24 de junho: Dia das Empresas Gráficas

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Cartazes, convites, cartões de visita, panfletos, livros e tantos outros itens informativos que fazem parte do nosso cotidiano passam antes por um processo cuidadoso de produção. É nas empresas gráficas que esses produtos ganham vida e chegam às mãos do consumidor.

Neste sábado, é comemorado o Dia das Empresas Gráficas, uma homenagem mais do que justa a Johann Gutenberg, criador do processo de impressão com caracteres móveis, denominado tipografia. Gutenberg revolucionou o mundo da impressão, dando à prensa outras funções que não fossem cunhar moedas, espremer uvas, fazer impressões em tecido ou acetinar o papel.

Provavelmente, o primeiro impresso do empreendedor, um pedaço de papel com 11 linhas, foi feito em 1442. De lá para cá muita coisa mudou e a tecnologia cumpre a função de aperfeiçoar a cada dia a arte em papel. Hoje em dia é possível, por exemplo, produzir cartões de visita em casa, com todos os recursos que um computador pessoal e uma boa impressora oferecem.

Realidade sergipana

Porém, a confecção de convites, livros, calendários e outros itens de qualidade superior continuam sendo exclusividade das empresas gráficas. Para Stênio Andrade, por exemplo, proprietário e gerente de uma das maiores gráficas sergipanas, não vale a pena optar pelos trabalhos ‘caseiros’. “A gente pode até encontrar por aí o cento de cartões por R$ 10, R$ 15, R$ 50, mas meus cartões custam R$ 300 (o cento) e todo mundo paga pela qualidade. A procura é muito grande pelos cartões com relevo e outros diferenciais”, destaca.

De acordo com ele, outro produto muito procurado é o convite de formatura. Ele diz que somente nesta semana foram oito turmas que confeccionaram os convites em sua gráfica. Apesar de a maioria da população desconhecer a produção de livros em Sergipe, Stênio afirma que mensalmente uma média de cinco livros é produzida pela sua gráfica.

Para ele, o segredo para continuar se destacando no mercado sergipano, ou em qualquer lugar, é ter uma boa equipe de profissionais, equipamentos com tecnologia de ponta e se preocupar com a reciclagem de pessoal. “O setor gráfico está crescendo muito, novas empresas estão sendo instaladas. Temos profissionalismo e enxergamos a concorrência com naturalidade”, declara Stênio Andrade. Porém, nem toda concorrência é considerada saudável.

Pregão

O Pregão Eletrônico do Governo, por exemplo, é uma modalidade usada para aquisição de bens e serviços comuns, em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão pública ou por meio eletrônico. “O pregão generaliza o universo gráfico. Já observamos que até borracharia participa como representante de gráfica. Uma coisa absurda. Muitas vezes, esses escolhidos com o pregão terceirizam o serviço e entregam trabalhos de má qualidade. Mas a nossa defesa é que temos segmentos comerciais que preenchem essa lacuna”, lamenta o empresário.

No entanto, de acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas em Sergipe, Paulo Garcez, o setor gráfico sergipano passa por um momento delicado, talvez por não ter mensurado no passado a capacidade que o Estado absorveria. “Hoje, são cerca de 150 empresas trabalhando com o ramo gráfico, um número muito além da demanda”, diz.

Segundo ele, os grandes clientes em Sergipe são Petrobras, Governo do Estado e algumas prefeituras. Outro problema, de acordo com ele, é a matéria-prima. “Cerca de 60% do papel usado em gráficas de Sergipe vem de fora. O Estado ainda não é auto-suficiente na área gráfica”, lamenta.

Alternativas

Para ele, uma das alternativas para incrementar o setor no Estado seria uma junção das empresas gráficas e, principalmente, a formação de uma cooperativa. “O setor precisa se unir mais. Hoje, o sindicato tem 30 filiados. Fazemos negociações de acordos coletivos, mediações, discussões de novas tecnologias e outros assuntos de interesse da área”, informa. Contudo, Paulo Garcez concorda que é possível encontrar no mercado sergipano parques gráficos de qualidade e com opções que satisfazem aos clientes.

Por Andreza Azevedo

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