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Famílias fazem fila para realizar cadastramento (Fotos: Portal Infonet) |
Após a desocupação das casas ocupadas de forma irregular no bairro 17 de Março, as famílias estão realizando um cadastramento junto à Defensora Pública para que o órgão obtenha uma mapeamento das daqueles que invadiram os imóveis e não são beneficiadas com auxílio moradia. Até o fim da manhã cerca de 40% das casas foram desocupadas de forma pacífica.
Centenas de famílias estão em uma grande fila no posto de comando da Polícia Militar com esperanças de conseguir uma moradia. “Há duas horas que estou nesta fila e espero consegui um lugar para morar, pois não tenho para onde ir”, diz Ana Paula dos Santos.
A dona de casa Gilvaneide Ferreira também está na fila aguardando pelo cadastramento. Ela mora há seis meses nas casas ocupadas de forma irregular. “Não estou inserida em nenhum cadastro e minha esperança é consegui casa ou o auxílio moradia para sustentar minha família”.
Prisão
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Famílias esperam ser beneficiados com projeto habitacional |
Um homem identificado como Arivaldo José dos Santos, 37 anos, foi preso durante a operação de desocupação nesta manhã. Segundo a polícia, ele estava embriagado e tentou invadir uma área isolada pela polícia.
“Em um perímetro oposto ao posto do comando um homem se aproximou dos policias afirmando que foi sorteado. Eles orientaram que o cidadão procurasse o comando, mas ele se recusou e tentou invadir a área. Após a invasão, ele ainda insultou os policiais”, explica o major Paulo Paiva. Arivaldo foi encaminhado para o Centro Integrado de Polícia do Santa Maria onde se encontra detido.
Defensoria
Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Defensoria Pública explicou que Os defensores públicos, Alfredo Nikolaus e Miguel Cerqueira, vão interceder junto à Prefeitura Municipal de Aracaju para que a mesma conceda auxílio moradia para aquelas famílias que não têm para onde ir. Caso a PMA negue o auxílio, a Defensoria vai ingressar com Ação Civil Pública, objetivando pleitear o auxílio.
A presença da Defensoria, segundo a nota, foi para atender inúmeros pedidos dos moradores que estavam temendo ações truculentas da Polícia, além de garantir e preservar os direitos humanos e a dignidade das pessoas.
Mesmo com o empenho da Polícia Militar, houve um crescimento desordenado das filas, fato que levou a Defensoria Pública a suspender o cadastramento no local e pedir que todos aqueles que invadiram os imóveis e não recebem auxílio moradia procurassem a Defensoria Pública ou se reunissem com os líderes comunitários para levar a lista das pessoas que invadiram o local.
A matéria foi atualizada às 20h11 para acréscimo de nota enviada pela assessoria de comunicação da Defensoria Pública.
Por Adriana Freitas e Kátia Susanna
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