João Paulo Neto fala sobre o projeto Quintas da Assaim

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João Paulo Neto, é um incansável batalhador pela divulgação e valorização do artista sergipano. Presidente da Associação Sergipana de Autores e Intérpretes Musicais – Assaim -, entidade que vem desenvolvendo um papel de destaque na defesa dos interresses da categoria, também é o idealizador do Projeto Quintas da Assaim. E é sobre este projeto, iniciado na quinta-feira, dia 10, que ele fala conosco. Agenda de Bolso – Como surgiu a idéia da Quinta da Assaim? João Paulo – É um projeto antigo nosso. Inicialmente era para acontecer com o Eduardo no Arte Café Por um problema ou outro de estrutura não vingou. Recentemente conversando com Zequinha e Iracema do Melodia Show Bar acertamos detalhes para a realização do projeto, uma vez que se trata de uma casa de músicos. Eles abriram o espaço sem custo nenhum para a Assaim, mas que certamente terão um retorno através da divulgação da casa. A liberdade FM, Infonet e a TV Caju são nossos parceiros na divulgação. O Banese também entrou como parceiro, principalmente com boa parte da publicidade e marketing. AB – Por que o projeto Quinta da Assaim em um bar, em vez do tradicional Teatro Atheneu? JP – Tem alguns motivos. No Atheneu o espaço é muito bom com quase mil lugares. Mas, se você coloca duzentas pessoas parece que está vazio. Em espaço menor duzentas pessoas lotam. Um outro motivo importantíssimo é que não queremos apenas fazer shows. Queremos criar um espaço cultural com as mais diversas manifestações culturais onde o público não vá só assistir o artista sergipano. Nós também querermos criar um ponto de encontro onde artistas de todos os segmentos compareçam e possam trocar informações. Outro motivo também, é a questão da estrutura. No Teatro nós temos que ter som e luz. No Melodia Show Bar já tem toda estrutura montada. AB – Então, tendo como um dos objetivos a criação de um ponto de encontro para os artistas, a Quinta Assaim não terá seu término no final de julho confome a divulgação da programação? JP – Não. Nós tocaremos o projeto até quando for possível. Já estamos com a programação de agosto praticamente montada. Teremos no dia 7 Sena, 14 Célia Gil, 21 Nino Karva, e 28 Paulo Lobo, além de exposição de cerâmicas do artista plástico Fábio Sampaio e do lançamento do livro Dicionário do Profª Luiz Antônio Barreto. Teremos também a apresentação de Audry da Pedra Azul interpretando Ney Matogrosso. A programação já está quase fechada. AB – Você vê o bar como uma boa alternativa de manter o público em contato com a produção cultural dos artistas sergipanos? JP – Nem todos os bares. Esse especialmente porque tem todo um clima. Os proprietários são músicos e estão envolvidos com as atividades culturais. Inclusive, dão toda a liberdade ao artista. Lá nos sentimos em casa. Hoje já existem outros espaços como a Rua da Cultura, o Cultart com o projeto Sexta D’Arte e agora o Melodia com o Quinta Assaim, que com certeza contribuem para uma efervecência cultural em nossa capital. Eles são muito importantes. A divulgação em jornais, rádio e televisão da programação colocam o artista em evidência durante a semana. AB – A primeira edição do Quinta Assaim correspondeu as expectativas? JP – Totalmente! Não só da Assaim como do público. Tivemos a presença de jornalistas, de escritores, de pessoas envolvidas no movimento cultural e do público em geral. A receptividade do projeto foi ótima. Com certeza se o tempo não fosse tão ruim o público seria melhor. Na próxima quinta-feira teremos um público mais numeroso. Além do boca-a-boca, que funciona muito em Aracaju, estaremos distribuindo 10 mil panfletos, com publicidade na FM Liberdade e divulgação espontânea nos meios de comunicação.

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