DÍVIDA DE SANGUE (Blood Work)

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Este é o mais recente filme de Clint Eastwood – o 44o. como ator e o 23o. como diretor. A carreira de Eastwood, praticamente começada nos westerns feitos na Itália por Sergio Leone, ganhou consistência ao voltar para a América e ser dirigido por Don Siegel, um experiente diretor do segundo time mas que sabia o que fazia. A partir de meados dos anos 70, Eastwood voltou-se também para a direção, construindo películas com inusitado cuidado e de temas bem fora do seu contexto. Foi do filme romântico à biografia de astros do jazz, como em “Bird”. Mas, foi com o western “Os Imperdoáveis” que conquistou galhardões da Academia. Toda a carreira de Clint como diretor é expressivamente sólida, e neste novo trabalho ele mantém a performance. Agora ele é um agente do FBI, aposentado, que aos 72 anos, idade real do ator, sofre com um ataque cardíaco. É submetido a um transplante. Recebe o coração de uma mulher bem mais jovem, que foi assassinada, soube mais tarde, pela própria irmã. A mulher pede-lhe, em nome do coração que bate agora no seu peito, que encontre o criminoso e o prenda. Daí em diante, a odisséia do detetive é narrada pelo filme. O interessante é a coragem se expor do jeito que é hoje. O rosto marcado pelo tempo (ele nunca fez plástica), vincado, cai bem para o personagem do velho detetive. De quando em quando, o personagem vai ao médico – que é o que, na vida real, Eastwood tem ido muito para conservar a saúde. Dito o que só nos resta recomendar este novo filme de Clint Eastwood – que, no momento, já dirige um outro trabalho para a sua Malpaso Company. Fique de Olho – Eastwood é um ótimo diretor de elenco. Aqui ele dirige Jeff Daniels e Anjelica Huston e dá oportunidade à novata Wanda De Jesus, mexicana de nascimento.

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