Turismo X inversão de valores

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 Se tem um ponto que é unanimidade entre os políticos de Sergipe é a necessidade do fortalecimento do setor turístico. Isso vem sendo feito pelos últimos governos estaduais, cada um com sua forma de atuação. Porém, o turismo em Sergipe peca ainda pela falta de profissionalismo, o que melhorou muito nos últimos anos, não só com a divulgação feita pelo governo do Estado, mas pelo trabalho realizado pelas entidades de classe da área.

   Mesmo os adversários do deputado Fabiano Oliveira (PSDB) –  candidato derrotado a vice-governador do Estado –  têm a consciência da importância dele no salto que o Estado, principalmente Aracaju, deu nos últimos anos graças ao Pré-Caju, que hoje está consolidado no calendário nacional. Evento este que continuará tendo a ajuda do Governo do Estado e da Prefeitura de Aracaju no tocante a estrutura, como na parte da segurança e da saúde. Não adianta os mais radicais, por conta da eleição, ficarem torcendo para qualquer tipo de retaliação porque isso não ocorrerá. Tanto Deda como Edvaldo Nogueira saberão diferenciar o confronto político-eleitoral dos interesses do Estado.

   Por outro lado, Fabiano Oliveira, junto com alguns familiares consolidou uma série de eventos durante todo o ano. Um calendário que ele anuncia e muitas vezes não cumpre. Por exemplo, se alguém ler o calendário anunciado no início do ano, muitos eventos tiveram suas datas mudadas. Algo normal, neste área. Um episódio chamou a atenção na semana passada, o anúncio do Coco Folia no mesmo dia da  Odonto Fantasy,  festa que está consolidada no calendário de eventos de Sergipe atraindo uma média de três mil turistas da Bahia e Alagoas. Depois de algumas pressões o Coco Folia foi adiado. Detalhe: alguém lembra que o Coco Folia já tinha sido realizado este ano de 10 a 12 de fevereiro?

  A verdade é que desde 2004, após a realização do Odonto Fantasy no Augustus – e a saída do evento daquel local – Fabiano Oliveira vem travando uma disputa nos bastidores com o grupo que realiza este evento e outros. Sempre programa um evento próximo ou no mesmo dia para prejudicar o grupo. Assim vem ocorrendo também com o pessoal da Heatmus, da Fênix Produções e alguns produtores. No discurso Fabiano defende o turismo, mas na prática tenta monopolizar o setor de eventos. Algo que deve ser repudiado por todos, principalmente porque além de empresário, Fabiano é um homem público e que já atuou na área como secretário no governo Albano Franco entre 1999 e início de 2002.

  Espera-se que a partir de agora, com o exemplo dado com a mudança da data do Coco Folia, que o grupo liderado por Fabiano Oliveira faça a opção pelo trabalho profissional, onde todos têm seu espaço garantido. Que tal sentar os principais empresários do ramo e montarem uma agenda conjunta dos principais eventos? O espaço é conquistado graças ao trabalho sério, com qualidade e respeito ao público. O contrário é falta de maturidade profissional e a inversão de valores, onde a preocupação com o turismo é deixada de lado por conveniências financeiras e pessoais. 

 

Sergipe e Paraíba: únicos que não têm deputados “estrangeiros”

Deu na Folha de São Paulo de ontem: Dos 513 deputados federais eleitos, 135 não nasceram no Estado que representam. Isso significa que um em cada quatro parlamentares da Casa é “estrangeiro”. Em apenas duas bancadas todos os deputados nasceram no próprio Estado de origem: a da Paraíba e a de Sergipe. Rondônia é representada por dois paranaenses, dois paulistas, dois fluminenses, um mato-grossense e um baiano.Os deputados eleitos pelo Distrito Federal também não nasceram em Brasília. Vieram de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Sergipe, Piauí e Rio de Janeiro.

 

Jerônimo Reis entre os mais pobres da Câmara

“Eu já tive, mas já me levaram tudo. Na política, quem trabalha com seriedade perde tudo o que tem. Quando me candidatei pela primeira vez, 20 anos atrás, tinha fazenda, gado. Hoje, infelizmente não tenho mais nada”, afirma Jerônimo Reis (SE), 51. Reis mora hoje na casa da sogra e diz que só conseguiu fazer campanha com “dinheiro doado por amigos”. Trecho de matéria publicada ontem pela Folha de São Paulo mostrando o patrimônio dos novos deputados federais. Jerônimo Reis, de Lagarto, declarou que não tem nenhum bem.

