AMARELO MANGA

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Brasil, 2002. Direção de Cláudio Assis. Roteiro de Nilton Lacerda. Produção de Cláudio Assis e Paulo Sacramento. Direção de Fotografia: Walter Carvalho. Música de Jorge du Peixe e Lucio Maia. Cia Produtora: Quanta do Brasil/Parabólica/Olhos de Cão. Elenco: Jonas Bloch, Chico Diaz, Dirá Paes, Matheus Nachtergaele, Leona Cavalli, Conceição Camarotti, Cosme Prezado Soares, Everaldo Pontes, Magdale Alves, Jonas Melo, João Ferreira, Carlos Carvalho, Ivia Gonzaga, Marcelino Dias, Nilton Lacerda, Silvio Pinto, Evandro Campelo, Maria Rossiter, Felipe Gomes, Maurílio Borges e Arlindo dos 8 Baixos. Gênero: Drama.

Sinopse – Num hotel de quinta categoria, em Recife, gravitam vários personagens: o açougueiro Wellington, por exemplo, é infiel no casamento com a beata Kira, por quem é mesmo apaixonado. Ele é assediado pelo cozinheiro e faz-tudo da espelunca, Dunga. Há um necrófilo apaixonado por uma dona de bar. E por aí afora.

Apreciação – Um dos filmes brasileiros mais badalados deste início de século. Consagrado no Festival de Brasília por júri, crítica e público, ganhou todos os prêmios principais no Festival do Ceará. Assinala a estréia em longas-metragens do diretor Cláudio Assis – esse mesmo que tem marcado a participação em festivais com maratonas de agressões e xingamentos a gente famosa do porte de um Hector Babenco. Assis é esquentado, brigão, sem papas na língua – mas excessivamente talentoso como prova este seu primeiro filme. Produção pernambucana, realizada a custo baixo, o diretor se recusa a carimbá-lo como obra neo-realista. Mas, o filme tem uma estética diferente e uma linguajar sujo. Há cenas que causou revolta no estômago, mas uma coisa não se pode negar: “Amarelo Manga” é um grande filme. Não perca.

Fique de Olho – Em três atores excepcionais. Chico Diaz, Jonas Bloch e Matheus Nachtergale. Se nada valesse a pena no filme, o trabalho deles já pagaria o preço do ingresso.

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