Santuários

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Exposição da plástica Fátima Oliveira.
* De 04/Ago. a 03/Set. no Espaço Cultural Yázigi.
Visitação: de terça a sexta-feira, das 14h às 20h. “A artista plástica Fátima Oliveira realiza a partir do próximo dia 04 de agosto, quarta-feira, a exposição “Santuários” na galeria de artes do Espaço Cultural Yázigi. A abertura acontece a partir das 20h com uma performance de danças e cantos sagrados com a participação de Kléber Melo, Meire Barreto, Marlene Barreto, Marise Barreto e Ananda Barreto. A artista busca uma releitura do conceito de santuários sob a ótica da religiosidade popular universal através de mais de 60 trabalhos de 15,5 x 11 cm confeccionados em caixinhas de madeira do buriti, fruta nativa do Pará, embuídos de uma religiosidade ecumênica que envolve diferentes crenças e religiões. Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Hollanda, santuário é “um lugar consagrado à religião, um lugar santo”. O mesmo Aurélio também define o termo como “a parte mais íntima do coração, da alma”. Esta parece ser a definição que mais se adequa ao trabalho de Fátima Oliveira em “Santuários”. “Os altares e as imagens em geral sempre me impressionaram, mas meu envolvimento com a religiosidade vem de berço, desde meu próprio nome de batismo, Fátima Conceição, em homenagem a duas santas, por causa de uma promessa de minha mãe”, diz a artista, que é psicopedagoga, arte-educadora e dançarina. Seu envolvimento com as danças circulares desencadeou um processo de criação que originou os oratórios. Nascida e criada em Sergipe, morou em São Paulo de 1988 a 2002, onde fez diversas especializações em música, dança e arte-educação e coordenou oficinas de arte e dança em instituições culturais e educacionais. Como agosto é o mês em que se comemora o Dia do Folclore, o Espaço Cultural Yázigi convidou a artista para expor seus oratórios, que contêm traços de manifestações da cultura popular brasileira e de outras regiões do planeta, como o culto a divindades como Ganeesha, Shiva e Buda. O trabalho de Fátima incorpora elementos da cultura popular, como a devoção a entidades afro-brasileiras como Iemanjá e Oxum e a estética dos altares da tradição popular brasileira, repletos de cores e elementos visuais. “O processo se deu do movimento para o plástico, devido à minha pesquisa com danças e músicas do universo popular. Através deste mergulho, foi chegando a devoção e resultou em oratórios compostos de materiais diversos como lantejoulas, pedras, panos, fitas, canutilhos, metais, vidrilhos, velas coloridas, plástico etc.”, completa Fátima. A exposição tem apoio do Tequila Café, Gráfica Triunfo e Velas Artesanais Regina Ofélia e permanece aberta ao público até o dia 03 de setembro, de terça a sexta-feira, das 14h às 20h. O Espaço Cultural Yázigi fica na rua Vereador João Calazans, 494, Praia 13 de Julho.”

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