 

Dois deputados têm juntos R$ 382 milhões

Ainda na matéria da FSP:Os deputados Camilo Cola (PMDB-ES) e Odílio Balbinotti (PMDB-PR) têm juntos um terço do patrimônio total da nova Câmara  R$ 382 milhões. Com fortunas de R$ 259 milhões e R$ 123 milhões respectivamente, eles lideram a lista de milionários entre os futuros parlamentares. Cola vai cumprir seu primeiro cargo eletivo. Ele é dono do Grupo Itapemirim, formado por 17 empresas que atuam nas áreas de transporte rodoviário, agropecuária, mineração, turismo e informática. Na declaração de Cola entregue à Justiça Eleitoral, existem também propriedades agrícolas, terrenos, quatro automóveis, quatro casas e três apartamentos. Ele declara ter R$ 32.600 de dinheiro em espécie”.

 

Petistas não encontram Márcio Macedo

Um grupo de petistas está chateado com o presidente estadual, Márcio Macedo. O problema é que vários petistas não encontram Márcio Macedo para resolver problema nenhum do partido e também da campanha de Lula em Sergipe. Até mesmo quem votou nele para presidir o Partido dos Trabalhadores está chateado.

 

Déda gravou mensagem para todos os municípios

Desde o último final de semana em todos os municípios do Estado, carros de som com a mensagem do governador eleito Marcelo Deda (PT) circulam pelas ruas pedindo voto para Lula. A mensagem é igual para todos os municípios, mas na abertura ele faz a saudação para a população de cada município. Entre outras coisas, a mensagem lembra que acabou a disputa entre o “vermelho e o verde”  e pede para que façam uma reflexão sobre quem é mais importante para Sergipe neste momento, Lula ou Alckmin.

 

Dimensão maior aos poderes do MP I

Expressiva parcela da imprensa sergipana dá ao Ministério Público uma dimensão que extrapola toda a legislação que regula o funcionamento do MP e mais ainda das suas atribuições.Prova disso são as manchetes afirmativas estampadas em jornais e repetidas  vezes, ampliadas nos programas de rádio, a exemplo de duas da última sexta-feira: Prefeitura será obrigada a urbanizar a Vila do Queijo e Orlinha vai ter que ser urbanizada. O corpo das matérias mostra que ações do Ministério Público, encaminhadas ao Judiciário, pedem a intervenção do poder público municipal com o objetivo de urbanizar as áreas citadas.

 

Dimensão maior aos poderes do MP II

Ora, como se vê e se lê, há uma ação judicial, que vai ser julgada não se sabe quando, e a decisão pode ser pelo acatamento da argumentação do MP ou contrário à sua tese. E só! Mesmo porque, se fosse diferente era só o Ministério Público tomar uma decisão, e logo-logo o poder público correr atrás para atendê-la. Já pensou se o MP faz uma lista de tudo que precisa a intervenção pública e num passe de mágica fosse atendido? Portanto seria bom que à parte da imprensa tratasse o MP dentro dos limites de suas prerrogativas, não dando a ele o poder de conciliar, propor e julgar. Quem julga é o Judiciário.

 

 

Resposta a “Privatizar – É mesmo um mal?” I

Do leitor Romualdo sobre a análise Privatizar – É mesmo um mal?” escrita pelo leitor Hugo Rocha e publicada na coluna de sábado: “O texto sobre privatização é interessante, contudo ele esqueceu que as estatais ao longo de muitos anos ficaram atreladas a leis que não permitiam investimentos, pois tudo dependia do congresso. Sem falar que os comandantes dessas estatais eram políticos sem conhecimento no assunto. Exemplo foi quando, salvo engano o Acival Gomes presidiu a Telergipe, os diretores eram todos políticos do partido que comandava o Brasil. Outro exemplo claro está na Deso, quem comanda a estatal é um funcionário de carreira? ou foi um político quem o indicou? A Deso é uma estatal que para instalar uma tubulação o investimento é muito maior que  um poste ou não? Cito o exemplo da tubulação da ampliação da adultora, quanto tempo demorou para terminar. Quanto ao número de telefones, recordo-me dos militares ” o brasileiro só tem geladeira, carro, fogão, devido à industrialização do período da ditadura”.  Lembro-me também infelizmente de Collor,”nós não temos carro, mas carroça”. Depois disso, os carros brasileiros começaram a ser exportados.  A invasão de celulares e telefones fixos era uma coisa natural, não dependeria da privatização, haja vista que nos países mais pobres da África você observa nos documentários e filmes que mesmo quem mora na favela, assim como no Brasil possui celular, isso é uma questão de mercado, quanto mais se vende mais barato fica”.

