Orquestra Sinfônica fará concerto às tartarugas marinhas

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Em comemoração aos quase 40 anos de projeto e prestes a atingir a marca de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas, o Projeto Tamar vai oferecer gratuitamente ao público o evento intitulado “Concerto às Tartarugas Marinhas”. O concerto acontecerá no Teatro Tobias Barreto, às 20h30, no próximo dia 18.

A Orquestra Sinfônica de Sergipe, regida pelo maestro Guilherme Mannis, irá apresentar três movimentos compostos pelo maestro Luciano Calazans em referência às três espécies: Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente), Caretta caretta (tartaruga-cabeçuda) e Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva), além de outras programações musicais. “A Sinfonia Quelônica é a tradução do ciclo de vida das espécies de tartarugas marinhas que desovam em nossa costa. Cada movimento representa um estado em que as tartarugas desovam” explica Calazans.

Comemorando as conquistas, o fundador do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi, reforça a importância de uma trajetória com foco na preservação das espécies. “ É mportante lembrar que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem e completam seu ciclo de vida. Ainda há muito a fazer para livrar esses animais da ameaça de extinção”, diz Marcovaldi.

O evento é a celebração por notas e acordes musicais inspirados nas conquistas já alcançadas para a conservação das tartarugas marinhas.

Projeto Tamar

Três anos de planejamento foram necessários para que o sonho de alguns estudantes fosse realizado. Depois de formados, com a criação do Projeto Tamar em 1980, foram necessários mais dois anos de levantamento, do Oiapoque ao Chuí, para localizar as principais praias de reprodução das tartarugas marinhas. Finalmente em 1982, com a implantação das primeiras bases (Praia do Forte/BA, Pirambu/SE e Regência/ES) e já com o apoio da Petrobras, nasceram os primeiros dois mil filhotes de tartarugas marinhas protegidos.

Atualmente, o Projeto Tamar-Fundação Pró-Tamar está presente em 26 localidades, distribuídas em áreas prioritárias de desova, alimentação, migração e descanso, e a cada temporada reprodutiva o número de filhotes que nascem nas praias monitoradas pelo Projeto passa de 2 milhões, além de muitas tartarugas que são protegidas e salvas da captura incidental na pesca. Estudos científicos mostram que as populações de tartarugas marinhas no Brasil estão se recuperando.

No litoral de Sergipe são monitorados cerca de 125 km de praia através de três bases: Abais, Pirambu e Ponta dos Mangues. A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é a espécie predominante desovando na região e que vem apresentando um aumento no número de desovas, associado ao crescimento do número de tartarugas fêmeas adultas que foram sendo recrutadas ao longo dos anos. Outro importante resultado está associado à reocupação de algumas áreas. Algumas praias da Bahia que ainda não tinham sido associadas à preferência das olivas, hoje registram desovas em maiores proporções. E por fim, além do aumento e da reocupação, as olivas também expandiram o período de reprodução. Desovas que antigamente eram registradas apenas entre quatro e seis meses já s&atil de;o observadas ao longo de todos os meses do ano.

O fundador do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi, lembra que uma equipe, formada por pescadores, moradores locais, oceanógrafos, biólogos, engenheiros de pesca, veterinários formam uma rede de trabalho contínuo para o Brasil atingir esses resultados. “Em breve o Tamar vai completar 40 anos e atingir a marca de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas. Podemos inclusive dizer que a tartaruga de número 40 milhões já existe e navega em uma viagem transcontinental rumo às praias brasileiras. Mas é importante lembrar que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem e completam seu ciclo de vida. Ainda há muito a fazer para livrar esses animais da ameaça de extinção”, diz Marcovaldi.

Fonte: Organização do evento 

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