantas ele diz: “Minha gente, já somos 20 mil neste grande ato!”. É quando Leonel Brizola o cutuca, apontando para a esquina do Cine Palace e insinuando que o público era bem maior. Chico olha, vê um vendedor de pipocas chegando na Fausto Cardoso, e manda: Minha gente, já somos vinte mil, e uma pessoa que acaba de chegar a este grande ato pelas Diretas Já”. No palanque, a gargalhada foi ensurdecedora.


 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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