 

Resposta a “Privatizar  – É mesmo um mal?” II

Continua o leitor: “Faço uma pergunta, o volume de imposto pago hoje pelas empresas privatizadas é igual ao da época das estatais? procure saber e veras que apesar dos vários anos que se passarão da quantidade de celulares vendidos, a soma de imposto é menor. Outra coisa, o município de Itabi tem água encanada em mais de 95% dos seus povoados, apesar de a Deso ser estatal, enquanto você vai em Cristinápolis, na sede do município e encontra casa sem água encanada. Isso foi alcançado com projetos que envolveram governo federal, governo do estado e prefeitura, logo é uma questão de administração. Por fim cito o luz para todos, onde o governo federal entra com cerca de 60 a 70% do montante, o governo do estado entra com 20% e as empresas de energia com apenas, disse apenas 10%. Sabe quando o agricultor teria energia em sua casa se não fosse a contrapartida do governo nunca. Um transformador do mais simples custa de R$ 2.500,00 a 3.500,00 a empresa energética jamais investiria, pois o valor da fatura mensal, na maioria dos casos não passa de R$ 5,00. Paro por aqui acredito que já citei exemplos demais, logo a privatização só serviu para pouco usarem o BNDES para comprar as empresas estatais. Sem falar que a telefônica(espanhola) é estatal e lá funciona muito bem”.

 

Resposta a “Privatizar – É mesmo um mal? III”

De outro leitor: “Eles sucatearam as empresas pública para justificar a privataria. O caro leitor, fala das beneses da privataria, olha quem ganhou de fato foi quem recebeu a doação deste patrimônio. A telefonia antes da privatização, pagávamos uma taxa mínima menor que R$ 10,00, hoje em torno de R$ 40,00. A sociedade brasileira caiu na armadilha que privatizar era um bom negócio, depois veio o apagão, as altas tarifas públicas, etc. Quando o leitor fala de saúde, esqueceu que juntamente com a educação foram os setores que primeiro sofreram os danos da privatização. quem pode pagar uma boa escola, ou um bom plano de saúde. Ora gente, a sociedade está desconfiada com propostas neoliberal, aguardem o resultado das urnas”. Um outro leitor enviou um texto interessante escrito pela economista Maria da Conceição Tavares e publicado no Correio Brasiliense em 1997, quando da venda, pelo Governo Federal, da Companhia Vale do Rio Doce. Entre os pontos levantados, as reservas da empresa: “que constituem um gigantesco patrimônio do pais: são 41,5 bilhões de  toneladas de minério de ferro, 678 milhões de toneladas de bauxita, 994 milhões de  toneladas de cobre, 72 milhões de toneladas de manganês e 250 toneladas de ouro, as  quais se agregam quase 600 mil hectares de florestas comerciais. Ainda que a produção,  beneficiamento e transporte de minério constitua o núcleo central de suas operações, a  Vale é muito mais do que uma empresa mineradora. Ela deixou claro que a privatização da empresa significaria transferir para o capital externo, um gigantesco patrimônio da Nação.

 

 

Frase do Dia

“A imprensa brasileira poderia dar essa contribuição aos leitores dos jornais. Porque não é possível a gente viver a vida inteira subordinada a trica e à futrica. Há ladrão se anunciando inocente, e há pessoas sendo expostas todo dia nas páginas dos jornais. E na hora em que as pessoas são absolvidas, ninguém pede desculpas neste país”. Do candidato à reeleição Lula, em discurso no último sábado.

 

 

 

 

 

 

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