Trocando 6 por meia dúzia

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A penúltima etapa para o ano de 2017 realmente começar, isto é, a eleição para as mesas da Câmara dos Deputados e do Senado, já passou (a última etapa, como se sabe, é o carnaval, mas a festa de Momo chega no próximo dia 25). Tanto numa casa como na outra não houve surpresas – ganhou quem estava cotado mesmo para ganhar, em outras palavras os candidatos apoiados pelo Governo Temer. Na Câmara dos Deputados, consagrou-se o Sr. Rodrigo Maia (DEM) e no Senado Federal, o Senador Eunicio Oliveira, da bancada do PMDB. Neste último caso, trocou-se o seis por meia dúzia. Sai Renan Calheiros e entra Eunício, cujo passado é tão nebuloso quanto o do agora ex-presidente, o alagoano Renan. Também do Nordeste (no caso, Ceará), Eunício já foi citado em três delações da Lava Jato. Na planilha da Odebrecht, no que veio a público, descobriu-se que ele era tratado como “Índio”. Tesoureiro do PMDB, já se vê que ele é homem chegado ao dinheiro. O colunista Bernardo Mello Franco, da “Folha de São Paulo”, descobriu o véu dos seus negócios. Aos 14 anos já trabalhava no estoque de um fábrica de biscoitos. Cinco décadas depois voa num jatinho particular e tem um patrimônio declarado de R$ 99 milhões. “Na origem da fortuna, estão empresas especializadas em vencer licitações. Só na Petrobras uma firma do senador faturou R$ 978 milhões. O maior contrato, de “apoio à gestão empresarial”, teve o valor reajustado nove vezes. Os repasses do Banco do Brasil, do Banco Central e da Caixa somam mais de R$ 703 milhões. Genro de Paes de Andrade, um parlamentar folclórico, que chegou a presidir a Câmara, Eunício, em 2015, presenteou o marido da filha caçula com uma diretoria da Anac, embora sob os protestos dos pilotos. Apesar da  gritaria, o rapaz continuou no cargo. O primeiro delator a acusar o peemedebista – diz o colunista do jornal paulista – foi Delcídio do Amaral. Ele teria jogado pesado para emplacar diretores da  ANS e da Anvisa. Ele associou as indicações à cobranças de propina de laboratórios e seguradoras. Nelson Melo, ex-diretor da Hypermarcas, disse ter repassado R$ 5 milhões ao peemedebista por meio de contratos fictícios. Claudio Melo, ex-diretor da Odebrecht, relatou pagamentos de R$ 2,1 milhões pela aprovação de uma medida provisória”.  Reação de Eunício: ele diz que os colaboradores da Lava Jato inventam e mentem para incriminá-lo. E conclui Bernardo Mello Franco: “Agora no Senado, todo dia é dia de Índio”.

É preciso melhorar essa proposta

A Prefeitura de Aracaju continua as voltas com o seu setor de saúde. Os médicos não aceitaram a proposta do Prefeito Edvaldo Nogueira para parcelamento em doze vezes do salário de dezembro, e voltaram ao Tribunal de Contas para pedir o bloqueio das contas da Prefeitura até que seus salários sejam pagos. Felizmente a reação do Presidente do Tribunal foi lógica: vamos esperar o responsável pelas contas da Prefeitura de Aracaju, o Conselheiro Ulices Andrade, para ver que providencias tomar. Já dissemos aqui, por várias vezes, que bloqueio de contas de órgão público, equivale a uma condenação sem julgamento. Os médicos devem aprender a negociar e não simplesmente pedir bloqueio de contas. A cada pedido neste sentido fica parecendo que eles estão numa campanha de ordem política. Eles são contra a administração atual da Prefeitura e pronto e ponto. Só o bloqueio salva. Vale também uma crítica ao prefeito Edvaldo Nogueira: será que ele toparia dividir o seu salário de Prefeito em doze parcelas mensais? Ou mandá-lo ao Banco do Estado de Sergipe tomar empréstimo para a Prefeitura pagar? O Prefeito Edvaldo tem que ser mais racional: nenhuma das duas propostas são do agrado dos médicos e eles tem suas razões. No que cabe à Prefeitura e ao Prefeito encontrar solução mais lógica e menos penosa.

