Vila de Santo Antônio (BA) – Onde o relógio é inimigo

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Para chegar à denominada Vila de Santo Antônio passa-se por um verdadeiro rally entre dunas de

Ruas de areia e casas coloridas na vila
areia branquinha. A estrada não é tão convidativa, porém, ao chegar à localidade, o desconforto é compensado por meio da visão que se tem de uma rústica vila de pescadores, tendo como anfitriões nativos, que logo oferecem uma gelada água de coco.

A surpresa está por vir. Vila de Santo Antônio fica incrustada no litoral baiano, na Linha Verde, a pouco mais de 90km de Salvador, entre a famosa Costa do Sauípe e o povoado Diogo, no município de Mata de São Jorge (BA). O vilarejo atrai turistas dos estrelados hotéis em busca de tranqüilidade e rusticidade, nem que seja por algumas horas. Mas ao chegar, percebe-se que a vila pode oferecer muito mais que minutos.

Rústicos restaurantes para paladares exigentes

Nas varadas das casas simples dos moradores, há artesanato de palha e objetos hippes para vender. No centro da vila não se pode deixar de dar uma parada no restaurante da Dona Maria e seu Chiquito – assim são conhecidos os donos do restaurante – hoje coordenador por filhos, mas com a supervisão da matriarca. Há moquecas, ensopados, caldos e toda a variedade que uma vila à beira mar oferece, sem pensar na sofisticação e prejuízo dos paladares mais exigentes.  Um outro barzinho oferece tira-gostos e variados petiscos industrializados, ou seja, um misto de barzinho e armazém da vila.

Caminhando mais adiante, sobre as dunas, a surpresa está no marzão e nas barraquinhas de palha à

Venda de artesanato no centrinho
beira mar, que também servem tira-gosto e bebida. A praia de Santo Antônio ainda é praticamente virgem e deserta durante a grande parte do ano. Apenas cinco barracas rústicas, feitas de madeira e palhas de coqueiro, oferecerem deliciosos pratos de fruto do mar. Aí é possível experimentar o acarajé da única baiana instalada nessa área e ainda saborear bebidas super geladas.

O banho está garantido e a sombra também. A água sempre é trocada por uma cervejinha gelada ou uma água de coco, sem contar que a pressa passa longe dali. O relógio é esquecido e a dica é deixar o tempo passa, como parece de costume.

Praia de Santa Antônio quase deserta

Caso prefira conhecer a redondeza da vila, os moradores alugam jegues e burros e carregam os turistas pelas dunas. Há também passeios de bugres e caminhada, até contando com uma esticadinha à Costa do Sauípe. Bem próximo dali estar um rio que forma diversas lagoas e riachos, já próximo do Diogo. 

O banho de lagoa está garantido. Mas, lembre-se, as regras de convivência local ordenam preservar a natureza, manter a paz e a harmonia, conversar e ouvir histórias locais e voltar sempre, no mínimo uma vez por ano até ali. Difícil será descumpri-las.

Dicas de Viagem

Em temporada de final de ano, a galera jovem de Aracaju tem buscado a Vila de Santo Antônio em busca de tranqüilidade e sossego. Surfistas acampam devido ao mar agitado da região e há comemorações de final de ano, bem ao estilo bicho-grilo.

Para chegar a Vila de Santo Antônio passa-se por uma estrada de areia de cerca de 4km, a partir do km 71, da Linha Verde. Fica logo após a ponte do Rio Imbassaí para quem vem de Salvador. Esse trecho não está em bom estado. É possível chegar em Santo Antônio também através do Diogo. Mas isso exige uma boa caminhada de 20 minutos através das dunas para depois seguir pela praia por mais 10 minutos. Na Linha Verde, a entrada de Diogo é bem sinalizada.

Há dois chalés que são alugados no centro da vila ao preço de R$ 120, para quatro pessoas, a depender do período e da temporada. Muitos moradores também alugam casas para visitantes.

Muitos turistas passam por dia pela Vila de Santo Antônio advindo dos resortes da Costa do Sauípe, mas a movimentação da vila continua sendo jovens, surfistas e turistas em busca de sossego e contato com a natureza.

O restaurante Maria Moqueca é o mais conhecido na vila e pode ser contatado pelo telefone 71 9268 – 2588 ou 71 9107-8675.

No povoado Diogo há restaurantes estrelados e conhecidos entre baianos e turistas, como o Sombra da Mangueira. Vale a pena conferir e visitar o Diogo somente para almoçar.

Registro

Passeios de jegue e bugre

Barracas rústicas e na maré alta, surf e adrenalina

Praias quase desertas durante todo o ano

 

 

 

 

 

 

 

Dunas brancas e coqueirais

Pratos à base de frutos do mar

Mariscada do povoado Diogo

 

 

 

 

 

                

 

Fotos: Silvio Oliveira

Na Bagagem

A Turise Operadora reuniu jornalistas e formadores de opinião em torno de um almoço na churrascaria Sal e Brasa, orla da Atalaia. O encontro foi marcado por conversas em torno do último fampress para o Chile e a expansão da empresa no Pará. Um dos novos destinos da Turise Operadora é o Chile, com visita a cápsula Fênix, que trouxe os mineradores chilenos à vida.

A goiabada de Canindé do São Francisco (SE) tem sido bastante comentada em torno da boa mesa. Resta saber onde se pode encontrar a iguaria na capital sergipana.

A retirada de ambulantes dos calçadões da orla da Atalaia pela Emsetur gerou comentários positivos para quem utiliza àquele logradouro público como área de lazer. As barracas de artesanato nas calçadas provocam poluição visual, dificulta a passagem de pedestres e altera o cenário padronizado da orla.  Sabe-se que a geração de renda é importante, porém, de forma organizada. O turismo agradece.

O Parque da Cidade Governador Rollemberg Leite bem que poderia ser mais divulgado no cardápio de passeios turísticos da capital. Poucos sergipanos e turistas sabem que lá funciona um teleférico

Ecos da Abav 2010. A divergência entre proprietários de agências de viagem de que houve diminuição do fluxo de visitantes na feira de 2010 tem gerado polêmica. Para uns, pareceu diminuir o fluxo por conta do aumento do espaço de eventos. Para outros, os negócios realmente diminuíram, independente de espaço.

As agências de viagem tem se animado por conta do aumento do mercado turístico em torno de 25% em 2010. O setor acredita que o final do ano e a alta temporada serão uma das melhores dos últimos anos, principalmente com o dólar em baixa e as facilidades na garantia da primeira viagem internacional.

Passaporte

Monumento dos Descobridores – Lisboa

Quem viaja a Lisboa não deve deixar de conhecer o Monumento dos Descobridores ou Padrão dos

Padrão dos Descobrimentos – ponto turístico de Portugal
Descobrimentos, uma escultura em homenagem aos elementos envolvidos no processo de descobrimento português. O monumento fica às margens do rio Tejo, na freguesia de Belém, e tem como característica principal o formato de caravela que parece adentrar o rio com 33 personalidades, entre escritores, cartógrafos, navegadores, descobridores, filhos de rei, entre outros.

Junto ao monumento há uma rosa-dos-ventos desenhada no chão, presente da África do Sul. Há também rotas de descobrimentos e um elevador central que leva até o topo da escultura. 

Fotos: Silvio Oliveira

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