111 tremores de terra foram registrados em Canhoba na última semana

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Tremores foram registrados pela Estação de Canhoba (Foto: LabSis/UFRN)

Estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) operadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) registrou 111 tremores de terra no município de Canhoba em Sergipe, entre os dias 11 e 17 de setembro.

De acordo com o professor Eduardo Menezes, responsável pelo Laboratório Sísmico da UFRN, Canhoba está localizada numa região sismicamente ativa. “A região já é monitorada há mais de três anos e registramos repetidas atividades. Com o aumento da frequência de tremores na região instalamos na sexta-feira passada, 11, um link de internet  na estação de Sergipe, que fica em Lagarto, que nos permite receber as informações no laboratório em tempo real. Antes só conseguíamos processar os dados com 60, 90 dias, e hoje fazemos isso em tempo real”, explica.

Canhoba é a região com mais atividades sísmicas em Sergipe, e ultimamente os tremores estão bem mais frequentes. Prof. Eduardo explica que o aumento na atividade sísmica é natural e não é possível prevê. “ Está havendo mais pressão nas falhas geológicas da região e com isso mais tremores. São atividades com magnitude menores que 3, não são tão intensas, mas como acontecem muito próximo a Canhoba a população acaba sentindo os tremores”, conta.

Prof. Eduardo explica que Sergipe, diferente de outros estados do Nordeste, não tem histórico de tremores com magnitude acima de 3. “Foi registrado ano passado um tremor de magnitude 2.7, 2.8, mas não sabemos de tremores acima de 3. Diariamente enviamos um relatório para a Defesa Civil Estadual e também há o controle da Defesa Civil do município para atuar caso tenhamos magnitudes maiores que podem trazer danos estruturais, mas não temos histórico de eventos de maior grandeza em Sergipe”, reforça.

Devido as frequentes atividades sísmicas em Canhoba, prof. Eduardo conta que pretende implantar uma rede de monitoramento na região. “Estamos estudando o projeto e buscando recursos para implantar essa rede que é a ampliação de equipamentos que vão nos mostrar  com precisão os locais das atividades sísmicas e a profundidade . Com a instalação da rede também faremos palestras e todo um trabalho informativo com a população que precisa ter consciência de que vivem numa região sismicamente ativa já que não podemos prever os tremores e suas magnitudes”, conclui.

Por Karla Pinheiro

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