Sebrae contrata consultores de crédito

O Sebrae lançou em todo o Brasil um edital para a contratação de 510 consultores de crédito para atender micro e pequenas empresas. As vagas são destinadas a aposentados com pelo menos 60 anos de idade e dez anos de experiência no Sistema Bancário Nacional. Esses profissionais devem ter atuado como gerente de clientes pessoa jurídica, micro e pequenas empresas, gerente geral de agência com clientes pessoa jurídica e analista de crédito. As inscrições podem ser feitas no site www.sebrae.com.br. Os consultores vão orientar os empresários e avaliar  capacidade  de endividamento dos pequenos negócios. Os selecionados poderão assinar contrato com o Sebrae com duração até dezembro de 2018. A remuneração será de R$ 453 por empresa atendida. Os consultores deverão trabalhar na própria casa, e ao final de cada consultoria, vão emitir relatório comprovando o trabalho. O processo de seleção foi tema de uma reunião entre a Diretoria Executiva do Sebrae e representantes do Banco do Brasil e Federação do Comércio, a Fecomércio do Estado de Sergipe, na última sexta-feira. O objetivo das instituições é tentar estimular a participação de candidatos sergipanos no edital.

A morte levou o decano de todos nós

Um fim de semana triste, por conta da morte do jornalista e radialista José Eugenio de Jesus, que faleceu no meio da semana que passou aos 98 anos de idade. Seria ele, talvez, o jornalista mais velho no Brasil. Trabalhei com ele nos tempos da Rádio Difusora de Sergipe, quando a antiga Aperipê ficava no Edifício Serigy, hoje ocupado pela Secretaria de Saúde. Focado na área dos esportes, Eugênio era também gráfico, atuando nas oficinas da antiga Escola Industrial de Aracaju, por onde, aliás, se aposentou. Por seus ensinamentos, passaram boa parte dos gráficos de Sergipe de hoje. Na antiga Escola Industrial havia dois sujeitos bons de papo, ambos jornalistas esportivos: Francisco Viana, o Tito, e José Eugenio de Jesus. Voltamos a nos encontrar quando da fundação do Sindicato dos Jornalistas, no início dos anos 70. Sem dúvida, Sergipe perdeu um ótimo profissional.  A morte de José Eugênio ensejou uma série de notas oficiais lamentando o seu passamento, do Governador Jackson Barreto e do Prefeito Edvaldo Nogueira ao Sindijor

E lá se foi a ex-Primeira Dama…

O escriba confessa que já não aguenta mais ouvir, nos noticiários das televisões, alguma coisa sobre a morte da ex-Primeira Dama, Marisa Letícia. É que, vamos e convenhamos, ela foi uma excelente dona de casa, mas uma Primeira Dama muito apagada, não deixando nenhuma obra que a marcasse pelos tempos afora. A não ser, nas palavras do próprio Lula, a confecção da primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores, feita a mão. Não concordo, porém, com as críticas insanas que foram feitas ao seu passamento, por alguns energúmenos anti-petistas ferozes. Nem com as ameaças feitas por um dos seus filhos, e de Lula, claro, de que o juiz Sérgio Moro, responderia caso aconteça alguma coisa com Lula. No caso de d. Marisa, ela já tinha sofrido um aneurisma cerebral há mais ou menos dez anos, mas não se cuidou depois disso. Continuou, por exemplo, fumando desbragadamente. Lógico que isso pôs a sua saúde em risco. Mas, daí a acusar Moro e a Lava Jato pelo seu precário estado de saúde vai um passo muito largo. De qualquer forma, a morte de d. Marisa Letícia comoveu o país nos últimos quatro dias. Agora, o comício que Lula patrocinou, durante o seu velório, cheirava mis a campanha política. A coitada da Marisa Letícia não merecia isso…

…e para encerrar…

DIRETORIA – A jornalista Tirzah Braga é nova diretora de Imprensa da Secretaria Municipal de Comunicação. Ela, além de competente, já tem experiência na área de assessoria de Imprensa: por algum tempo assessorou a Casa Curta-SE e o Cine Vitória nos seus contatos com a Imprensa.

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ATUALIZAÇÃO – Este espaço não pode ser atualizado na sexta-feira que passou por causa de empresa Vivo.  A empresa foi a minha residência para substituir o material telefônico, que antigamente era GVT, pelos seus produtos. Isso gerou uma confusão tão grande que terminei ficando sem telefone e sem internet por alguns dias. Ainda não está de todo regularizado, porque não me devolveram meu número de mais de 40 anos.

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TAMBÉM QUERO – Se por acaso meu nome surgir em alguma deleção premiada, gostaria de pedir ao Presidente Temer a nomeação para algum cargo que me livre da perseguição da Justiça. Não foi isso o que ele fez com o ex-governador Moreira Franco? Igualzinho o que Dilma Rousseff tentou fazer com o ex-Presidente Lula…

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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