Um jornal faz 10 anos: é para se comemorar

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Atenção: essa notícia interessa aos jornais e a todos aqueles que precisam estar bem informados. Quando Michael Jackson morreu, no dia 25 de junho de 2009, o primeiro a divulgar a notícia foi o site de fofocas de celebridades TMZ, um furo que ficou na história. Menos de 20 minutos após a hora oficial da morte de Michael Jackson, o site já dava a informação. Os grandes veículos do mundo tiveram que segui-lo, mas todos tiveram a cautela de citar que a informação ainda não havia sido confirmada por outras fontes. O "Los Angeles Times", primeiro grande jornal a conseguir confirmar a morte de forma independente, publicou a informação sete minutos após o TMZ, muito tempo em termos de internet. No entanto, o jornalão californiano foi citado como referência por toda a mídia internacional, deixando o TMZ de lado.

O episódio paralelo à morte do rei do pop exemplifica e confirma a importância dos jornais na miríade midiática do mundo contemporâneo pós-internet. Ainda é e há de ser assim por muito tempo: quer informação confiável, leia jornal.
“Nós antes líamos o jornal de manhã e saíamos para trabalhar. Agora lemos os jornais o dia inteiro no celular, na tela do computador, no tablete. O público leitor não diminuiu, aumentou. Nunca se leu tanta notícia. E eu não conheço ninguém importante que não leia jornal todo dia. As campanhas publicitárias em jornais têm eficiência enorme e comprovada para os anunciantes. Nessa realidade, dizer que os jornais vão acabar é uma incoerência”, depõe o premiado publicitário Nizan Guanaes, dono da agência África Zero, que conquistou e vai responder pela conta da ANJ (Associação Nacional de Jornais) a partir deste mês de fevereiro.

“Mas isso não quer dizer que os jornais não precisem mudar. Tudo precisa mudar. E os jornais já estão mudando, tanto no produto quanto no modelo de negócios”, observa o publicitário.

A ANJ reúne 130 dos mais importantes jornais brasileiros, responsáveis por cerca de 90% da audiência do impresso e digital no país, o que por si fala sobre a inovação dos veículos. Recentes pesquisas mostram que, no Brasil, os jornais, nas duas plataformas, são campeões em credibilidade, tanto nas informações jornalísticas quanto no conteúdo publicitário.

Para 53% dos brasileiros, o jornal é a mídia mais confiável, segundo o Ibope, e 73 milhões de pessoas leem jornal impresso, de acordo com o Datafolha, números que levaram os principais publishers da imprensa nacional a concluir que o jornal está cada vez mais presente na sociedade, só que de forma diluída e mais ampla, com o advento da internet. De olho na retomada dos investimentos publicitários no setor, o desafio então é reverter a percepção dos anunciantes em relação ao meio e resgatar sua relevância.

O presidente da ANJ, Carlos Fernando Lindenberg Neto, declarou que a escolha da nova agência foi estratégica. “Precisamos ser ousados para assinalar a importância dos jornais na vida das pessoas, para a sociedade e para o mercado publicitário. Nossa missão é mostrar como os jornais têm audiência e relevância crescentes num mundo que consome cada vez mais informação”.
Acreditando nesse potencial, e aparentemente remando contra a maré, dois idealistas, os jornalistas Elenilton Pereira e Gilvan Manoel, fundaram em 2005 o Jornal do Dia, que no seu nascimento, em pleno governo João Alves Filho, se transformou numa voz divergente. Ousou não apenas denunciar irregularidades na gestão estadual, como também abriu espaços para vozes da oposição, os sindicatos e a gestão do prefeito de Aracaju, Marcelo Déda, do PT.

No ano seguinte, se transformou no veículo que mudou as regras na campanha para o governo estadual e se transformou no jornal mais utilizado pelos candidatos da oposição nos programas eleitorais. Em 2007, quando Déda foi empossado governador, denunciou manobras do Tribunal de Contas do Estado para engessar a administração e deu ampla cobertura a escândalos de repercussão, como a Operação Navalha.

Mas o mais importante, o Jornal do Dia é um veículo democrático, que respeita opiniões e mantém um diversificado número de colaboradores. O mais jovem diário aracajuano busca estar antenado com o seu tempo, respeitando a máxima de que o papel do jornalismo é desconfiar sempre do poder público, ao mesmo tempo que reverbera o pensamento da coletividade, informando com a necessária rapidez, analisando a notícia com a máximo isenção e prestando serviço à sociedade. Parabéns!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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