FEMME FATALE (Femme Fatale)

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O diretor americano Brian de Palma – autor de filmes como “Carrie, a Estranha”, “Vestida Para Matar”, “Scarface”, “Os Intocáveis” – andava meio por baixo, por causa de filmes medíocres como “Missão: Marte” e “Olhos de Serpente”. Teve que se “mudar” para a França para voltar a encontrar-se com o bom cinema criativo do qual, particularmente, sempre foi cultivador. Este “Femme Fatale”, inteiramente filmado na Europa, com equipe técnica francesa, foi parcialmente rodado durante o Festival de Cannes de 2001 e conta uma história bem próxima do “film noir”. Uma moçoila extremamente bonita e sexy (a modelo Rebeca Romijn-Stamos) participa do assalto a diamantes portados por uma modelo que acompanhava o diretor Regis Wargnier na exibição de “Leste-Oeste” (e nunca se viu, no cinemão, uma homenagem tão explicita ao cinema francês). Acontece que ela trai seus comparsas e fica com toda a jóia. Sete anos depois, já casada com o embaixador americano, ela é fotografada, o que põe sua vida em risco. Conta-se linearmente a história, mas não é exatamente assim que ocorre na tela. De Palma fragmenta sua narrativa de modo a surpreender o espectador com reviravoltas extraordinárias. Estamos no campo do verossímel ou do onírico? A narrativa do realizador é moderna e atrativa – alguns vezes dividindo a tela para mostrar a mesma situação, outras fornecendo pistas “au hasard”. Um filme que é basicamente um espetáculo, mas não para todo e qualquer público. E muito ousado em sua forma estética. Com Antonio Banderas e Peter Coyote. Não deixe de ver. Fique de Olho – Quem domina o filme de ponta-a-ponta é Rebeca Romijn-Stamos com um sexy-appeal inusual no cinemão de hoje. As cenas de carícias dela com Ria Rasmussen passa a integrar uma antologia do cinema erótico. Site Oficial

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