Auxílio da PMA beneficia pessoas em vulnerabilidade social

Auxílio Municipal Emergencial atenua efeitos da pandemia entre aracajuanos em situação de vulnerabilidade social (Foto: Marcelle Cristinne)

A pandemia do novo coronavírus agravou a situação financeira de milhares de aracajuanos. Diante dessa situação, a Prefeitura de Aracaju criou, em março deste ano, o Auxílio Municipal Emergencial (AME), programa voltado à garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável, e do acesso à alimentação das pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional.

O AME, programa de caráter temporário e excepcional, faz parte do “Cidade Solidária” – um pacote de ações destinadas a atenuar os efeitos sociais e econômicos decorrentes da pandemia -, concedeu um benefício de R$600, pago em três parcelas de R$200 a cinco mil famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza da capital sergipana.

Operacionalizado pela Secretaria Municipal da Assistência Social, o Auxílio Municipal Emergencial foi pago nos meses de maio, junho e junho, cuja parcela foi creditada nesta quarta-feira, 21. Para que isso fosse viabilizado, a Prefeitura de Aracaju investiu R$3 milhões, com recursos do Tesouro Municipal.

O AME, programa de caráter temporário e excepcional, faz parte do “Cidade Solidária”

“Desde o início da pandemia, a Prefeitura vinha pensando em alternativas que abrandassem os impactos financeiros que a população iria sofrer e está sofrendo. No primeiro momento, foram estudados meios de angariar recursos para que pudéssemos conceder esse auxílio municipal, já que houve a redução do auxílio do Governo Federal. Portanto, viu-se a necessidade real de proporcionar esse benefício e, assim, surgiu o AME”, explica a secretária municipal da Assistência Social, Simone Passos.

Toda a triagem de identificação das famílias que se enquadram nos critérios de concessão do auxílio foi feita junto ao banco de dados do CadÚnico, ferramenta utilizada como base para estudar e traçar o perfil dos beneficiários. Para poder atender aos que, de fato, necessitavam do benefício, a Secretaria chegou a montar um plantão de atendimento destinado às pessoas que não tinham registro no Cadastro Único, mas estavam em situação de vulnerabilidade.

Beatriz Gouveia recebeu com alegria a ligação da Prefeitura informando sobre o direito ao benefício

Desta forma, compuseram o público-alvo do AME famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, ambulantes, população em situação de rua, artistas, artesãos, trabalhadores de shows e eventos, além dos permissionários do transporte escolar.

Os cartões de débito do benefício foram entregues diretamente nos endereços das famílias beneficiadas, a partir de uma logística da Prefeitura para evitar aglomeração nos equipamentos socioassistenciais do Município. Contudo, em virtude das dificuldades em localizar alguns dos contemplados, parte das entregas ocorreu, mediante agendamento de horário, no Centro Administrativo da Prefeitura.

“No último dia 21, foi debitada a última parcela do AME. Então, aqueles que não foram encontrados e não entraram em contato com a Prefeitura, não terão como receber o benefício e, assim, o valor será estornado. Fizemos a entrega dos cartões até o último dia de pagamento das parcelas e toda uma busca foi realizada. A Secretaria se empenhou muito para encontrar cada família, para que elas tivessem o direito a esse benefício”, destaca Simone.

Beneficiados

Para muitos dos beneficiados, o AME vai servir para garantir o alimento de cada dia. Com o cartão, é possível comprar em estabelecimentos de alimentação, de venda de gás e em farmácias, uma ajuda significativa para quem está passando por dificuldades financeiras.

Este é o caso, por exemplo, do catador de materiais recicláveis Edson dos Santos Corrêa, que exerce o trabalho há mais de dez anos e mora do bairro América com a esposa.

“Soube do AME através dos vizinhos e, como eu estava sem renda, procurei saber se tinha direito. Durante a pandemia, perdi o emprego, então, essa ajuda veio em boa hora. Poderemos passar por esse período com um pouco menos de preocupação”, conta Edson.

Mãe solo de três filhos e desempregada, Valdeline Santos de Souza trabalhava como operadora de caixa, mas, com a pandemia, perdeu o emprego e a única fonte de renda que tinha.

“Fui ao Cras e me informaram que eu tinha direito ao AME. Esse dinheiro vai ajudar muito, principalmente para a alimentação. Estou desempregada há dez meses e a situação estava, a cada dia, mais difícil, tendo que me virar para conseguir seguir em frente. Saí para entregar currículo, aproveitei e peguei o cartão na Prefeitura, o que vai me dar um tempo de mais tranquilidade”, relata Valdeline.

Morando com a avó, tios e irmãos, Beatriz Gouveia Santos, assim como todos em sua casa, está desempregada e recebeu com alegria a ligação da Prefeitura informando sobre o direito ao benefício.

“Sem ter uma renda, fica difícil para tudo, principalmente pra ter o que comer. Quando soube do auxílio, fiquei mais aliviada porque já é algo que vem para ajudar bastante. Nessa situação, todo apoio é bem-vindo, sobretudo para quem está no aperto”, afirma Beatriz.

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